Arquivo para 2011-04

Brasil tem 60 mil que dizem viver com parceiro do mesmo sexo

Joao Fellet | 12:45, sexta-feira, 29 abril 2011

Resultados preliminares do Censo 2010 divulgados nesta sexta-feira revelam que 60.002 brasileiros dizem morar com cônjuge do mesmo sexo.

O número corresponde a 0,03% do total da população, ou três pessoas a cada grupo de 10 mil. Comparativamente, 19,7% dos brasileiros afirmam morar com cônjuge de sexo diferente.

Foi a primeira vez que o Censo incluiu a informação sobre parceiros do mesmo sexo na pesquisa.

O Sudeste foi a região onde proporcionalmente mais pessoas se enquadram na categoria (0,04%), ao passo que o Norte teve o menor índice (0,021%).

Entre as unidades da Federação, Rio de Janeiro (0,063%), Distrito Federal (0,048%), São Paulo (0,041%) e Rio Grande do Sul (0,034%) tiveram a maior incidência de habitantes que disseram morar com cônjuge do mesmo sexo.

Já os menores índices foram registrados no Piauí, Tocantins e Maranhão, todos com proporção de 0,01%.

Os dados não são definitivos e podem ser revisados nos próximos meses.

O Censo 2010 teve outras novidades: pela primeira vez, todos os cerca de 230 mil agentes censitários e recenseadores foram a campo com computadores de mão, equipados com receptores GTS e mapas digitalizados.

Foram ainda incluídas questões sobre o povo ou etnia e a língua falada entre os indígenas.

Em outro bloco, foi perguntado o tempo habitual gasto no trajeto entre a residência e o local de trabalho. Os dados definitivos do Censo devem ser divulgados até o meio de 2012.

Homicídio de mulheres cresce no Nordeste e cai no Sudeste, diz estudo

Rafael Spuldar | 13:26, quinta-feira, 28 abril 2011

A taxa de mulheres assassinadas para cada 100 mil habitantes subiu 59,6% na região Nordeste entre 1998 e 2008, enquanto caiu 30,2% no Sudeste no mesmo período, segundo aponta a pesquisa Mapa da Violência, realizada pelo instituto Sangari.

De acordo com o estudo, publicado pelo Ministério da Justiça, a região Sul teve um aumento de 24,7% na taxa, enquanto o Norte teve alta de 16,9% e o Centro-Oeste, de 1%.

A taxa de mulheres assassinadas em todo o Brasil caiu um ponto percentual em dez anos, passando de 4,3 para cada 100 mil habitantes em 1998 para 4,2 em 2008.

Em números absolutos, houve um aumento nos homicídios de mulheres no Brasil neste período, passando de 3.503 em 1998 para 4.023 em 2008. Em todo este período, foram mortas 41.968 mulheres no país.

O Espírito Santo manteve a posição de Estado brasileiro com maior taxa de homicídios de mulheres para cada 100 mil habitantes: em 2008, a relação ficou em 10,9, contra 11,3 em 1998.

Em segundo lugar, fica Roraima, com 7,7 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes em 2008 (em 1998, a taxa era de 9,5).

O Piauí é o Estado com menor taxa de mulheres assassinadas, com 2,5 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes. Mesmo assim, a taxa apresenta aumento em relação à verificada em 1998, que era de 1,4.

Segundo a pesquisa, o município de Escada (PE) é o que apresenta a maior taxa de homicídios de mulheres no Brasil, com 25,2 mulheres mortas para cada 100 mil habitantes.

O estudo aponta ainda que as armas de fogo são o principal meio utilizado nos homicídios de mulheres no Brasil, sendo usadas em 50,9% dos casos. Em seguida, aparecem os objetos cortantes ou penetrantes (24,6%).

Inflação domina 1º encontro do 'Conselhão' sob Dilma

Joao Fellet | 15:57, terça-feira, 26 abril 2011

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o governo está atento à crescente inflação e que não se furtará em empregar “todas as medidas que considerar necessárias e urgentes”.

A declaração foi feita na primeira reunião sob sua gestão do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como “Conselhão”, um órgão composto por empresários e altos funcionários do governo cuja atribuição é discutir temas vitais para o país e sugerir políticas públicas.

"Todo aumento de inflação vai exigir que o governo tenha atenção especial sobre suas fontes e causas. Meu governo está diuturnamente e até noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vier, e fazendo permanente análise delas", disse Dilma.

