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União Europeia vai defender Kyoto só até 2020

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Eric Camara | 2011-10-14, 17:31

Nesta semana, o Conselho da União Europeia acertou os ponteiros do bloco para duas importantes reuniões: Durban (reunião das Nações Unidas sobre mudança climática), agora no fim de novembro, e a Rio +20, que discutirá o desenvolvimento sustentável no ano que vem.

Dias depois do fim da reunião preparatória para Durban no Panamá terminar sem apontar um caminho para o futuro do Protocolo de Kyoto, representantes dos ministérios do Meio Ambiente dos 27 países da UE puseram o acordo no alto da sua agenda política.

Foram discutidos detalhes de como deveria ser um segundo período de compromisso sob Kyoto (o atual expira ao fim de 2012), mas o bloco foi cuidadoso ao dizer que continua a acreditar que "um único instrumento com força de lei seria a melhor estrutura para o período pós-2012".

Dessa forma, reforça o argumento por Kyoto, mas prevê uma saída de emergência para o caso de uma debandada geral na África do Sul.

Outro ponto importante é que a Europa vai defender que este possível novo período de Kyoto seja também o último, antes da fusão dos chamados dois trilhos de negociação: os planos de longo prazo da Convenção das Nações Unidas para Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês) e o Protocolo de Kyoto.

Traduzindo o "negociês", os europeus até admitem em tese a existência de mais alguns anos de cortes de emissões obrigatórios sem a participação dos Estados Unidos (que não faz parte do Protocolo de Kyoto), mas desde que só até 2020.

Além disso, defenderá uma aproximação gradual entre Kyoto e a convenção e afastará a possibilidade de novas extensões.

Isso não significa que a Europa vá defender o enterro de Kyoto a partir de 2020.

A ideia dos europeus é manter sob outro arcabouço legal algumas das estruturas criadas no protocolo - entre elas, o mercado de créditos de carbono e o chamado Lulucf, que permite a avaliação das emissões provocadas por desmatamento e outras mudanças do uso da terra.

Para a reunião no Rio de Janeiro (em junho de 2012), o conselho europeu deve levar na bagagem a proposta de criação de um "mapa para a economia verde", ou seja, um documento que deixe claro de que forma a transição para uma economia mais sustentável levará em conta as necessidades das camadas mais pobres das sociedades.

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