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Risco de inadimplência entre famílias endividadas ainda é 'preocupante', diz Ipea

Joao Fellet | 2011-07-06, 18:02

Embora revele que o brasileiro está em geral otimista com a economia, um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica que o risco de inadimplência entre famílias endividadas segue moderado, situação que o instituto classifica como “preocupante”.

Segundo o Índice de Expectativa das Famílias, os dados sobre endividamento mantiveram-se praticamente inalterados entre maio e junho, com 72% das famílias pouco endividadas ou sem dívidas e 9,2%, muito endividadas.

Entre as famílias endividadas, 33,6% disseram em junho não ter condições de pagar suas dívidas, dado que o Ipea considera “preocupante”.

Em maio, 41,3% dos endividados haviam dito que não teriam condições de pagar suas dívidas. Desde então a situação melhorou, mas segue despertando preocupação.

As regiões com maior percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas são Norte (43,9%) e Sul (35,4%).

O estudo aponta ainda que a dívida média entre os que se declararam endividados atingiu R$4.343,95 em junho, ligeira queda em relação ao mês interior e mesmo patamar do fim de 2010.

Um indicador que contrabalança a perspectiva de inadimplência é o baixo índice de famílias que planejam tomar novos empréstimos ou financiamentos nos próximos três meses, que é de 7,17%.

A pesquisa para o Índice de Expectativa das Famílias foi realizada em 3.810 domicílios em mais de 200 municípios, em todos os Estados da federação.

Otimismo

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que 56,8% dos brasileiros entrevistados consideram que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses. A porcentagem representa leve alta (de 0,6 ponto percentual) em relação ao mês anterior.

As regiões que apresentaram expectativa mais otimista foram o Centro-Oeste (78,6%) e o Norte (61,3%), ao passo que o Nordeste (53,7%) e o Sul (43%) registraram os menores índices.

Os números mais otimistas estão na faixa de renda entre 4 e 5 salários mínimos (69,5%) e em famílias com ensino superior completo (61,1%).

O estudo também destaca que 74% das famílias brasileiras disseram, em junho, estar melhor financeiramente do que há um ano, percentual próximo do apresentado no mês anterior.

Segundo o Ipea, isso “explica, em parte, os índices de elevação do consumo e aponta para a sustentabilidade do impulso de crescimento da economia no curto prazo”.

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