Segundo a presidente, o Brasil enfrenta "bons problemas", já que a inflação advém do aumento no consumo. "É melhor enfrentar os problemas do crescimento do que os do desemprego, da falta de investimento, da falta de renda e da depressão econômica".

Também presente à reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a inflação é um problema global, já que há forte alta no preço das commodities. Ainda assim, ele afirmou que o Brasil está em melhor situação que países como a Rússia e a Índia, onde a inflação chegou a 9,4% e 8,8%, respectivamente, nos últimos 12 meses.

Outro integrante do Conselho, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o governo deve ficar atento à inflação de serviços.

“A inflação é hoje um problema global, e a inflação brasileira reflete a inflação global. Mas (o Brasil) possui também componentes locais comuns a países emergentes que saíram da crise. No nosso caso, um tema importante para entender a inflação é a inflação de serviços, que tem se mantido elevada e em ascensão no período recente.”

Segundo Tombini, o objetivo do BC é lidar com o intenso fluxo de capital estrangeiro e fazer a inflação convergir para o centro da meta em 2012.

Na semana passada, numa tentativa de encarecer o crédito e esfriar o crescimento econômico (e, consequentemente, reduzir a inflação), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 12% ao ano.

Segundo uma pesquisa Focus divulgada pelo BC nesta segunda-feira, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,29% para 6,34%, acima do centro da meta, de 4,5%, mas ainda dentro da margem de tolerância de dois pontos.

Copom eleva juros em 0,25 ponto

Joao Fellet | 21:51, quarta-feira, 20 abril 2011

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira (Selic).

Com a mudança, a Selic passou de 11,75% para 12% ao ano. A decisão não foi unânime: cinco diretores votaram pelo aumento aprovado, e dois votaram por aumento de 0,5 ponto percentual.
A alta não foi considerada uma surpresa, embora muitos analistas apostassem em aumento de 0,5 ponto.

Em nota, o Copom justificou a medida: “Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012".

Trata-se da terceira reunião consecutiva em que o Copom opta por elevar a Selic.

Em 12% ao ano, os juros estão no nível mais alto desde janeiro de 2009, quando chegaram a 12,75%.

IBGE registra menor desemprego para março desde 2002

Rafael Spuldar | 14:45, terça-feira, 19 abril 2011

O desemprego no Brasil foi de 6,5% em março, menor taxa registrada para este mês desde o início da série histórica, em 2002, segundo informou nesta terça-feira o IBGE.

O índice ficou estável em relação a fevereiro, quando foi de 6,4%, e recuou 1,1 ponto percentual na comparação com março de 2010 (7,6%).

De acordo com o IBGE, a população desocupada não teve variação em relação a fevereiro, ficando em 1,5 milhão de pessoas. Em relação a março do ano passado, ela teve queda de 14%, com menos 250 mil pessoas à procura de trabalho.

A população ocupada em março (22,3 milhões) também ficou estável em relação a fevereiro, e cresceu 2,4% quando comparada com março de 2010, com 531 mil ocupados a mais.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou estável na análise mensal, ficando em 10,7 milhões.

Este número, na comparação com o mesmo mês de 2010, representa um aumento de 7,4%, ou 739 mil postos de trabalho a mais.

A região metropolitana com maior variação mensal na taxa de desocupação foi Belo Horizonte, que passou de 6,3% em fevereiro para 5,3% em março.

Na comparação com março de 2010, foram registradas quedas em Belo Horizonte (1,0 ponto percentual), Rio de Janeiro (1,5 ponto percentual), São Paulo (1,3 ponto percentual) e Porto Alegre (0,9 ponto percentual).

Postos de trabalho gerados

Ao mesmo tempo, o volume de empregos formais gerados em março foi o menor do último trimestre, informou na tarde desta terça-feira o Ministério do Trabalho.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram criados 92,6 mil postos de trabalho formais no mês passado, contra 280,7 mil em fevereiro e 152 mil em janeiro.

“O comportamento modesto em relação aos dois meses anteriores pode ser justificado, em parte, pela antecipação de contratações realizadas pelos estabelecimentos em fevereiro e pela redução do número de dias úteis em março, devido ao Carnaval”, informou comunicado do ministério.

Para o ministro da pasta, Carlos Lupi, o ritmo menor não é decorrente de uma possível desaceleração da economia. “O mercado de trabalho está muito ligado ao mercado interno, e não vejo nesses dois demonstrações claras de desaquecimento. Pelo contrário.”

