| 22 de março, 2002 - Publicado às 10h48 GMT |
| 'Dirigir e falar ao celular é mais perigoso que beber' |
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Falar ao telefone celular enquanto se dirige é mais perigoso do que dirigir depois de beber, de acordo com uma pesquisa realizada na Grã Bretanha.
Testes realizados num laboratório de pesquisas de trânsito mostraram que motoristas que falavam ao celular tinham uma reação mais lenta e demoravam mais para parar o carro do que motoristas sob efeito do álcool.
A pesquisa também conclui que usar o viva-voz ao dirigir é tão perigoso quanto segurar o aparelho nas mãos.
Em alguns países, como a Grã-Bretanha, o uso de celular na direção não é ilegal, mas os motoristas podem ser processados por direção perigosa ou negligência. No Brasil, o Código Nacional de Trânsito diz que o motorista deve dirigir com as duas mãos no volante, permitindo portanto o uso de celular quando ligado no viva-voz.
Reação mais lenta
A pesquisa mostra que a reação de alguém que está falando ao celular a um imprevisto no trânsito é 30% mais lento do que de uma pessoa que bebeu um pouco acima do limite permitido - uma dose de bebida alcoólica, pela lei britânica - e 50% mais lenta do que a de um motorista em condições normais.
Motoristas que falavam ao celular também tiveram mais dificuldade para manter uma velocidade constante e para ficar a uma distância segura do carro da frente.
A pesquisa foi patrocinada pela seguradora britânica Direct Line, envolvendo um painel de 20 voluntários que dirigiram em simuladores.
Roger Vicent, da Sociedade Real para Prevenção de Acidentes, diz que o problema é que o motorista se concentra na conversa e pode se distrair na direção.
Vincent diz que a conversa com uma pessoa que está dentro do carro não tem o mesmo impacto.
"A pessoa do outro lado da linha não sabe quais são as condições ao redor do motorista. Se a pessoa está dentro do carro ela pode ver uma situação perigosa e pára de falar", explica.
"Parece que as pessoas não entendem como essas conversas podem distrair o motorista", afirma.
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