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<title>Planeta & Clima</title>
<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/</link>
<description>Informações e análises sobre questões que afetam o meio ambiente.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2009</copyright>
<lastBuildDate>Sat, 12 Dec 2009 16:07:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>COP meio cheia ou meio vazia?</title>
	<description><![CDATA[<p>Depois de uma semana da Conferência das Partes (COP, na sigla em inglês) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC, também em inglês), <br />
já existe um documento base, mas faltam nele elementos fundamentais. </p>

<p>Tentei resumir aqui os que são considerados mais difíceis para que a COP de Copenhague produza um acordo.</p>

<p>1. Números definitivos para as metas de redução de gases em países ricos e em desenvolvimento. Para os primeiros, poderá entrar qualquer coisa entre 25% e 45% até 2020 (sob níveis de 1990); e para o segundo grupo, de 15% a 30% até 2020 abaixo das projeções que se faz para aquele ano. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="cop.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/cop.jpg" width="350" height="442" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Além disso, os EUA exigem que as metas para as grandes economias emergentes (principalmente a China) sejam obrigatórias.</p>

<p>2. Limite da elevação da temperatura global. O documento fala em 1,5ºC a 2ºC. Para países insulares, 2ºC, o número acertado e defendido pelos países do G8, é considerado 'suicídio', já que pode levar ao desaparecimento de diversas ilhas.</p>

<p>3. Um parágrafo inteiro sobre financiamento de longo prazo para ações de combate às mudanças climáticas e redução de gases do efeito estufa em países em desenvolvimento. Este é um dos pontos mais importantes para viabilizar um acordo. </p>

<p>As estimativas são de que seriam necessários entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões para ações de adaptação e combate às mudanças climáticas nos países pobres. É preciso que os países ricos ainda ofereçam o dinheiro e que fique claro de onde estes recursos sairiam.</p>

<p>4. O fundo emergencial para assistência aos países mais pobres do planeta - entre eles figuram alguns dos mais afetados pelas mudanças no clima. Fala-se em US$ 10 bilhões por ano até 2013 para este mecanismo, mas o valor é considerado baixo demais por representantes dos LDC (os países menos desenvolvidos).</p>

<p>5. Protocolo de Kyoto. Muito se fala que de Copenhague sairá um substituto do tratado assinado no Japão em 1997: No entanto, ele pode entrar em uma segunda fase, prolongando a duração e ampliando o seu escopo. Os Estados Unidos são contra, mesmo porque nunca ratificaram Kyoto, ou seja, estão fora. Os países em desenvolvimento, liderados pela China, insistem em estender o protocolo.</p>

<p>Como se isso tudo não fosse assunto suficiente para ser discutido durante uma semana, falta clareza sobre um aspecto vital: o documento a ser assinado terá ou não valor legal?</p>

<p>Ou seja: dependendo do ponto de vista, pode-se dizer que o copo está meio cheio ou meio vazio...</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/12/cop_meia_cheio_ou_meio_vazia.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 16:07:30 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Golpe baixo ou denúncia vital?</title>
	<description><![CDATA[<p>Faz alguns dias que vem fervendo na internet um debate sobre o roubo de emails e documentos de um dos mais respeitados centros de pesquisa sobre mudança climática do mundo: a Unidade de Pesquisa sobre o Clima da universidade de East Anglia, aqui na Grã-Bretanha.</p>

<p>Hackers invadiram a rede da instituição e levaram mais de 3 mil arquivos, entre emails, pdfs, docs e outros. O material foi carregado em um servidor russo e de lá copiado para milhares de sites, principalmente pelos chamados "céticos", como <a href="http://wattsupwiththat.com/2009/11/19/breaking-news-story-hadley-cru-has-apparently-been-hacked-hundreds-of-files-released/">este, de Anthony Watts</a>.</p>

<p>Para Watts e outros, alguns dos emails hackeados, datados de uma década atrás, forneceriam provas de manipulação de dados para que estudos científicos dessem a impressão de aquecimento global.</p>

<p>Entre os principais exemplos da suposta armação estão o uso de palavras como "trick" (truque) em uma frase que fala sobre adicionar temperaturas a uma série histórica de forma a "esconder o declínio". </p>

