| 08 de janeiro, 2002 - Publicado às 20h32 GMT |
| 20% das pessoas com piercing 'sofrem complicações' |
 Maioria dos estudantes tinha algum piercing
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Um estudo realizado nos Estados Unidos revela que cerca de 20% das pessoas que fazem piercing sofrem mais tarde de complicações médicas.
Os cientistas da Universidade Pace, em Pleasantville, em Nova York, analisaram 454 estudantes universitários da cidade entre fevereiro e maio de 2001.
Segundo a pesquisa, publicada na revista Mayo Clinic Proceedings, 51% dos adolescentes tinham algum tipo de piercing.
A prática pode levar a uma série de problemas, como sangramentos, infecções e a formação de uma cicatriz.
Doenças graves
Se o piercing for feito com material que não for esterelizado, os efeitos podem ser ainda piores - e há o risco de a pessoa contrair doenças graves como hepatite C, Aids e septicemia.
A pesquisa indica que a parte preferida pelas mulheres para receber o piercing é o umbigo (29%), seguido da orelha (27%).
Já os garotos preferem furar a orelha - 27% dos pesquisados tinham um piercing nesse órgão.
Os autores do estudo dizem que esta é a primeira vez que se constata a existência de um número maior de jovens com piercings do que com tatuagens.
Prejuízo
23% dos estudantes pesquisados tinham tatuagens, mas enquanto um em cada cinco dos jovens com piercings havia tido complicações, nenhum dos tatuados sofreu problemas depois.
Apesar de apenas estudantes que se apresentaram voluntariamente terem sido analisados, os cientistas acreditam que o resultado da pesquisa é significativo.
"O piercing mostrou ser popular entre estudantes universitários analisados, e há uma parcela importante deles que tem complicações médicas depois", disse o doutor Lestes Mayers, da Universidade Pace.
"Se o resultado do estudo representar a realidade em geral para a faixa etária, as complicações podem representar um grande custo para o sistema de saúde", completou.
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