| 03 de setembro, 2002 - Publicado às 21h42 GMT |
| Gene pode revelar chances de sucesso de quimioterapia |
 Quimioterapia pode trazer resultados positivos
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A presença de um gene pode ajudar os médicos a prever quais pacientes vão responder bem à quimioterapia, de acordo com pesquisa publicada no British Journal of Cancer.
Cientistas suíços descobriram que pacientes com câncer de intestino tinham três vezes mais chances de se beneficiar da quimioterapia se seus tumores testassem positivo para o gene.
Os pesquisadores acreditam que detectar o gene, chamado de SMAD4, pode ajudar os médicos a criar tratamentos feitos sob medida para as necessidades individuais dos pacientes.
O gene parece se concentrar nas células que começam a se dividir descontroladamente.
Cópias
Os cientistas estavam interessados em ver se o gene poderia também afetar o sucesso da quimioterapia.
Uma equipe do Hospital Universidade da Basiléia, na Suíça, analisou amostras de tumores de 202 pacientes que sofriam de câncer no intestino e que tinham sido tratados com uma forma padrão de quimioterapia, envolvendo a droga 5-fluorouracil.
No tecido de um intestino saudável, cada célula tem duas cópias do gene SMAD4.
Os pesquisadores fizeram um teste para saber se as células cancerosas em cada mostra tinham mantido as duas cópias, se tinham perdido uma ou ambas.
Células perdidas
Eles concluíram que os pacientes cujas células cancerosas tinham mantido as duas cópias do gene tinham três vezes mais chances de se curar da doença após o tratamento de quimioterapia do que aqueles cujo tumor tinha perdido uma ou as duas cópias do SMAD4.
"Muitas pessoas com câncer de intestino não responderam à quimioterapia pois seus tumores desenvolveram uma resistência contra o tratamento", afirmou Jean-Louis Boulay, chefe dos pesquisadores.
"Nossas conclusões podem dar uma pista da base genética da resistência, já que tumores com o gene SMAD4 parecem responder melhor à quimioterapia do que os outros cujo gene se perdeu."
Em dois terços dos pacientes, ao menos uma cópia do gene SMAD4 desapareceu dos tumores.
Esses pacientes podem não responder bem ao tratamento comum de quimioterapia e os médicos devem ter que explorar opções alternativas na hora de tratá-los.
"Testar o paciente para verificar a presença do gene na hora do diagnóstico pode ajudar os médicos a tomarem a decisão certa sobre que tipo de tratamento ministrar, aumentando as chances de sobrevivência enquanto libera alguns pacientes da quimioterapia que não lhes dará nenhuma ajuda", disse Boulay. |
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