<p>No entanto, o blog Real Climate, que já contou com a participação de alguns dos envolvidos na polêmica, publicou uma <a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/11/the-cru-hack/">longa defesa</a>, na qual, em resumo, afirma que os emails nada mais são que discussões científicas feitas em fóro privado, e por isso, com uma linguagem descuidada.</p>

<p>Promete render mais polêmica... Mas quem quer que esteja com a razão neste caso, para mim, a pergunta que fica no ar é: a duas semanas da reunião de Copenhague, qual teria sido a intenção desse hacker?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/11/golpe_baixo_ou_denuncia_vital.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/11/golpe_baixo_ou_denuncia_vital.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:38:16 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Desmatamento recorde</title>
	<description><![CDATA[<p>O governo está guardando a sete chaves os últimos números do desmatamento medido pelo sistema Prodes, que monitora a Amazônia por satélite, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar um resultado histórico nesta quinta-feira.</p>

<p>O desmate entre agosto de 2008 e agosto de 2009 é o menor desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a avaliar a região amazônica,  em1988.</p>

<p>Pela primeira vez em 21 anos, a área desmatada na Amazônia Legal teria ficado abaixo dos 9 mil quilômetros quadrados. O resultado mais próximo disso foi registrado entre 2006 e 2007, com 11.633 km2 derrubados.</p>

<p>Não é à toa que os números devem ser anunciados por Lula, e não por um representante do ministério da Ciência e da Tecnologia, como costuma acontecer.</p>

<p>A menos de um mês de Copenhague, com ou sem metas de redução de emissões, o resultado vai ser um trunfo importante para o governo brasileiro nas negociações por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/11/desmatamento_historico.shtml</link>
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	<category>planeta</category>
	<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 19:05:21 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>&quot;Isso aqui é feio para caramba&quot;</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="army226.gif" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/army226.gif" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>Depois de uma caminhada de uma hora sem parar pela Floresta Amazônica encontramos um grupo do serviço geográfico do Exército que trabalhava na demarcação do Parque Estadual de Tapauá. </p>

<p>Com eles, estavam 22 alunos do Instituto Militar de Engenharia (IME) em viagem de instrução pela Amazônia. Faz parte da formação dos futuros geógrafos e cartógrafos militares.</p>

<p>Atentamente, observavam a instalação do sofisticado aparelho de GPS que indicou o local exato para a instalação do marco do parque e depois ainda foram arguidos pelo comandante do serviço, o general Pedro Ronalt Vieira.</p>

<p>Enquanto eu trabalhava intensamente nas três línguas em que tenho mandado material de volta a Londres, o nosso guia, o geógrafo Luiz Cleyton Holanda, observou uma cena curiosa:</p>

<p>Um dos estudantes, fardado, comentou em voz alta com seus colegas que não entendia por que tanto barulho pela preservação da Amazônia.</p>

<p>"Isso aqui é feio para caramba", disparou.</p>

<p>Cleyton, um apaixonado pela Amazõnia, se controlou para não partir para o ataque.</p>

<p>No fim das contas, quem sofreu fui eu. O aluno do IME também era carioca....<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/isso_aqui_e_feio_para_caramba.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/isso_aqui_e_feio_para_caramba.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 09:35:17 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>BR-319: Começa a aventura!</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="amazon226s.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/amazon226s.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>Ufa! Chegamos a Porto Velho. Foram três voos, quase 18 horas de viagem desde Londres, mas tenho a impressão de que daqui a dez dias isso vai parecer a parte mais tranquila da nossa expedição.</p>

<p>A equipe da BBC - Rami Ruhayem, Ben Sutherland e eu - vai sair da capital de Rondônia na segunda-feira. E, se tudo correr bem, devemos chegar a Manaus até o próximo fim de semana. </p>

<p>O nosso contato aqui, Luiz Cleyton Holanda, um geógrafo baseado em Porto Velho e sócio do jipe clube local, nos recebeu no aeroporto com um dos dois 4x4 que vão nos levar na travessia pela BR-319.</p>

<p>Depois de levar os nossos quase cem quilos de bagagem para o hotel e enviar as nossas primeiras impressões, vamos tentar recuperar o sono perdido antes do começo da viagem propriamente dita.</p>

<p>Você pode acompanhar a nossa viagem na nossa página <a href="http://www.bbcbrasil.com">bbcbrasil.com</a>, pelo twitter (<a href="http://twitter.com/bbcamazonia">@bbcamazonia</a>) e aqui no blog <strong>Planeta & Clima</strong>. </p>

