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Gana pedala magrelas de bambu

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Eric Camara | 17:05, quarta-feira, 2 fevereiro 2011

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bamboo bike, ghana

Em Gana, andar de bicicleta não é decisão uma "verde" - é o jeito. Quer dizer, isso para quem pode arcar com o custo, já que a maioria anda a pé mesmo.

Agora, dois projetos no país querem mudar isso com uma ideia simples: bicicletas feitas de bambu. Neste ano, o Bamboo Bike Project e o Ghana Bamboo Bikes Initiative devem começar a produção das magrelas populares na cidade de Kumasi.

As bicicletas terão preços parecidos. O GBBI vendê-las por apenas US$ 55 (pouco mais de R$ 90) - mais barato que os modelos chineses à venda no país - com produção inicial de 800 unidades.

Em novembro do ano passado, o projeto foi premiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) como uma das 30 ideias capazes de promover o desenvolvimento sustentável no mundo.


bamboo bike, ghana

Já o Bamboo Bike Project - uma parceria da universidade americana de Columbia e um grupo de dez ganenses - deve pôr as magrelas nas lojas por US$ 65.

O interessante é que as bicicletas comuns mais baratas, importadas da China, custam quase o dobro no país. Por que não aproveitar a mão-de-obra barata e o material ecologicamente correto (bambu cresce muito rápido) e abundante?

A fábrica do Bamboo Bike Project começou a ser montada em janeiro e em breve deve começar a montar dez bicicletas de cada vez.

Tecnologia e equipamentos são americanos, a mão-de-obra, local, e o financiamento também vem de organizações beneficentes, como é o caso do GBBI.

Os dois projetos também vão vender os quadros de bambu para entusiastas dos mercados europeu e americano, claro, a um preço bem mais salgado - entre US$ 1 mil e US$ 2 mil. Eles prometem reinvestir os lucros nas iniciativas.

Existem projetos semelhantes em outros países africanos, na Tailândia. Além disso, sei de experiências tanto na América do Norte quanto na Europa.

Não tenho conhecimento de algo parecido no Brasil. Um dos projetos me informou que estaria disposto a repassar a tecnologia para países pobres. Será que alguém se habilita no nosso país?

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