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Uma 'Torre Eiffel' para a Amazônia

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Eric Camara | 2011-06-20, 15:36

A ideia pode parecer mirabolante assim, à primeira vista: construir uma torre de 100 toneladas, da altura da torre Eiffel no meio da floresta amazônica? Mas não se trata de nenhuma excentricidade, o Observatório Amazônico de Torre Alta, o Atto (sigla em inglês para Amazonian Tall Tower Observatory), é um projeto científico sério e de longo prazo.

A ambiciosa iniciativa de US$ 10,9 milhões é do Instituto Max Planck de Química, na Alemanha, financiada por uma parceria entre o governo brasileiro e o alemão. A verba alemã está liberada desde julho do ano passado.

Já a contrapartida brasileira, depois de meses de atrasos e burocracia, estaria "em fase final de aprovação e com previsão de liberação de recursos financeiros nos próximos meses", de acordo com o coordenador do projeto no Brasil, o pesquisador Antonio Manzi, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Com isso, deve ser iniciado ainda neste ano o processo de licitação da gigantesca torre principal, de 320 metros de altura. A estimativa de Manzi é que a torre principal seja erguida até outubro de 2012. Enquanto isso, uma torre secundária de 80 metros já foi comprada na Irlanda e construída no local, a cerca de 150 km de Manaus, no Amazonas.

O projeto tem como objetivo coletar e analisar dados sobre as trocas de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera acima da floresta. Como consequência, a expectativa é que modelos climáticos para a região sejam muito aperfeiçoados. Com a observação de longo prazo, finalmente poderá ser possível avaliar exatamente como e quanto a floresta amazônica atua, por exemplo, na retirada de CO2 da atmosfera, um dos chamados serviços ambientais atribuídos à Amazônia.

De acordo com o pesquisador alemão Jürgen Kesselmeier, do instituto Max Planck, também já foi erguido um mastro de 80 metros de altura e estão sendo comprados instrumentos, inclusive uma estação meteorológica já estão funcionando.

Mas as chances de a gigantesca torre principal ser fabricada no Brasil são pequenas.

"Os preços no Brasil são cerca de duas a três vezes mais altos que na Europa. Mas ainda não foi decidido onde encomendaremos as peças da torre mais alta", afirmou Kesselmeyer ao blog Planeta & Clima.

Pena...

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 08:35 PM em 20 jun 2011, Durvaldisko escreveu:

    Com essa crise, não admira que os preços europeus de manufaturados ou de tecnologia de ponta entre em preço de liquidação.
    Estão aceitando qualquer encomenda de qualquer coisa para qualquer cliente.
    Sem trocadilhos, a chapa européia está esquentando...

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