<p>Envie suas perguntas e comentários!<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/br319_comeca_a_aventura.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/br319_comeca_a_aventura.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 08:11:08 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Revolta silenciosa nos EUA</title>
	<description><![CDATA[<p>Uma revolta silenciosa alimentada pelas mudanças climáticas vem ganhando força nos Estados Unidos. O palco do levante é a tradicional Câmara de Comércio americana - um dos mais fortes lobbies da indústria americana -, e a arma escolhida é a carteirinha de sócio da instituição.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="obamatriste226v.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/obamatriste226v.jpg" width="226" height="291" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Nas últimas semanas, abandonaram navio pesos pesados como Apple, Exelon (uma das maiores companhias de eletricidade e gás do país), Pacific Gas & Electricity, Public Service Company of New Mexico (outro gigante do setor de energia), enquanto a Nike - mais em cima do muro - deixou apenas o conselho diretivo da Câmara. Espera-se que outros sigam esses exemplos</p>

<p>O pomo da discórdia é a lei conhecida como Waxman-Markey, que prevê o controle de emissões de dióxido de carbono nos Estados Unidos e ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Nas palavras da Câmara de Comércio, o motivo da oposição é que a lei proposta pelo governo Obama:</p>

<p>"Não é abrangente nem internacional e não leva tecnologias renováveis ou alternativas para o mercado, permitindo a nossa transição para um futuro de baixas emissões. Ela simplesmente iria impor tarifas sobre o carbono de bens importados para os Estados Unidos, o que quase certamente provocaria retaliações de parceiros comerciais globais."</p>

<p>Faltando dois meses para o encontro das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Copenhague, será que esse apoio bilionário pode motivar o presidente Barack Obama a voltar a encarar a capital dinamarquesa - que deixou há poucos dias de mãos abanando, após a vitória da Rio 2016 - para dessa vez sair como herói de um acordo global sobre o clima?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/revolta_silenciosa_nos_eua.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/10/revolta_silenciosa_nos_eua.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 11:18:30 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Clima esquenta para &apos;inimigos do clima&apos;</title>
	<description><![CDATA[<p>Faltam 90 dias para o início da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Copenhague, na Dinamarca. As negociações preparatórias, até onde se sabe, estão empacadas. Os Estados Unidos de Barack Obama - a grande esperança de liderança - ainda não deram o esperado empurrão que faria o processo pegar no tranco.</p>

<p>Com tudo isso, há alguns sinais de que as negociações podem deslanchar nessa reta final. Curiosamente, esses indícios não vêm dos governos envolvidos nas negociações (com algumas raras exceções, como o <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090907_japao_emissoes_ewerthon_rw.shtml">Japão, que anunciou uma reviravolta na sua postura histórica</a>), mas de empresas e sociedade civil.</p>

<p>No Brasil, grupos de empresas divulgaram cartas abertas não só cobrando uma posição mais arrojada do governo, como algumas assumindo compromissos (inventário de emissões, incentivos para cortes de emissões na cadeia produtiva e recomendações para investimentos mais 'verdes').</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="rajendra300.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/rajendra300.jpg" width="300" height="200" class="mt-image-right" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Aqui em Londres, na semana passada, empresas e personalidades britânicas (entre elas todo o primeiro escalão do governo) aderiram à campanha <a href="http://www.1010uk.org/">10:10</a>, idealizada pela cineasta Franny Armstrong, do documentário ativista <em>The Age of stupid</em> (que tem estreia mundial nos dias 27.</p>

<p>A ideia  do 10:10 é reduzir 10% as próprias emissões até 2010 - isso, até o ano que vem! Entre as empresas que aderiram estão as gigantes de energia British Gas e EDF, a consultoria Logica, o clube de futebol Tottenham Hotspurs, entre mais de 450 outras.</p>

<p>Um parêntesis: que as mudanças climáticas assustam, ninguém duvida. Cientistas, como Rajendra Pachauri (foto), presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), não se cansam de repetir que a mensagem da comunidade científica é clara: é preciso agir já.</p>

<p>Mas que ninguém duvide também que toda essa mobilização também tem um forte componente marketeiro. Basta você pensar na quantidade de anúncios que saíram recentemente ressaltando credenciais 'verdes'.</p>

