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30 de outubro, 2002 - Publicado às 14h13 GMT
OMS lista os maiores riscos à saúde humana
Os países pobres são os que mais sofrem, diz OMS
Os países pobres são os que mais sofrem, diz OMS

Um esforço internacional para diminuir os maiores riscos à saúde humana em todo o planeta pode aumentar em até dez anos a expectativa de vida global.

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS) identificou os dez maiores riscos capazes de serem prevenidos à saúde humana.

Entre os principais problemas estão desnutrição, falta de acesso a água potável e saneamento básico, pressão alta, colesterol elevado, sexo inseguro, consumo de álcool, consumo de tabaco, obesidade e deficiência de ferro.

Juntos, esses riscos são responsáveis por 40% das 56 milhões de mortes que ocorrem anualmente em todo o mundo.

Impacto

O relatório também quantifica o impacto desses riscos em cada região do planeta, e apresenta um esquema de custo-benefício caso esses riscos sejam reduzidos.

"O documento fornece um roteiro de como a sociedade deve evitar um grande número de doenças evitáveis, que matam milhões de pessoas prematuramente no mundo", disse Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da OMS.

O órgão das Nações Unidas prometeu usar o relatório para criar estratégias de prevenção nos países necessitados.

"A diferença entre pobres e ricos é chocante", revela o relatório. Os países pobres e em desenvolvimento são os mais atingidos por esses fatores de risco.

Por exemplo, 170 milhões de crianças nesses países estão abaixo do peso, basicamente por falta de comida.

A desnutrição causou cerca de 3,4 milhões de mortes em 2000: 1,8 milhão somente na África. O problema contribuiu para pelo menos metade das mortes infantis nos países pobres.

Em contraste, a obesidade está se tornando um problema cada vez mais global, afetando cerca de 1 bilhão de adultos em todo o mundo.

Cerca de 500 mil pessoas morrem por ano em conseqüência da obesidade nos Estados Unidos e na Europa Ocidental.

Cigarro

O fumo já mata 5 milhões de pessoas por ano, mas pode matar 9 milhões até 2020 - caso uma ação imediata não seja tomada.

Em alguns locais da África, a expectativa de vida pode aumentar em até 16 anos se os fatores de risco forem controlados.

Nos países ricos, a expectativa de vida poderia crescer cerca de 5 anos.

O relatório da OMS também apresenta formas de controlar os fatores de risco.

Países com problemas de colesterol e pressão altos entre a sua população, por exemplo, devem promover práticas como redução do sal nos alimentos fabricados, corte de gordura, precisam encorajar a prática de exercícios, adotar políticas de redução do fumo e estimular uma dieta saudável.
 
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