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27 de janeiro, 2003 - Publicado às 21h18 GMT
Ultra-som pode tornar lipoaspiração mais eficaz
A técnica amolece as camadas de gordura
A técnica amolece as camadas de gordura

Uma nova técnica de lipoaspiração pode tornar a cirurgia de retirada de gordura localizada mais rápida e menos dolorosa, segundo especialistas que vem usando ultra-som para realizar lipoaspiração na Grã-Bretanha.

No método tradicional, os médicos abrem espécies de canais na gordura a ser retirada, precisando quebrá-la manualmente para removê-la.

A técnica do ultra-som, no entanto, usa radiação em alta freqüência e líquidos especiais para quebrar o tecido adiposo para retirá-lo do organismo.

Isso significa que uma quantidade maior de gordura pode ser expelida, provocando menos trauma no organismo do paciente e permitindo que ele se recupere mais rápido.

Gordura

Os líquidos especiais são injetados na gordura para torná-la mais mole, o que facilita a sua quebra.

George Lamberty, um cirurgião do Bupa's Lee Hospital, em Cambridge, usa a lipoaspiração ultra-sônica.

"Um dos efeitos colaterais da lipoaspiração convencional é a ondulação na pele, que demora a se recuperar após a cirurgia principalmente se ela não possui uma boa elasticidade", diz o médico.

"O novo método agride menos a pele. Como a gordura fica mais mole, é como meter uma faca quente na manteiga", compara.

Alguns médicos, no entanto, mostram algumas preocupações com a nova técnica, principalmente sobre o efeito que a radiação pode ter nas células de gordura.

Para alguns médicos, o ultra-som pode não matar as células, e sim alterá-las - o que em tese poderia levar a problemas como o câncer.

"Se for mal usado, também pode provocar queimaduras na pele", disse David Sharp, da Associação Britânica de Cirurgia Plástica.

"Mas não há nada que confirme esses temores. A técnica pode ser perfeitamente segura", acrescentou.
 
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