| 22 de outubro, 2002 - Publicado às 20h36 GMT |
| Cientistas dizem ter descoberto por que riso é contagioso |
 Pessoas tendem a copiar expressões faciais
|
Quando encontramos alguém que parece estar zangado ou feliz, costuma ser difícil que nossa fisionomia permaneça inalterada.
Agora, cientistas anunciaram ter descoberto uma explicação para isso.
Um grupo de pesquisadores da Suécia realizou um estudo sobre o assunto e anunciou que, aparentemente, o lado inconsciente do cérebro tem um controle direto sobre os músculos faciais.
Assim, mesmo que uma pessoa tente não demonstrar qualquer emoção em sua fisionomia ao ver outra pessoa triste ou alegre, o cérebro atua para impedir que isso aconteça, sem que tenhamos completo controle sobre isso.
Experiência
Ulf Dimberg, pesquisador da Universidade de Uppsala, pediu a voluntários que reagissem a uma série de imagens de pessoas com fisionomias de indiferença, de alegria e de raiva.
Os voluntários foram instruídos para manifestar, com seus rostos, os mesmos sentimentos, mas nem sempre copiando a expressão das pessoas nas imagens.
Os movimentos dos músculos faciais foram medidos usando um equipamento que captava sinais elétricos das fibras musculares.
Os voluntários demonstraram mais facilidade em franzir a testa diante da imagem de um homem zangado do que sorrir na mesma situação. Para o professor Dimberg, esse é um exemplo de "contágio emocional".
Curto-circuito
Ruth Campbell, uma especialista britânica em ciências da comunicação da University College de Londres, disse que esse estudo pode dar sustentação à teoria de que existe um "curto-circuito" no cérebro.
Essa reação teria início na parte do cérebro responsável pelo reconhecimento de rostos e fisionomias, e teria em seguida reflexos na parte associada ao processo consciente, gerando uma ação instantânea de "imitação".
"De certa forma, a pessoa assume automaticamente a expressão que vê", disse Campbell.
Segundo ela, ainda não se sabe exatamente porque os seres humanos tendem a refletir expressões, a linguagem corporal e os movimentos das mãos de outros, embora esse possa ser um artifício social que ajuda na integração do indivíduo a grupos maiores.
A especialista disse que também é possível que a reação seja remanescente de um método primitivo de aprendizado envolvendo imitação.
|
 |
|
|
|