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18 de março, 2002 - Publicado às 22h44 GMT
Apostas pela internet 'viciam com maior facilidade'
A internet criou novas possibilidades de apostas
A internet criou novas possibilidades de apostas

Um estudo do Centro de Saúde da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, revelou que pessoas que fazem apostas pela internet têm mais chances de se tornar viciadas do que aqueles que colocam seu dinheiro em jogos e competições do mundo real.

Durante a pesquisa, os psicólogos George Ladd e Nancy Petry analisaram o comportamento de 389 pacientes – cerca de 11% tinham problemas com jogo e mais de 15% apresentaram sintomas de jogadores compulsivos patológicos.

Apesar de as apostas virtuais serem o tipo de jogo menos comum entre os pacientes estudados, a pesquisa descobriu que a maioria dos jogadores online foram os que apresentaram os sintomas de vício mais graves.

Somente 22% dos participantes sem nenhuma experiência de jogo pela internet apresentaram distúrbios – entre os que já experimentaram as apostas virtuais, cerca de 75% já manifestaram sintomas problemáticos.

Novas possibilidades


Apostas pela internet podem atrair pessoas compulsivas que procuram o anonimato
George Ladd e Nancy Petry, pesquisadores
As apostas pela internet foram citadas somente por cerca de 8% dos analisados – metade deles admitiu jogar online pelo menos uma vez por semana.

Entre as formas de jogo escolhidas por estes pacientes estavam a loteria (89%), máquinas caça-níqueis (82%) e bilhetes do estilo "raspadinha" (79%).

Os pacientes também manifestaram sua participação em jogos de cartas (71%), apostas esportivas (57%), bingo (56%) e as apostas em competições com animais (53%).

Para os pesquisadores, o crescimento da internet criou novas possibilidades de apostas online. Assim, aumentou o risco de que mais pessoas sofram com as conseqüências físicas e emocionais associadas à jogatina.

Em artigo publicado na revista Psychology of Addictive Behaviours, os autores da pesquisa escreveram: "O fato de existirem apostas pela internet pode atrair pessoas que procuram exercer seu comportamento compulsivo sem se expor".

Paul Bellringer, diretor da GamCare, uma entidade britânica que lida com o impacto social do jogo compulsivo, concorda com a ameaça representada pela internet.

Segundo ele, assim como acontece em outras formas de aposta, os jovens é que estão sob risco maior de se tornarem viciados.

Estima-se que os menores de 25 anos têm até três vezes mais chances de apresentarem as conseqüências de serem jogadores compulsivos.

Entre elas estão a má circulação sangüínea, o uso indiscriminado de drogas, a depressão e o comportamento sexual de risco.










 
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Links externos:
Centro de Saúde da Universidade de Connecticut (em inglês)
GamCare (em inglês)
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