| 02 de abril, 2003 - Publicado às 07h05 GMT |
| Pneumonia mata mais dois no Canadá |
 Mãe e filho usam máscaras para evitar o contágio
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O vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) fez mais duas vítimas no Canadá, onde seis pessoas já morreram em conseqüência da doença que provoca sintomas como os de uma forte pneumonia.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que as pessoas evitem viagens a Hong Kong, onde a proliferação do vírus ainda não foi controlada.
Com a morte dos dois moradores da região de Toronto, o Canadá passou a ser o país não-asiático com maior incidência de casos de SRAG.
A doença já matou cerca de 70 pessoas em todo o mundo – mais de 40 só na China – e, segundo a , infectou outras 1,8 mil.
Quarentena
Os temores despertados pela pneumonia fizeram agentes de saúde dificultarem o desembarque dos passageiros de um vôos que chegava aos Estados Unidos de Tóquio, capital do Japão.
No aeroporto da Califórnia, os passageiros só foram liberados depois de examinados por médicos, já que alguns haviam apresentado sintomas de doenças respiratórias durante a viagem. Uma pessoa foi posta em quarentena.
O vôo da United Airlines ficou detido por duas horas no aerporto internacional de San José, mas não se comprovou que nenhum dos passageiros realmente portasse o vírus.
Outro sinal do nível de alerta nos Estados Unidos é a redução do seu corpo diplomático em Hong Kong e em Guangzhou, na China, onde funcionários não-essenciais ganharam passagens gratuitas para deixar o país.
Já no Canadá, as autoridades restringiram as visitas aos pacientes nos hospitais, e milhares de pessoas em Ontario, que podem ter entrado em contato com o vírus estão em quarentena voluntária.
Mais casos de SRAG foram constatados também em Hong Kong, onde os agentes de saúde contabilizaram 75 novas infecções só na terça-feira – elevando o total a 685 contaminados e 16 mortes.
Só em um prédio em Kowloon foram registrados 200 casos, levando as autoridades sanitárias da região a porem todos os outros moradores do conjunto residencial Amoy Gardens em quarentena para evitar a proliferação do vírus.
Colônias de quarentena
No entanto, o fracasso da estratégia ficou evidente na terça-feira, depois que os agentes passaram a transferir os moradores do conjunto para centros de quarentena montados em colônias de férias.
Em um aeroporto de Cingapura, enfermeiros têm monitorado passageiros com sinais de doenças respiratórias. Já foram mandadas para hospitais, sete pessoas, todas com sintomas da pneumonia.
Já foram registrados casos de empresas que impediram viagens de funcionários para partes da Ásia, e várias companhias aéreas suspenderam vôos para as regiões mais afetadas.
Inicialmente, acreditava-se que a doença só se transmitia por contato direto. No entanto, o médico Hitoshi Oshitani, especialista da OMS, afirmou que isso não é necessariamente verdadeiro.
"Na maioria dos casos, a infecção ocorre por contatos pessoa-a-pessoa, mas há vários casos em que não conseguimos realmente estabelecer que houve este modelo de transmissão", explicou Oshitani.
Acredita-se que a SRAG tenha começado no sul da China, mas o vírus causador da doença se espalhou por vários países, entre eles, Vietnã, Taiwan, França e Alemanha.
No mundo
Em outros desdobramentos:
• Na Malásia, a primeira morte com suspeitas de SRAG foi registrada nesta quarta-feira.
• A Singapore Airlines deve suspender 60 vôos semanais porque o vírus provocou uma queda na procura de passagens.
• Na Tailândia, um homem de Hong Kong infectado pela SRAG morreu em um hospital na terça-feira à noite.
• A OMS anunciou que a proliferação da doença já foi contida efetivamente no Vietnã, em Cingapura e no Canadá.
• França, Estados Unidos, Canadá, República da Irlanda e Austrália já divulgaram recomendações para cancelar ou "reconsiderar" viagens às regiões afetadas. |
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