| 10 de janeiro, 2003 - Publicado às 09h14 GMT |
| Relatório diz que ativismo ecológico dá resultados |
 Instituto comemora aumento do uso de energia eólica
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O ativismo local e a militância ecológica podem trazer mudanças palpáveis para o meio ambiente, segundo o Instituto Worldwatch, no seu relatório anual, intitulado O Estado do Mundo 2003.
Apesar dos desapontamentos da conferência Rio +10, que aconteceu ano passado em Johanesburgo, o grupo faz um prognóstico otimista para o planeta, dizendo que as pessoas ainda podem fazer uma diferença real no mundo.
"Construir um mundo no qual nós podemos preencher nossas necessidades sem negar uma sociedade saudável a futuras gerações não é impossível, como alguns podem pensar", afirmou o presidente do Worldwatch, Christopher Flavin.
"A questão é onde as sociedades escolhem pôr seus esforços criativos", completou. O Worldwatch é um instituto independente que produz pesquisas sobre temas sociais, econômicos e ambientais.
Sucessos e desafios
De acordo com o Worldwatch, histórias de sucesso incluem:
Aumento de 30% no uso de energia solar e eólica em países como Alemanha, Japão e Espanha nos últimos cinco anos
Queda de 81% na produção do gás CFC, que é danoso para a camada de ozônio, durante os anos 90. Como conseqüência, diminuiu o ritmo de crescimento do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida
Redução nos casos de pólio, em nível mundial, de 350 mil em 1988 para 480 em 2001
O grupo diz que conquistas notáveis foram conseguidas por esforços concentrados em nível local e estadual.
"Da Alemanha até a China rural, a energia renovável tem sido amplamente utilizada", diz o relatório.
A energia renovável é agora um negócio global de bilhões de dólares, conforme o documento.
O relatório destaca alguns dos desafios para o futuro:
Malária, que mata 7 mil pessoas todos os dias
Extinção de pássaros
A morte de 5,5 mil crianças por dia de causas ligadas a falta de saneamento na comida, no ar e na água
O ritmo de derretimento do gelo nas zonas polares, que dobrou desde 1988
"Nós temos visto muitas vezes na história da humanidade que as sociedades são capazes de aprender rapidamente com a experiência e, então, agir", disse o diretor do projeto O Estado do Mundo 2003, Gary Gardner.
O relatório diz que nos países subdesenvolvidos as mulheres são freqüentemente as primeiras a sentir o impacto da degradação ambiental, já que elas precisam da vegetação e de água para suas necessidades domésticas diárias.
O documento diz que áreas de alta biodiversidade devem ser alvo de políticas de melhoria em reprodução saudável, educação e direitos das mulheres. |
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| Links externos: |
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Worldwatch (em inglês) |
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