| 02 de abril, 2002 - Publicado às 18h53 GMT |
| Sexo perde para 'assuntos mais sérios' na internet |
 Procura por sites de sexo caiu nos últimos anos
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O sexo está perdendo o apelo na internet para assuntos mais sérios, de acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
Um estudo com 200 mil usuários, realizado pela Escola de Informação Tecnológica da Universidade da Pensilvânia, mostra que, em 1997, uma em cada seis pesquisas no site de busca Excite era sobre sexo.
Em 2001, as pesquisas sobre sexo eram uma em cada 12 e muitas delas eram sobre sexualidade humana, em vez de pornografia.
No mesmo período, pesquisas sobre comércio, viagem e emprego aumentaram de 13,3% do total em 1997 para 24,7% no ano passado.
Mais comercial
Os pesquisadores destacaram que o aumento do interesse em turismo coincide com um aumento de 80% no conteúdo comercial dos sites até 1999.
A queda da popularidade dos sites de sexo é sentida também em outras ferramentas de busca. Em alguns, o assunto não está nem mesmo entre os dez mais procurados.
Por outro lado, portais como MSN, serviços de compra de ingressos e sites de empresas estão entre os mais visitados da rede.
Alguns analistas acreditam que a procura por pornografia caiu simplesmente porque não é mais preciso procurar pelo assunto hoje em dia.
O número de e-mails enviados para listas de destinatários aumentou muito nos últimos anos.
Impacientes
O estudo também mostrou que os internautas estão se tornando mais impacientes em relação à rede.
Em 1997, 30% dos usuários do site de busca Excite examinavam apenas a primeira página dos resultados da pesquisa.
No ano passado, essa parcela subiu para 50% do total, e 70% não foram além de duas páginas de resultados.
"Nossa pesquisa indica que os usuários têm pouca tolerância para navegar em resultados muito amplos. Muitas pessoas tendem a pegar a primeira coisa que encontram, não importa a qualidade", afirma Amanda Spink, que coordenou a pesquisa.
Spink explicou que outras pesquisas já mostraram que os usuários entram e saem dos sites de busca o tempo tempo, muitas vezes pesquisando sobre o mesmo assunto.
Danny Sullivan, da Search Engine Watch, uma associação que analisa a atuação dos sites de busca, critica o estudo porque a pesquisa analisa apenas uma ferramenta de busca.
"Pode ser que o assunto continue sendo procurado nos outros sites", diz Sullivan. |
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