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Queimadas podem anular ganhos de Redd na Amazônia

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Eric Camara | 2010-06-04, 18:16

O número de queimadas na Floresta Amazônica aumentou em 59% nas áreas com baixos índices de desmatamento - e estes incêndios podem ameaçar a redução de emissões obtida por projetos de preservação conhecidos como Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

As conclusões são de um estudo da universidade britânica de Exeter que cruzou dados de desmatamento com os de queimadas detectados por satélite.

Em artigo publicado na edição desta sexta-feira da revista Science, os estudiosos destacam que as técnicas tradicionalmente usadas na agricultura amazônica são as grandes culpadas, já que provocam queimadas em ciclos de três a cinco anos.

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Como as emissões de gás carbônico resultantes do espalhamento destes incêndios a porções de floresta ao redor e às margens da mata, além da destruição de áreas em recuperação, não são levadas em conta nos sistemas de monitoramento do governo federal, os pesquisadores afirmam que os ganhos com projetos Redd podem estar sendo anulados.

A conclusão do estudo é que o uso de queimadas na agricultura precisa ser administrado de maneira sustentável para que programas de Redd possam ter o efeito desejado sobre a redução de emissões da região.

"Mudanças na frequência das queimadas podem ameaçar os benefícios conquistados pelo Redd, já que as tendências de incêndios são opostas às tendências de desmatamento", disse o cientista ambiental Luiz Aragão, da universidade de Exeter.

"No entanto, apesar da importância fundamental do mecanismo de Redd das Nações Unidas para a região amazônica, as queimadas atualmente são negligenciadas no arcabouço da ONU."

A recomendação de Aragão é um combate cerrado às queimadas, com financiamentos para equipamentos, treinamento e campanhas de informação para os agricultores amazônicos.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 08:56 PM em 05 jun 2010, Wilson Roberto Correa escreveu:

    Interessante o fato de que, mesmo se tratando de uma reconhecida publicação científica, não tenham sido mencionados os períodos de análise do fenômeno, o período base-de-comparação e o período de tempo analisado. Mais interessante ainda é o fato de se tratar de uma universidade britânica. A estratégia britânica de fundamentar a tese do desgoverno ambiental brasileiro faz-se presente, mais uma vez, para viabilizar a instauração facilitada de um mecanismo de controle ambiental estabelecido pelo mercado, os REDD. Mecanismo que, por acaso, (1º) interessa ao Estado Ingles instaurar para consecução de sua estratégia de ressuscitar a City Londrina, bolsa de valores em que seriam negociados esses instrumentos econômicos de controle ambiental governados pelo mercado; (2º) viabiliza o barateamento da compliance ambiental industrial britânica e dos demais países europeus, a ser proporcionada pela queda do preço da tonelada de carbono-equivalente sequestrada por meio dos projetos MDL pela entrada nesse mercado das milhões de milhões de toneladas de carbono representada pela entrada das florestas no mercado; (3) neutralizar a aplicação da lei ambiental que restringe a aplicação de processos industriais ambientalmente pouco amigável e, principalmente, manter a matriz energética inglesa à base de carvão. abundante e barato na Inglaterra; (4) desviar para o Brasil e demais países florestais a atenção mundial incidente sobre a estratégia do governo ingles de manter suja sua matriz energética, conforme documento do Ministério Britânio do Meio Ambiente (?) publicado no ano passado ... pasme, do Meio Ambiente. Estória pr´a inglês ver e bobo acreditar. Não é um país sério, diria De Gaulle.

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