| 24 de dezembro, 2002 - Publicado às 17h14 GMT |
| Pesquisa relativiza teoria do surgimento do homem na África |
 Seres humanos teriam vindo dos hominídeos africanos
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A teoria de que nós todos viemos de seres humanos que deixaram a África há cerca de 100 mil anos está sendo novamente questionada, desta vez por pesquisadores americanos que tiveram acesso ao material do projeto do genoma humano.
A maior parte dos cientistas concordam que os primeiros hominídeos saíram da África pela primeira vez há cerca de 1,8 milhão de anos e passaram a conquistar outras terras, mas há controvérsia em relação ao que ocorre depois disso.
A teoria tradicional acredita que houve um segundo êxodo de africanos – os homens modernos –, que substituíram todas as outras populações locais, incluindo o homem de Neandertal, na Europa.
Mas para os defensores da nova teoria – chamada de multiregional –, nem todas as populações de hominídeos foram completamente extintas. Algumas delas teriam se misturado com os africanos, contribuindo para a formação do atual genoma humano.
Cruzamento
A nova pesquisa foi publicada pela revista Proceedings of the National Academy Sciences (PNAS).
A equipe de pesquisa, liderada pelo professor de antropologia da Universidade de Utah, estudou pequenas diferenças no DNA humano.
Ao investigar quando essas mutações apareciam, os cientistas conseguiram abrir uma janela para o passado humano, chegando até a ascensão e queda dos primeiros seres humanos em diversas partes do mundo.
O estudo sugere que houve um cruzamento há cerca de 40 mil anos entre a população africana e populações locais, como a européia.
Pesquisas genéticas anteriores haviam confirmado a teoria de que uma população africana que se expandia rapidamente se espalhou globalmente e substituiu as outras populações.
O professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, lembra que os próprios pesquisadores reconhecem que "o cruzamento pode ter sido limitado, e a questão – se chegou mesmo a acontecer – ainda está aberta". |
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