| 20 de janeiro, 2003 - Publicado às 20h26 GMT |
| Arqueólogos descobrem estátuas de 'faraós negros' |
 Os reis de Núbia viveram há 2.500 anos
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Ishbel Matheson, de Nairóbi
Uma equipe de arqueólogos franceses e suíços descobriu um conjunto de estátuas ancestrais, reminiscentes dos chamados faraós negros, no norte do Sudão.
Os arqueólogos da Universidade de Genebra encontraram uma cratera repleta de grandes monumentos e estátuas ricamente esculpidas e que pertencem ao período dos reis de Núbia, na África Oriental, também conhecidos como os faraós negros.
O chefe suíço da expedição arqueológica, Charles Bonnet, disse à BBC que o achado era de uma importância mundial.
Os faraós negros governaram o poderoso império de Núbia que se estendia pelo vale do Nilo há 2.500 anos.
Obras de arte
O poço, que abrigava o tesouro arqueológico, está localizada entre as ruínas de alguns templos situados nas margens do Nilo.
O fosso não tinha sido aberto por 2 mil anos.
As estátuas dos faraós negros são lisas e brilhantes, ricamente esculpidas e feitas de granito.
O nome do rei está gravado na base e nas costas de cada escultura.
Poderosos
Seus domínios eram conhecidos como o Reino de Kush.
Eles controlavam as rotas comerciais mais valiosas às margens do rio Nilo, mas foram conquistados por seus vizinhos do norte.
Os egípcios da Antigüidade cavaram o fosso em que as estátuas e monumentos foram estocados.
Muitas das esculturas foram violentamente destruídas; e as cabeças e pés das estátuas, esmagados.
Segundo o professor Bonnet, chefe da expedição, a descoberta mostra que os egípcios não ficaram satisfeitos em simplesmente conquistar o Reino de Kush.
Eles quiseram também apagar a memória dos faraós negros e de sua cultura única. |
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