| 06 de março, 2003 - Publicado às 10h43 GMT |
| Aspirina também pode prevenir câncer de cólon |
 Estudos indicam efeitos da droga sobre outras doenças
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Pesquisadores americanos revelaram que o uso da aspirina pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de câncer de cólon, uma parte do intestino.
O resultado do estudo, realizado nos estados americanos de New Hampshire e Chicago, foi divulgado apenas um dia depois de revelados os resultados de uma outra pesquisa envolvendo a aspirina, realizada por um instituto de Milão, na Itália.
O levantamento americano indica que o uso regular de aspirina pode diminuir o risco de desenvolvimento de células pré-cancerígenas no cólon, que freqüentemente evoluem para um câncer generalizado de intestino.
No entanto, os médicos americanos alertam que os efeitos colaterais do uso prolongado da aspirina ainda não são conhecidos.
Garganta
Na Itália, a pesquisa envolveu quase três mil pacientes e chegou à conclusão de que o consumo regular de aspirina durante cinco anos ou mais parece reduzir em 66% as chances de se desenvolver câncer na boca, garganta e esôfago.
A explicação dos pesquisadores para o efeito benéfico da aspirina é que o medicamento atua sobre a enzima cicloxigenase-2, que teria papel fundamental na aparição do câncer de garganta.
Outros estudos já sugeriram a eficácia da aspirina no combate ao câncer de mama, pâncreas e pulmão.
A aspirina é quase sempre receitada para vítimas de infarto ou para os que sofrem de angina - dores no peito causada por quantidade de sangue insuficiente passando pelos músculos do coração.
A droga afeta a consistência do sangue, melhorando sua circulação, e médicos britânicos defendem a prescrição do medicamento como método preventivo de doenças cardíacas.
No entanto, outro estudo indica que o uso preventivo da droga aumenta os riscos de pessoas que não têm predisposição para problemas cardíacos.
Os cientistas são cautelosos em relação aos possíveis efeitos do analgésico, dizendo que seriam necessários estudos de longo prazo para ter mais certeza.
Cientistas americanos chegaram até mesmo a encontrar indícios de que a aspirina pode adiar e, às vezes, evitar os sintomas do mal de Alzheimer. |
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