No trimestre passado, no total, mais de 500 mil empregos foram criados no país.

Atualizado às 17h, horário de Brasília

Brasileiro está mais gordo e bebendo mais, diz estudo

Joao Fellet | 15:59, segunda-feira, 18 abril 2011

Uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira revela que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o número de obesos aumentaram no país, mas o número de fumantes diminuiu.

Segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que leva em conta as respostas de 54.339 adultos moradores das 27 capitais brasileiras, 48,1% da população adulta está acima do peso, e 15% são obesos.

Em 2006, os índices eram de 42,7% e 11,4%, respectivamente.

O consumo excessivo de álcool no país, por sua vez, passou a ser praticado por  18% da população, ante 16,2% em 2006. O Ministério da Saúde considera consumo abusivo de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês para os homens e, para as mulheres, quatro ou mais doses.

O Vigitel revela ainda que, entre 2006 e 2010, a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1% entre 2006 e 2010. Em 1989, segundo o IBGE, 34,8% dos brasileiros fumavam.

Para o órgão, a obesidade, o tabagismo e o abuso de álcool são indicadores importantes no monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos.

Obesidade

Segundo a Vigitel, 52,1% dos homens brasileiros e 44,3% das mulheres estão acima do peso. Em 2006, o Vigitel apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres.

O levantamento revela também que a variação na proporção de brasileiros que abusam do álcool reflete principalmente o aumento no número de mulheres que dizem exagerar na bebida: eram 8,2% em 2006 e passaram para 10,6% em 2010. Entre os homens, o índice passou de 25,5% a 26,8%.

Já o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9% entre 2006 e 2010 entre os homens e, entre as mulheres, permaneceu em 12,7%.

O Vigitel é realizado anualmente desde 2006, em parceria entre o Ministério da Saúde e o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP).

Governo reduz previsão de crescimento e propõe mínimo de R$ 616 em 2012

Joao Fellet | 17:07, sexta-feira, 15 abril 2011

O governo reduziu a previsão de crescimento econômico neste ano para 4,5% e propôs um aumento do salário mínimo para R$ 616,34 em 2012, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado nesta sexta-feira ao Congresso.

No projeto, em que estão previstas as metas fiscais para o triênio 2012-2014, o governo diz que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 4,5% neste ano, meio ponto percentual abaixo da previsão anterior, de 5%.

O Ministério do Planejamento diz que a nova estimativa reflete uma preocupação com taxas de crescimento mais sustentáveis.

Segundo o órgão, o crescimento de 4,5% não pressiona a economia nem gera inflação. Em 2012, prevê-se que o PIB cresça 5% e, em 2013 e 2014, 5,5%.

Para o cálculo do salário mínimo, atualmente em R$ 545, o governo diz ter levado em conta a inflação do período e a variação do PIB de dois anos antes.

Segundo o governo, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ser de 4,5% em 2012, mesmo valor para 2013 e 2014.

Espera-se que o Projeto de LDO seja votado no Congresso até o fim de junho, antes do recesso parlamentar.

Mortes no trânsito crescem 24% em uma década, puxadas por acidentes com motos

Paula Adamo Idoeta | 12:05, quarta-feira, 13 abril 2011

O aumento nos acidentes com motociclistas fez com que as mortes no trânsito brasileiro crescessem 23,9% entre 1998 e 2008, segundo o Mapa da Violência 2011: Acidentes de Trânsito, compilação divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Sangari.

Na década estudada, as mortes ocorridas em acidentes de motos cresceram 754%. As mortes de ciclistas também assustam: registraram um aumento de 308%.

 Ao mesmo tempo, o número de óbitos envolvendo automóveis foi proporcionalmente menor que o aumento da frota.

“Se nada mudar, até 2015 teremos um massacre de motociclistas”, disse à BBC Brasil Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisa do Instituto Sangari e autor do estudo.

Ele cita uma “reconfiguração” dos padrões de acidente desde a adoção do Código de Trânsito, em 2007.

Desde então, caíram em 15,6% as mortes de pedestres, e morrem menos pessoas por automóveis em circulação. Mas, no caso das motos, ocorreu o oposto: o risco de morte cresceu mais do que a própria frota, afetando principalmente a população entre 18 e 24 anos do sexo masculino.

“Se nada for feito, a tendência é que essas mortes continuem aumentando, em ritmo de 4% ao ano”, trazendo elevados custos sociais, financeiros e emocionais, diz Jacobo Waiselfisz.

