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Tartarugas-marinhas do Brasil entre as mais saudáveis

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Eric Camara | 21:03, sexta-feira, 30 setembro 2011

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Duas das doze populações de tartarugas marinhas mais saudáveis do planeta estão na costa brasileira, segundo um estudo recém publicado por 30 dos maiores especialistas no assunto na publicação especializada PLoS ONE.

Os pesquisadores de mais de 20 países identificaram os riscos de acordo com a região em que as populações de tartarugas se encontram.

As tartarugas de couro (Dermochelys coriacea) do Atlântico Noroeste e as tartarugas verdes (Chelonia mydas)do Atlântico Sudoeste entraram na lista das mais saudáveis.

marine turtles, credit: conservation international

Para o Brasil, o resultado é mais um indicador do sucesso do Projeto Tamar, criado em 1980, e largamente reconhecido como responsável pela excelente conservação das tartarugas no litoral brasileiro.

Nem tudo, entretanto, é boa notícia no artigo. Os pesquisadores também elaboraram uma lista com as 11 espécies mais ameaçadas - cinco delas são naturais do norte do Oceano Índico e vivem em águas pertencentes à Índia, Bangladesh e Sri Lanka.

Um grande número de animais é vítima da atividade pesqueira na costa indiana. Segundo os especialistas, o país enfrenta dificuldades em proteger as áreas de desova no litoral.

No Oceano Pacífico, a situação também é grave da costa leste americana até a América do Sul, segundo a pesquisa. O litoral atlântico da África também é apontado como área de risco para as tartarugas-marinhas.

Os estudiosos afirmam que o denominador comum às regiões em que os animais são mais ameaçados são: populações pequenas, consumo humano de ovos e carne e comércio de cascos, além de captura acidental por barcos pesqueiros.

Cai (de novo) preocupação com aquecimento global

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Eric Camara | 17:25, sexta-feira, 9 setembro 2011

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Faltando cerca de dois meses para a próxima reunião das Nações Unidas sobre mudança do clima, a última edição de uma pesquisa bianual global sobre questões ambientais indica que a preocupação com o aquecimento global anda em queda na maioria das regiões do planeta.

As exceções são a América Latina - que subiu de 85% (2009) para 90% (2011) e a Índia (de 85% para 86%), segundo o estudo online realizado em 51 países pelo Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela empresa Nielsen.

Chama a atenção o fato de consumidores dos dois maiores emissores no planeta de gases que provocam o efeito estufa terem apresentado queda vertiginosa no interesse por temas relacionados a mudanças climáticas e aquecimento global.

durban, south africa, climate change, conference, un, cop 17

Menos de metade dos americanos entrevistados (48%) se disseram preocupados com a mudança do clima. Na China, essa parcela é de de 64%, mas em 2009, eram 77%. Ao redor dos 51 países sondados, quase metade (48%) das pessoas disse ter "assuntos mais urgentes e importantes no mundo atual".

Talvez ainda mais revelador seja a conclusão de que 37% dos 25 mil entrevistados não acreditam que as mudanças climáticas tenham como causa a atividade humana.

O crescente desinteresse sobre o assunto vem sendo medido por diferentes pesquisas desde o início da crise econômica mundial, em 2008, e foi reforçado pelo fracasso da reunião climática de 2009, em Copenhague, que começou cercada de expectativas e acabou sem qualquer acordo concreto.

Cientistas - que apesar disso continuam a divulgar novas pesquisas que com indícios de que o aquecimento global é provocado pelo Homem e está acontecendo - e ambientalistas parecem não ter respostas para a pergunta capital: como renovar o interesse na questão?

Nos próximos meses, seguramente veremos novas pesquisas e iniciativas de ONGs tentando responder justamente esta pergunta. Será que vão conseguir fazer a opinião pública internacional pressionar os seus representantes por um acordo em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro?

E a sua preocupação com o assunto, também diminuiu?

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