| 08 de outubro, 2002 - Publicado às 03h01 GMT |
| Extinção ameaça 11 mil espécies de animais |
 O pato azul da Nova Zelândia está ameaçado
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Um antílope do centro da Ásia, um camelo e um lince ibérico correm alto risco de extinção, segundo cientistas.
Esses animais são agora classificados pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como seriamente em perigo.
A lista atualizada de espécies ameaçadas da IUCN diz que atualmente 11 mil espécies estão em risco de extinção.
Mas duas espécies - um inseto e um roedor - que se acreditava estarem extintas - foram redescobertas.
Perigo
Desde a última edição da lista dois anos atrás, mais de 400 novas espécies foram classificadas.
Desse total, 124 entraram em uma das seguintes categorias: seriamente em perigo, em perigo ou vulnerável.
A IUCN afirma que 11.167 estão agora ameaçadas de extinção, 121 a mais do em 2000.
Uma das três espécies que mais causam preocupação à IUCN é a saiga, um antílope encontrado nos desertos e estepes da Ásia Central.
A quantidade desses animais sofreu um grande declínio na última década, já que eles são caçados tanto por sua carne quanto por seus chifres, exportados para uso na medicina.
Antílopes
Em 1993, a população total de saigas era estimada em mais de um milhão. Em 2000, esse número tinha caído para menos de 200 mil. Cientistas calculam que atualmente menos de 50 mil desses antílopes viva em seu ambiente natural.
Outra espécie em perigo, o camelo bactriano, é caçado por esporte e porque compete com camelos domésticos por água.
Já o lince ibérico pode se tornar o primeiro gato selvagem a ser extinto nos últimos dois mil anos. Menos da metade dos 1.200 que foram registrados há dez anos ainda sobrevive.
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