<p>Organizações ambientalistas em todo o mundo devem concentrar os seus esforços para aumentar essa pressão sobre os representantes que se reunirão em Copenhague, entre 7 e 18 de dezembro.</p>

<p>As dificuldades para um acordo são enormes, mas por outro lado, se o clima ficar tão hostil aos que forem vistos "inimigos do clima", será que governantes - pelo menos aqueles que dependem dos nossos votos - podem ser dar ao luxo de saírem de mãos abanando?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/09/faltam_90_dias_para_o.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/09/faltam_90_dias_para_o.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 14:46:04 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Planeta &amp; Clima: Brincando de São Pedro</title>
	<description><![CDATA[<p>Se você ainda não ouviu falar em geoengenharia, preste atenção: a palavra deve ganhar cada vez mais espaço nos noticiários e significa projetos de tecnologias para manipular o clima do planeta.</p>

<p>Técnicas como injeção de dióxido de enxofre ou cinzas na atmosfera ou até mesmo a dispersão de espelhos no espaço - tudo com o objetivo de reduzir a temperatura do planeta. Métodos como estes, de administração da radiação solar, de eficácia praticamente garantida.</p>

<p>O que não se sabe é quais outras consequências eles teriam sobre o meio ambiente. A injeção de dióxido de enxofre, para "semear" nuvens, ou de cinzas, também para refletir a luz solar, são métodos usados pela natureza desde que o planeta roda - é o que faz a atividade vulcânica.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="vulcao.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/vulcao.jpg" width="380" height="507" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>A diferença é que elas acontecem muito esporadicamente.</p>

<p>É mais ou menos consenso na comunidade científica que a única forma de realmente saber o que aconteceria com a Terra se esse tipo de manipulação fosse aplicada é testá-las para valer, ou seja, usar o nosso planeta como cobaia. </p>

<p>Coisa que a cautela até agora proíbiu (leia <a href="http://www.ametsoc.org/policy/2009geoengineeringclimate_amsstatement.html">aqui</a> a conclusão de uma conferência sobre geoengenharia da Associação Meteorológica dos Estados Unidos em junho)</p>

<p>Essas ideias ficam, pelo menos até agora, como último recurso para o dia em que a tal catástrofe climática mostrar todas as suas garras.</p>

<p><strong>Santo Graal</strong></p>

<p>Claro que existem outros métodos, entre eles, a fertilização dos oceanos para estimular a absorção de dióxido de carbono (CO2), criar navios que pulverizem água dos oceanos na atmosfera constantemente, instalar tubos que facilitem a circulação de calor entre a atmosfera e o fundo do mar, cobrir a superfície de desertos com espelhos que ainda gerariam energia solar... </p>

<p>Mas também existem projetos de geoengenharia menos bombásticos (embora menos eficazes), como CCS, a sigla em inglês para Captura e Armazenamento de Carbono. A tecnologia capaz de sequestrar todo o CO2 de, por exemplo, uma usina termelétrica a carvão e enterrá-lo, é vista por muitos como o Santo Graal dos tempos de mudanças climáticas.</p>

<p>O problema é que só existem protótipos de CCS no mundo, e os mais otimistas dizem que ainda faltam anos para a tecnologia ser viável.</p>

<p>Para resumir a conversa, enquanto em Bonn, na Alemanha, representantes de todo o mundo continuam encalhados nas tentativas de levar adiante um projeto de tratado para conter emissões de CO2 no planeta - a saída recomendada pela comunidade científica -, a corrente daqueles que acreditam que a solução é "brincar de São Pedro" vem ganhando força.</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/08/planeta_clima_brincando_de_sao.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/08/planeta_clima_brincando_de_sao.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 15:07:40 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A sinuca de Obama</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="obamablog.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/obamablog.jpg" width="377" height="200" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span><br />
E se um presidente do Brasil decidisse ignorar esse papo de preservação e urbanizar, industrializar a Amazônia. Será que conseguiria se reeleger, visto que grande parte da população acha que a floresta deve continuar de pé?</p>

<p>O presidente Barack Obama está numa situação parecida, mal comparando. Veja só: ele quer dar uma guinada nos Estados Unidos, rumo a uma economia de baixas emissões, mas grande parte da população - 49%, segundo uma pesquisa recente do Centro de Pesquisas Pew e da Associação Americana pelo Progresso da Ciência - acha que o aquecimento global não é provocado pela atividade humana.</p>

