Blogueira binacional gosta de 'cafuné' e aprendeu a ler com Turma da Mônica

  • 5 fevereiro 2014
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Apresento a vocês nossa segunda blogueira, Yara Rodrigues Fowler. Yara é filha de uma brasileira com um inglês e traz uma perspectiva binacional muito interessante para o nosso projeto.

Abaixo, minha entrevista a jato com Yara. E, amanhã, o primeiro post da "Narizinho" no nosso blog.

30 segundos com Yara Rodrigues Fowler

Yara Fowler (arquivo pessoal)

De que você mais gosta no Brasil?

O fato de o Brasil ser um país pacifista. Também adoro a tradição de vestir branco no ano novo.

Do que você menos gosta?

Da desigualdade. Eu sei que só conheço um lado privilegiado do Brasil, e isto é muito frustrante. Por outro lado, sou otimista e vejo que a situação está melhorando. Na Inglaterra, onde há menos desigualdade, dados mostram uma piora atualmente.

Qual é seu lugar favorito do país?

Ainda tenho muitos lugares para conhecer, mas, por enquanto, é Salvador (não fale para a família da minha mãe, que mora em São Paulo!). A música, a comida, a arquitetura, as praias, a arte, a proximidade com a Chapada Diamantina e o tempo são incomparáveis.

Qual sua palavra em português preferida?

'Cafuné' (que, na verdade, vem da África). Não existe equivalente em inglês.

Comida preferida?

Tapioca. Da última vez que voltei do Nordeste, trouxe um monte de goma de mandioca. Agora, estou experimentando fazer tapioca com recheios europeus. Mas nada cai melhor do que um queijo branco! As mangas do Brasil também são demais!

Qual a trilha sonora da sua viagem?

As músicas do Caetano Veloso. Descobri o Caetano dentro de uma caixa de CDs da minha mãe quando eu era adolescente. Agora, estou redescobrindo seu talento pelo YouTube. Adoro a música Nine Out of Ten. Ele começa e inglês e muda de repente para o português... É exatamente o que eu faço depois de um tempo no Brasil.

Qual obra literária brasileira mais te marcou?

Vou falar da infância, dos livros que descobri na casa de meus avós brasileiros. Eu adorava Monteiro Lobato e achava que tinha um nariz igual ao da Narizinho. E mais: aprendi a ler em português graças às revistinhas da Turma da Mônica.

O que você ainda quer aprender no Brasil?

Acho que eu nunca vou me acostumar completamente com o hábito brasileiro de conversar facilmente com pessoas desconhecidas. Acabo sendo muito londrina neste aspecto e não consigo ter familiaridade com pessoas que acabei de conhecer. Fico sempre muito nervosa.

Também gostaria muito de dançar mais e melhor!