| 18 de julho, 2002 - Publicado às 11h01 GMT |
| Vacina contra malária pode ser impossível, dizem geneticistas |
 A malária se propaga através de um mosquito
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Cientistas nos Estados Unidos sugerem que pode ser impossível desenvolver uma vacina eficaz contra a malária.
Os pesquisadores realizaram testes genéticos no parasita responsável pela doença e descobriram que o plasmodium falciparum é geneticamente muito complexo.
Essa complexidade pode explicar porque o parasita pode evoluir e se tornar resistente a muitos medicamentos formulados para combater a malária.
Essa capacidade de evolução também dificulta o desenvolvimento de uma vacina ainda mais do que se previa anteriormente.
Genomas
Estima-se que a malária mata cerca de 2 milhões de pessoas anualmente - a maioria crianças.
Tentativas de combater a doença têm eficácia limitada.
Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos realizaram testes em cinco parasitas do tipo plasmodium falciparum - um de cada parte do mundo.
Eles analisaram os genomas dos parasitas e constataram que são muito diferentes. Isso levou os cientistas a concluírem que seu ancestral comum mais recente deve ter vivido num período entre 100.000 e 180.000 anos atrás.
Também foi testada a exposição dos parasitas à clorquina, um dos medicamentos usados para prevenir a malária.
Os pesquisadores constataram que a resistência à droga remonta à década de 50 e a eventos específicos no sudeste da Ásia, América do Sul e Papua-Nova Guiné.
Mas eles também descobriram que o surgimento de malária resistente a medicamentos na África na década de 70 estava ligado ao surto ocorrido no sudeste da Ásia 20 anos antes.
Com isso, os cientistas dizem que os testes mostraram que o parasita pode evoluir e se tornar resistente a medicamentos relativamente rápido.
Eles acreditam ainda que a resistência às drogas pode se propagar por continentes sem grande dificuldade.
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