<p>Ou seja: será que vale a pena para o presidente americano jogar seu peso político nessa causa? No momento em que o desemprego beira os 10%, será que apostar em uma "economia verde" seria uma decisão sábia politicamente?</p>

<p>Al Gore e os defensores da mudança dizem que é justamente essa guinada que vai tirar os americanos do buraco. E se não for?</p>

<p>Na reunião do G8 que acabou hoje em Áquila, na Itália, Obama foi criticado duramente por não ter "assumido a liderança" na luta contra as emissões nos países industrializados. Os mais exaltados dizem até que um possível acordo em Copenhague, em dezembro, ficou mais distante.</p>

<p>Isso porque os países ricos se recusaram a anunciar metas de redução de emissões até 2020, embora tenham aceitado o compromisso de não deixar o aquecimento global ultrapassar os 2ºC. </p>

<p>Os principais culpados por isso são os americanos. Afinal, o governo ainda nem conseguiu passar a sua lei de mudança climática pelo Congresso (falta o Senado), e mesmo se tivesse, o documento do jeito que está só prevê cortes expressivos nas emissões americanas a partir de 2050.</p>

<p>O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, líderes europeus, notadamente França e principalmente a Alemanha, também estão frustrados com Obama.</p>

<p>Parece sinuca de bico: como tirar o país da crise, aprovar mudanças que incentivem uma "economia verde", liderar o mundo nas negociações por um acordo pós-Kyoto e ainda manter vivo o sonho da reeleição?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/07/g8_obama_e_copenhague.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/07/g8_obama_e_copenhague.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 17:05:50 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Sushi sem atum?</title>
	<description><![CDATA[<p>A exibição do documentário <a href="http://endoftheline.com/">End of The line </a>(<em>O Fim da Linha</em>), no início do mês, aqui na Grã-Bretanha, está dando o que falar no mundo gastronômico. É que desde que o filme, baseado no livro do jornalista Charles Clove, denunciou a pesca ilegal do atum azul, vários supermercados e restaurantes aqui de Londres começaram a retirar de seus cardápios e prateleiras pratos e produtos à base do peixe. </p>

<p>Para quem não sabe, e eu até bem pouco tempo também não fazia a menor ideia, o atum azul é o peixe que a maioria dos restaurantes japoneses serve em seus saborosos "barquinhos" de sushi e sashimi. O peixe também entra em receitas de outros tipos de culinária, na forma de atum grelhado, cozido e outros.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="atum226.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/atum226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>O filme destaca que a enorme popularidade do sushi em todo o mundo - o que há 25 anos era uma raridade fora do Japão - criou um lucrativo mercado do atum azul.</p>

<p>A pesca desenfreada e os métodos empregados estariam exterminando a espécie, cujos peixes podem nadar a velocidade de 64 km/h e atingir o tamanho de um carro pequeno. Mas hoje, segundo Charles Clove, pelo menos um terço do atum azul que vai parar nos pratos é pescado ainda na idade da desova. </p>

<p>Isso significa, segundo uma pesquisa recente feita pela ONG WWF, que a espécie pode desaparecer em apenas três anos. </p>

<p>As conclusões do documentário mobilizaram donos de restaurantes e supermercados londrinos, que se apressaram em tomar providências para garantir que seus fornecedores trabalhem apenas com o atum azul pescado legalmente.</p>

<p>Muitos estabelecimentos tomaram medidas mais drásticas, parando de vender produtos à base do peixe, como a famosa cadeia de fast-food Pret à Manger, que vende milhares de sanduíches de atum e pepino todos os dias.</p>

<p>Celebridades como Jemima Khan, Sting e Charlize Theron também se envolveram na polêmica e começaram a pressionar outros estabelecimentos, como o badalado restaurante japonês Nobu. Disseram que não podem mais jantar no local "com a consciência tranquila", sabendo que o peixe anda circulando pelas outras mesas. </p>