Educação no trânsito

Para o estudioso, a redução nas taxas de mortes de pedestres se deveu a campanhas educativas e à maior fiscalização, por exemplo, da obediência à faixa de pedestres.

Ele sugere medidas parecidas para lidar com o aumento na frota e nos acidentes envolvendo motos. “Faltam legislação adequada, educação no trânsito e fiscalização”, diz, citando também a tensão constante entre motociclistas e os demais agentes do trânsito.

“O elevado risco-motocicleta deveria ser compensado com uma legislação que pudesse tornar mais segura a vida, não apenas dos motociclistas como também dos pedestres, vítimas dessa nova ameaça no trânsito”, conclui o estudo.

 “Mas isso não vem ocorrendo, e o meteórico crescimento no número de vítimas indica a magnitude dessa inadequação. Propomos políticas específicas para a formação e o treinamento dos motociclistas, a definição de requisitos específicos para serviços de entrega e o reforço das campanhas educativas.”

Sarney propõe plebiscito sobre comércio de armas

Joao Fellet | 16:10, terça-feira, 12 abril 2011

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentou nesta terça-feira a proposta de um plebiscito para que os brasileiros sejam instados a responder à seguinte pergunta: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?".

A proposta, feita cinco dias após um atirador matar doze estudantes em uma escola no Rio de Janeiro, foi apresentada em forma de projeto de decreto legislativo.

Caso o Senado e a Câmara aprovem o projeto por maioria simples, será realizado no primeiro domingo de outubro um plebiscito sobre o tema.

Ao contrário do que ocorre em referendos, em plebiscitos os eleitores são convocados a opinar antes da criação de uma lei ou de um projeto de lei. Já os referendos ocorrem após a criação de uma lei, para que os cidadãos decidam sobre sua chancela.

Em um referendo de 2005, mais de 60% dos brasileiros rejeitaram a proibição à venda de armas e munição. 

Segundo Sarney, a resposta ao eventual plebiscito em outubro permitirá ao Legislativo modificar o Estatuto do Desarmamento para proibir o comércio de armas.

Para o presidente do Senado, a decisão popular no referendo de 2005 foi um erro.

“Acho que foi um erro e a população foi induzida a erro. Estamos verificando que a venda de armas no país de nenhum modo alcançou o que julgavam, que ia garantir a segurança do cidadão. Pelo contrário, torna mais vulnerável porque cada um que tem arma passa a ser objeto de procura dos bandidos”.

A proposta tramitará em regime de urgência no Senado. Caso seja aprovado no Congresso, o plebiscito será convocado sem a necessidade da sanção presidencial, e caberá à Justiça Eleitoral organizá-lo.

IPCA fica praticamente estável em março, a 0,79%

Rafael Spuldar | 16:25, quinta-feira, 7 abril 2011

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - indicador de inflação utilizado pelo governo - foi de 0,79% em março, ficando praticamente estável em relação à variação de fevereiro, que foi de 0,8%, segundo informou nesta quinta-feira o IBGE.

O acumulado do IPCA em 2011 está em 2,44%, acima dos 2,06% verificados no mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação está em 6,3%, mais alta do que nos 12 meses imediatamente anteriores (6,01%).

A taxa de março também foi mais alta do que no mesmo mês de 2010, quando ficou em 0,52%.

Segundo o IBGE, os preços dos alimentos, que tiveram diminuição em seu ritmo de alta em fevereiro, voltaram a subir de forma significativa em março, aumentando 0,75%.

Já o grupo transporte registrou alta de 1,56% em março, a maior variação no mês.

Fortaleza foi a capital com maior variação no IPCA em março, com 1,49%. O menor índice regional foi registrado em Salvador (0,33%).

O IBGE informou ainda que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,66% em março, acima do resultado de fevereiro (0,54%). O acumulado do ano está em 2,16%, abaixo dos 2,31% verificados no mesmo período de 2010.

Mantega anuncia mais uma medida para frear entrada de dólares

Joao Fellet | 20:13, quarta-feira, 6 abril 2011

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira mais uma medida em busca de frear a entrada de dólares no país.

A partir desta-quinta, feira, empresas e bancos brasileiros que tomarem empréstimos no exterior por prazo de até dois anos pagarão 6% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Até então, a taxa de 6% só valia para empréstimos de até um ano.

Segundo Mantega, o objetivo da medida “é reduzir o ingresso de dólares no país e evitar uma valorização excessiva do real”.

