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20 de março, 2003 - Publicado às 21h33 GMT
Guerra congestiona tráfego na internet
Ataques de 11 de setembro geraram dias difíceis
Ataques de 11 de setembro geraram dias difíceis

Mark Ward
Especialista em tecnologia da BBC News Online


A guerra no Iraque é uma verdadeira prova de fogo para a capacidade de alguns dos mais populares sites na internet em lidar com quantidades inusitadas de visitantes.

Na medida em que mais e mais pessoas querem se manter atualizadas sobre os desdobramamentos do conflito, a internet desponta como uma das melhores opções.

Mas a enxurrada de novos usuários está se mostrando uma carga excessiva para páginas na internet administrada por empresas de notícias, governos e instituições militares.

Empresas que monitoram a eficiência dos sites já identificaram casos em que as respostas aos usuários estão sendo muito mais lentas do que o normal.

Triplo

A Keynote Systems, que faz testes periódicos com grandes páginas na internet, cita como o exemplo o site da BBC News Online, em que o tempo para carregar uma página na hora do almoço passou de 0,47 segundo para 1,88 segundo.

Algo semelhante aconteceu com o site de notícias da rede de TV britânica ITV, rival privada da BBC, em que o tempo médio para carregar uma página passou de 5,66 segundos para 15,84 segundos.

Outras páginas que vêm sendo muito usadas com o início da guerra, como o da rede de TV árabe Al Jazeera, algumas vezes não tem sido possível ser acessada.

O chefe de desenvolvimento editorial e tecnologia da BBC News Online, Nic Newman, afirma que o tráfego na página já triplicou e deve crescer ainda mais nos próximos dias.

O mesmo tipo de disparada no número de acessos foi observada por sites de notícias de empresas como a Yahoo e a MSNBC.

Segundo a Comscore Media Metrix, o tráfego nos 15 mais populares sites de notícias já teve um incremento de 40%.

Newman afirma que, logo após os atentados de 11 de setembro de 2001, várias empresas enfrentaram dificuldades para absorver o aumento de tráfego gerado pelos ataques a Nova York e Washington.

“Todo mundo levou um tombo naquela época”, diz ele.

Agora a BBC News Online afirma ter um plano de contingência para lidar com um tráfego dez vezes maior que o normal durante o conflito no Iraque.

Militares

Páginas das instituições militares americanas também estão sofrendo com o aumento do tráfego causado pela guerra.

Segundo a Keynote Systems, em momentos de pico o site das Forças Armadas americanas estava levando mais de 80 segundos para ser carregado.

Para 30% dos visitantes, a página simplesmente não apareceu.

Problema semelhante aconteceu com o site dos Corpos de Fuzileiros Navais.

Também têm enfrentado dificuldades as páginas de orientações para o caso de um ataque terrorista.

A do Ministério do Interior da Grã-Bretanha estava levando 90 segundos para carregar, enquanto a do primeiro-ministro Tony Blair demorava cinco vezes mais do que o normal.

“Desde o princípio ficou claro que as pessoas usariam a internet como uma fonte primária de informações em qualquer guerra”, disse Andy Didcott, chefe da Keynote na Grã-Bretanha.

“Infelizmente os administradores dos sites governamentais parece que não tomaram as medidas adequadas para um muito esperado aumento da demanda.”
 
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Links externos:
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Comscore Media Metrix (em inglês)
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