<p>Eu me pergunto se no Brasil, onde a onda do sushi já chegou há tantos anos, será que essa moda também pega? <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Fernanda Nidecker </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/sushi_sem_atum.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/sushi_sem_atum.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 14:06:31 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Celular meteorológico</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="telefonia.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/telefonia.jpg" width="202" height="300" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Em todos as previsões de impactos das mudanças climáticas no mundo, a África aparece como um dos continentes mais duramente atingidos. Contraditoriamente, os países africanos são também os que têm menos dados e estudos sobre o assunto.</p>

<p>O Fórum Humanitário Global (FHG), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a empresa de telefonia Ericsson lançaram uma ideia inovadora para mudar esse quadro: instalar estações meteorológicas em antenas de transmissão de celulares.</p>

<p>Em toda a África, existem cerca de 200 estações meteorológicas aprovadas pela OMM. Só no Brasil, temos cerca de 400. Em toda a Europa, existem milhares delas.</p>

<p>O objetivo do projeto, anunciado nesta quinta-feira pelo presidente do FHG, o ex-presidente da ONU Kofi Annan, é mudar esse quadro, instalando 5 mil estações automáticas em vários países.</p>

<p>O pulo-do-gato do <i>Weather Infor For All</i> (informações sobre o tempo para todos, em tradução livre) é baratear os custos da instalação com parcerias com empresas de telefonia.</p>

<p>A fase piloto do programa já começou, com 19 estações instaladas em três países: Quênia, Tanzânia e Uganda. Se o projeto realmente for adiante, vai ficar mais fácil para os países africanos adaptarem políticas e até técnicas agrícolas mais rapidamente às mudanças que são previstas.</p>

<p>Quantos "ovos de Colombo" como esse podem estar dando sopa por aí?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/celular_para.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/celular_para.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 11:06:13 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Trens podem poluir mais que aviões</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="aviao.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/aviao.jpg" width="450" height="200" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>O leitor mais assíduo no Planeta & Clima vai se lembrar que há algum tempo eu perguntei aqui se o Brasil não deveria seguir o <a href="hhttp://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/04/entrando_nos_trilhos.shtml">exemplo britânico e investir em transportes sobre trilhos</a>.</p>

<p>Na ocasião, a grande maioria dos comentários defendia uma expansão da malha ferroviária brasileira. Pois um estudo publicado na última edição da revista <a href="http://www.newscientist.com/">New Scientist</a> diz que, surpreendentemente, os trens podem contribuir mais para o aquecimento global do que aviões.</p>

<p>A pesquisa comparou as emissões de 11 meios de transporte, entre trens, aviões, carros e ônibus. O "ovo de Colombo" do estudo, feito pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, é analisar todo o "ciclo vital" de cada meio de transporte, não apenas as emissões produzidas pela operação.</p>

<p>Para isso, foram levados em conta fatores como número de passageiros transportados na vida útil, fabricação, manutenção, fabricação de peças de reposição, infra-estrutura necessária (estações, aeroportos, escadas rolantes, pistas e por aí vai) e produção dos combustíveis.</p>

<p>O resultado foi que as emissões produzidas pelo transporte ferroviário mais que dobraram, enquanto as de carros subiram cerca de um terço. Já a poluição produzida pelo transporte aéreo subiu entre 10% e 20%.</p>

<p>No cômputo final, carros são o meio de transporte que mais produz emissões, só ônibus vazios (em horários de pouco movimento) chegam perto. Atrás vêm aeronaves de pequeno porte, trens a diesel e aeronaves de médio porte. </p>

<p>Os menos poluentes, segundo o estudo de Mikhail Chester e Arpad Horvath, são aviões de grande porte, trens elétricos e veículos leves sobre trilhos e, finalmente, o mais econômico: ônibus na hora do rush.</p>

<p>A sugestão dos estudiosos é simples: investimentos em trilhos têm que ser integrados com outros meios de transporte para que valham a pena, em termos de emissões. </p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/o_leitor_mais_assiduo_aqui.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/o_leitor_mais_assiduo_aqui.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 14:37:17 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Calor contra o aquecimento global</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="ventila.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/ventila.jpg" width="420" height="269" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Quem mora nas capitais brasileiras de São Paulo para cima sabe ou pelo menos imagina a sensação de vestir terno e gravata no verão. Não por acaso, escritórios paulistas, cariocas, pernambucanos, cearenses e etc costumam passar o verão com o ar no máximo.</p>