“É para desencorajar a tomada de crédito no exterior para prazos mais curtos", disse o ministro.

A medida ainda visa reduzir a oferta de crédito no Brasil, cujo crescimento tem preocupado o Banco Central por temores de que possa estimular a inflação.

"Esperamos que o crédito aumente menos", afirmou Mantega.

"Está sobrando crédito e barato. Os bancos e as empresas estão tomando lá fora e trazem para cá, que tem taxas de juros mais elevadas."

Em março, o governo já aumentara o IOF de 5,38% para 6% e ampliara sua faixa de cobrança de empréstimos de 90 dias para um ano. Empréstimos com prazo superior eram isentos do imposto.

Gastos com aposentadorias devem mais do que dobrar até 2050, diz Banco Mundial

Júlia Dias Carneiro | 19:12, quarta-feira, 6 abril 2011

O Brasil passará a ter população predominantemente idosa em 2050, e as despesas com aposentadorias devem mais do que dobrar no período, passando a consumir 22,4% do PIB, de acordo com projeção do Banco Mundial.

Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira no Rio, em 2050 os setores de educação, saúde e previdência demandarão, juntos, 31,9% do PIB se não houver reformas adicionais até lá. Em 2005, esses gastos representavam 17,7% do PIB.

O estudo aponta que a população idosa vai mais do que triplicar nas próximas quatro décadas no Brasil, passando de menos de 20 milhões em 2010 para aproximadamente 65 milhões em 2050. Isso representará 49% da população em idade ativa, contra os 11% atuais.

Intitulado “Envelhecendo em um Brasil Mais Velho”, o relatório foi apresentado num seminário promovido pelo BNDES e pelo Banco Mundial.

O documento alerta que o Brasil vai ter menos tempo para reagir ao envelhecimento da população do que a maioria dos países desenvolvidos. Aqui, a previsão é de que a população com 65 anos dobre dos atuais 7% para 14% da população até 2031, levando 20 anos.

O ritmo é bem mais alto que do Reino Unido, que levou mais de 40 anos para fazer a mesma transição; dos Estados Unidos, que levou mais de 60 anos; e da França, que levou mais de 100 anos. A velocidade é a mesma que a enfrentada por Cingapura, Colômbia e Tailândia.

O relatório aponta que as próximas duas décadas são críticas para que o Brasil reaja com medidas que permitam um crescimento sustentado. “Até 2020, o Brasil passará pelo chamado bônus demográfico, quando a força de trabalho é muito maior do que a população dependente”, afirma Michele Gragnolati, principal autor do estudo.

Durante esse período, destaca, o Brasil poderia aumentar o seu PIB per capita em até 2,48 pontos percentuais por ano. Essa oportunidade, porém, não é automática, e “depende de instituições e políticas que transformem as mudanças demográficas em crescimento”, aponta.

Pedido da OEA sobe Belo Monte desencoraja ações ambientais, diz Patriota

Joao Fellet | 14:10, quarta-feira, 6 abril 2011

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta quarta-feira que o pedido da Organização dos Estados Americanos (OEA) pela suspensão das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, desestimula o investimento na área ambiental.

Segundo o ministro, o Brasil tem atuação exemplar na área ambiental e no respeito aos diretos indígenas, e o pedido da OEA desencoraja esse comportamento.

“O Brasil tem dado o exemplo nessas áreas, e a reação da comissão (Interamericana de Direitos Humanos, da OEA), acaba sendo um desestímulo para que países façam mais”, disse Patriota, segundo a Agência Brasil.

“Se quem está fazendo bem, não tem o esforço reconhecido, quem faz menos ainda vai achar: puxa, não adianta fazer esse esforço.”

Patriota afirmou que o governo enviará uma resposta ao pedido pela suspensão das obras e pela adoção de medidas em prol dos moradores da bacia do Xingu.

Na terça-feira, o Itamaraty disse que o governo recebeu a demanda da OEA com “perplexidade”.

O ministério afirmou que o “governo brasileiro considera as solicitações da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) precipitadas e injustificáveis”.

Em documento de 1º de abril, a OEA solicita que “se impeça qualquer obra de execução (em Belo Monte) até que sejam observadas condições mínimas”.

Entre essas condições estão uma nova consulta com as comunidades indígenas locais, que devem ter acesso a um estudo do impacto socioambiental da obra, e a adoção de “medidas vigorosas para impedir a disseminação de doenças” entre os índios.

