| 26 de junho, 2002 - Publicado às 14h06 GMT |
| Aspirina pode evitar câncer de pulmão em mulheres |
 Os comprimidos são conhecidos por evitar o infarto
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Mulheres com o hábito de tomar aspirina correm a metade do risco de desenvolver o tipo mais comum de câncer de pulmão, de acordo com um estudo da Universidade de Nova York.
A pesquisa, envolvendo 14 mil mulheres, sugere que o antiinflamatório - que já é usado para reduzir os riscos de infartos e derrames por facilitar a circulação do sangue - também pode evitar o aparecimento de tumores nos pulmões.
A pesquisa comparou 81 mulheres que desenvolveram câncer de pulmão com 808 que não tiveram da doença; verificando ainda o hábito dessas mulheres de ingerir aspirina.
Foi descoberto que as que tomavam aspirina três ou mais vezes por semana corriam "substancialmente" menos riscos de ter câncer de pulmão.
Riscos
Os riscos de desenvolvimento de qualquer tipo de câncer de pulmão foram reduzidos em 33%, enquanto o riscos de aparecimento de tumores de pulmão de células grandes (responsáveis por 67% dos casos totais de câncer de pulmão) foram reduzidos em mais de 50%.
Outras pesquisas ainda estudam até que ponto a aspirina pode ajudar a reduzir o aparecimento de câncer de instestino e de esôfago.
Mas Arslan Akhmedkhanov, que coordenou as pesquisas, lembra que a melhor forma de conter o aparecimento de câncer de pulmão é parando de fumar.
"Mesmo realizando mais estudos que comprovem a capacidade de a aspirina causar câncer, as pessoas precisam saber que não fumar e adotar hábitos de vida saudáveis são a melhor forma de evitar o problema", explica Gordon McVie, diretor-geral do Centro de Pesquisas contra o Câncer da Grã-Bretanha.
Na Grã-Bretanha, um levantamento mostrou que os casos de câncer de pulmão irão diminuir no país, nos próximos anos. Mas o mesmo não acontecerá em países como o Brasil, onde os casos da doença aumentam a cada ano.
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