<p>No Japão é a mesma coisa. Ou melhor: era, porque o ministério do Meio Ambiente japonês criou a campanha <em>Cool Biz</em> - "um estilo de negócios para se sentir refrescado e à vontade, ao trabalhar em escritórios com ar-condicionado regulado para 28º C no verão".</p>

<p>A ideia é simples - menos roupa e tecidos mais leves para trabalhar em um ambiente 2º C mais quente - mas funciona: segundo os dados mais recentes, apenas no verão de 2007, foram poupadas emissões de CO2 equivalentes a 3 milhões de casas durante um ano.</p>

<p>Naquele ano, nada menos que 48% das empresas japonesas adotaram a campanha, iniciada em 2005, como parte do compromisso de redução de emissões previsto no Protocolo de Kyoto. </p>

<p>Neste ano, segundo informações do ministério do Meio Ambiente, cerca de 60% das empresas compraram a ideia, o que representa uma redução de 1,7 bilhões de toneladas de CO2, ou seja, quase 4 milhões de casas em um ano.</p>

<p>Será que nós, nesse imenso país tropical, onde os ar-condicionados passam a maior parte do ano ligados, poderíamos adotar a ideia japonesa?</p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/calor_contra_o_aquecimento_glo.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/calor_contra_o_aquecimento_glo.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 19:02:22 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O fim do túnel da luz...</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="luzes.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/luzes.jpg" width="450" height="300" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Dizem que tudo tem seu tempo. O das lâmpadas incandescentes parece estar chegando ao fim. Na próxima década, vários países vão retirar definitivamente de uso a genial invenção de Thomas Edison (ou de um dos outros que disputam a autoria).</p>

<p>Todo mundo sabe, mas não custa repetir, que o tradicional e baratinho bulbo incandescente desperdiça na forma de calor nada menos que 95% da energia que usa - em outras palavras, só 5% são usados para iluminar.</p>

<p>A partir de 1º de setembro, começam a valer proibições de venda as lâmpadas incandescentes aqui na Europa. Nos cálculos da União Europeia, com isso, até 2020 15 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) vão deixar de ser liberadas na atmosfera.</p>

<p>A Nova Zelândia, a Austrália, o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e até os nossos vizinhos argentinos e venezuelanos já têm planos semelhantes. Mas não se trata de proteger a natureza, é economia para o próprio bolso.</p>

<p>O instituto alemão Warentest dedicou recentemente uma edição especial à eficiência energética e ressaltou que "com uma lâmpada econômica, o consumidor pode economizar até 100 euros ao longo de sua vida útil".</p>

<p>Na minha casa, já trocamos todas as lâmpadas faz tempo...</p>

<p>Agora imagine quanto uma cidade pode poupar. Em São Paulo, existem cerca de 7,5 mil sinais de trânsito; no Rio, outros 5 mil. Quantos postes de rua? E no país? Se todos os prédios do governo usassem lâmpadas econômicas (e tivessem as luzes apagadas ao fim do expediente)?</p>

<p>No entanto, no Brasil, até onde sei, só tramitam projetos de lei a respeito, tanto na esfera federal quando nas estaduais. Nada foi aprovado. </p>

<p>Eu me pergunto por quê. </p>]]></description>
         <dc:creator>Eric Camara </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/o_fim_do_tunel_para_a_luz.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/06/o_fim_do_tunel_para_a_luz.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 20:59:10 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Um perigoso sol submarino</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="suncoral217.jpg" src="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/suncoral217.jpg" width="386" height="217" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span><br />
<br><br><br><br><br><br><br><br><br><br>Se você gosta de mergulhar e mora no sudeste, provavelmente você já esteve em Ilha Grande (RJ). Até umas semanas atrás, não era meu caso, mas decidi que já era hora de corrigir esse erro imperdoável e lá fui eu. </p>

<p>Saí com um barco até o local de mergulho. O tempo estava ótimo, não chovia fazia algum tempo e o mar estava uma piscina, o que ajudou a ver direito a incrível fauna marinha. Além dos inevitáveis sargentinhos - um peixe nada tímido e bem comum por aqui, com listras verticais - vi moreias, tartarugas, peixes-borboleta e muitos corais.</p>

<p>E, entre esses corais coloridos, um parecia onipresente. Geralmente amarelo, o coral-sol (do gênero <em>Tubastraea</em>) forma colônias circulares com uns 15 cm ou mais de diâmetro, com pólipos filamentosos que só se abrem na escuridão. Como na foto aí em cima. </p>

