| 05 de fevereiro, 2003 - Publicado às 22h06 GMT |
| Epidemia de ebola pode atingir o Congo |
 Vírus é altamente contagioso e mortal
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Autoridades do Congo temem que uma nova epidemia do vírus ebola possa atingir o norte do país africano.
Pelo menos 16 pessoas morreram com suspeita de ebola nos vilarejos de Kele e Mbou, na região de Cuvette West, a 800 quilômetros da capital Brazzaville.
No entanto, o Ministério da Saúde diz que as comunicações com os vilarejos são difíceis e que o número de mortes pode ser maior.
O diretor do ministério, Joseph Mboussa, afirma que o vírus começou a atacar no último dia 4 de janeiro.
Carne de macaco
Não há cura conhecida para o vírus ebola, que causa a morte por violentas hemorragias internas.
O vírus é contagioso e pode ser transmitido através do simples contato com a pele de uma pessoa ou animal infectado - por isso, é difícil de ser contido.
Desde sua descoberta em 1976, o Ebola já matou centenas de pessoas na África.
As autoridades do Congo foram notificadas inicialmente da possibilidade de uma epidemia de ebola entre gorilas da região de Cuvette West, que começaram a morrer.
Testes confirmaram que os gorilas estavam infectados. A doença já matou 80% dos gorilas da região.
Médicos acreditam que a epidemia entre os moradores dos vilarejos próximos aos primatas tenha sido causada pelo hábito de comer carne de macaco.
As autoridades do país já enviaram várias equipes aos locais infectados para tentar alertar os moradores dos perigos de comer a carne dos primatas.
A tarefa, no entanto, é difícil, já que esse tipo de carne faz parte da dieta da população há séculos.
Epidemia
Uma equipe de emergência do Ministério da Saúde deveria ter viajado à região nesta quarta-feira, mas a partida foi atrasada pela falta de combustível e fundos para financiar o grupo.
Especialistas em ebola da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Libreville e Genebra também devem seguir para o Congo.
Há alguns anos, na vizinha República Democrática do Congo, o então presidente Mobutu Sese Seko adotou a polêmica política de colocar uma cidade infectada de quarentena.
O vírus foi contido, mas o vilarejo foi devastado.
O governo Congo já pediu que os moradores não façam viagens, mas diz ter esperança de não precisar recorrer a medidas tão drásticas. |
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