| 11 de junho, 2002 - Publicado às 16h12 GMT |
| Dinossauros foram extintos por asteróide, diz estudo |
 Extinção dos dinossauros ainda provoca polêmica
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Cientistas divulgaram nesta terça-feira novas evidências de que um objeto extra-terrestre, como um asteróide, foi o responsável pelo desaparecimento dos dinossauros da Terra.
Os pesquisadores verificaram, analisando fósseis de até 65 milhões de anos, que os restos dos dinossauros variavam muito em sua concentração de dióxido de carbono.
Isso só poderia ter ocorrido a partir do impacto de um grande objeto com o planeta Terra. O asteróide teria provocado a explosão das rochas de calcário existentes no planeta, liberando grandes quantidades do gás na atmosfera.
O dióxido de carbono, por sua vez, teria provocado uma brusca e intensa elevação na temperatura do planeta, tornando-o inabitável para as mais variadas formas de vida, incluindo os dinossauros.
Suspeitas
Há muito tempo, cientistas suspeitam que um asteróide ou cometa tenha sido a principal causa do desaparecimento dos dinossauros do planeta, e do fim do período conhecido como Cretáceo, há 65 milhões de anos.
Já se chegou inclusive a descobrir uma cratera de 100 quilômetros de diâmetro deixada pelo suposto objeto extra-terrestre, na pensínsula de Yucatán, no México.
Mas suspeitas ainda recaem sobre uma grande quantidade de lava vulcânica e gás, que atingiu o que é hoje a Índia, como a principal destruidora da biologia do planeta.
O novo estudo, realizado por cientistas americanos e britânicos, comparou as quantidades de gás carbônico e analisou fósseis de plantas que "conviveram" com os dinossauros na Terra.
O número de poros que absorvem gás carbônico existentes nos fósseis indica a quantidade de gás carbônico presente na atmosfera: quanto menos poros, mais gás carbônico.
Usando computadores para simular e realizar experiências com as plantas, os cientistas perceberam que houve um aumento de até cinco vezes na quantidade de gás carbônico no fim do período Cretáceo.
"Por conta disso, a temperatura média da Terra pode ter ficado até 7,5 graus Celsius maior", explicou David Beerling, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, responsável pelo estudo junto com pesquisadores americanos. |
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