<p>São lindos, e eu quis saber mais a respeito deles. Qual não foi minha surpresa quando descobri, com o biólogo dono do barco, que esse ser vivo na verdade é uma praga que está rapidamente se espalhando pelos melhores locais de mergulho do sudeste, especialmente Ilha Grande.</p>

<p>Ele me contou que o coral-sol, natural do Indo-Pacífico, surgiu na região há alguns anos trazido pelos navios vindos de oceanos distantes. Durante a navegação, o navio carrega dentro de si litros e litros de água que servem para estabilizá-lo em determinadas condições - a chamada água de lastro. Dentro dessa água, coletada às vezes a milhares de quilômetros do Brasil, também são transportados espécies locais. Ao soltar a água no litoral brasileiro, essas espécies encontraram uma nova fronteira para proliferarem - e muito. Há outras hipóteses para o surgimento desse "estrangeiro", que começou a ser registrado no litoral brasileiro na década de 80. Biólogos acreditam que eles podem ter vindo parar aqui ao se fixarem no casco de navios, por exemplo.</p>

<p>O coral-sol, que se reproduz bem rápido, compete diretamente com espécies nativas de coral, entre elas o coral-cérebro (<em>Mussismilia hispida</em>), que só existe na costa brasileira. O dono do barco disse que há projetos para remover eles manualmente, em mutirões. Há, por exemplo, <a href="http://www.uerj.br/modulos/kernel/index.php?pagina=461&cod_modulo=642">uma iniciativa interessante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro</a>. Ainda assim, meu amigo disse que, como morador de Ilha Grande, acha que esses projetos ainda são muito tímidos. Terminamos a conversa com eu falando a ele que tinha um aquário de água salgada em São Paulo e ele me incentivando a arrancar uns corais-sol para levar para casa. Daria muito trabalho e desisti.</p>

<p>De volta à capital paulista, fiquei pensando na sugestão do biólogo e fui à minha loja de aquários favorita procurar um coral-sol para comprar. Encontrei. Mas aí, desisti de levar, absolutamente inconformado com o preço: R$ 75 por uma mudinha pequena, US$ 380 por uma grande. Aquarismo marinho é um hobby bem caro, mas cobrar isso por uma praga me pareceu uma piada. Aí o vendedor explicou: "Esses aí não são nacionais. O Ibama proíbe a venda de corais nacionais. Esses são importados."</p>

<p>Por incrível que pareça, até hoje o não tem uma lista nacional de espécies exóticas e invasoras. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, já produziram suas relações. No seu site, <a href="http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=174">o Ministério do Meio Ambiente admite que "as informações relacionadas a este tema são, ainda, incipientes", mas anunciou o início de um "amplo e efetivo programa voltado às espécies exóticas invasoras"</a>. Depois, em uma conversa por telefone com um representante do Ministério, descobri que um diagnóstico nacional de espécies invasoras está para ser publicado nos próximos meses.</p>

<p>A importância de se ter esse diagnóstico é clara: em muitos casos as pessoas nem sabem que uma espécie é invasora e pode ser na verdade uma ameaça. Aliás, muitas pessoas, pensando na preservação do meio ambiente, defendem com unhas e dentes que as pessoas não pesquem, não caçem, não coletem nem vendam espécies que encontram na natureza. Mas veja o caso do coral-sol. Saber quais espécies são "alienígenas" também permite a formulação de estratégias para evitar que proliferem.</p>

<p>Cientistas dizem que o mundo perdeu 19% de seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer nas próximas duas décadas. Neste ano, pela primeira vez, o relatório Status dos Recifes de Mundo, da Rede Mundial de Monitoramento de recifes de Coral, dedicou ao Brasil um capítulo especial. O documento destaca como os corais brasileiros estão em perigo devido à poluição, a sedimentos e doenças. Com o coral-sol, e outras espécies invasoras, esse perigo à rica fauna marinha brasileira está cada vez maior.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Rafael Gomez </dc:creator>
	<link>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/05/um_perigoso_sol_submarino.shtml</link>
	<guid>http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2009/05/um_perigoso_sol_submarino.shtml</guid>
	<category>planeta</category>
	<pubDate>Thu, 28 May 2009 23:57:14 +0000</pubDate>
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