Segundo novo índice do IBGE, preços da indústria subiram 6,21% no último ano

Júlia Dias Carneiro | 17:31, terça-feira, 5 abril 2011

De fevereiro do ano passado ao mesmo mês deste ano, o aumento de preços na indústria de transformação foi de 6,21%. O dado foi revelado pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), indicador que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela primeira vez nesta terça-feira.

De acordo com o IBGE, o novo índice mede a evolução dos preços de produtos “na porta da fábrica”, antes de serem acrescidos de impostos e dos custos de frete. “O que vamos medir são os preços com que a indústria vende o seu produto”, explica Alexandre Brandão, gerente do IPP.

“Se uma empresa produz aço e vende para o setor de automóveis, vamos coletar o preço com que ela vendeu, mas não o que o setor de automóveis pagou”, exemplifica. “Na diferença de um para o outro incidem os custos de impostos e de frete. Vamos medir aquilo que a indústria transforma em faturamento.”

A partir dos dados, será possível identificar se variações de preços estão ocorrendo na produção ou nas fases posteriores de distribuição.

De acordo com Brandão, o indicador ajudará o governo a detalhar a evolução de preços no país e poderá ser um elemento importante para desenvolver políticas econômicas e de combate à inflação, além de estabelecer um parâmetro de comparação para os setores da indústria que integram a pesquisa mensal.

Inicialmente, o IPP mede apenas os preços da indústria da transformação, baseando-se em um universo de 1,4 mil empresas de 23 setores diferentes. No futuro, o objetivo é abranger também preços de produtores de serviços e da agricultura.

A série histórica começa com dados desde janeiro do ano passado. Dos 23 setores pesquisados, 18 apresentaram alta nos preços entre fevereiro deste ano e do ano anterior.

A alta de 6,21% no período foi puxada pelos setores que apresentaram maior variação de preços: produtos têxteis, com 25,44% de aumento; alimentícios, com 16,90%, e produtos químicos como etileno e polipropileno, com variação de 13,59%.

De acordo como o IPP, as maiores quedas ao longo do mesmo período foram em equipamentos de informática (-8,74%) e a fabricação de equipamentos de transporte excluindo veículos automotores (-3,83%).

Agência de risco aumenta classificação do Brasil em um grau

Rafael Spuldar | 18:52, segunda-feira, 4 abril 2011

A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou em um grau a nota do Brasil, que passou de BBB- para BBB. Agora, o país está a oito graus da nota máxima, que é AAA.

Segundo a Fitch, quanto maior é a nota de um país, mais seguro ele é considerado pela agência para os investidores externos.

Como justificativa para o aumento da nota, a Fitch afirma que o Brasil tem um potencial de crescimento econômico sustentável entre 4% e 5%.

Além disto, a agência diz que o país continua fortalecendo a sua posição de liquidez externa, aumentando a sua "capacidade de absorção de choques".

"O governo de (Dilma) Rousseff mostrou sinais de um maior contenção fiscal, o que, ao lado de perspectivas saudáveis de crescimento, deve viabilizar uma queda no ônus da pesada dívida pública do Brasil", afirma o comunicado da Fitch.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a elevação da nota do Brasil é um reconhecimento de que a economia do país está mais sólida.

Mantega admitiu que esta melhora na classificação pode trazer mais dólares ao Brasil, o que desvalorizaria ainda mais a cotação da moeda americana em relação ao real - algo que o governo tem tentado evitar, com o objetivo de aumentar as exportações.

“Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, afirmou o ministro, segundo a Agência Brasil.

Mantega também afirmou que novas medidas podem ser tomadas para conter a entrada excessiva de dólares no Brasil.

Dilma é aprovada por 73% da população, diz Ibope

Rodrigo Durão Coelho | 17:27, sexta-feira, 1 abril 2011

A primeira pesquisa Ibope sobre o governo de Dilma Rousseff, divulgada nesta sexta-feira, aponta que a presidente tem a aprovação de 73% da população e é reprovada por 12%. Cerca de 14% dos entrevistados disseram não saber julgar ou não quiseram responder.

O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 141 municípios brasileiros.

A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pediu para os entrevistados avaliarem o governo em nove áreas.

De acordo com o levantamento, as políticas de combate à fome e à pobreza e as medidas de redução do desemprego são as mais em avaliadas pelos eleitores, com 61% e 58% de aprovação, respectivamente.

As áreas com maiores percentuais de insatisfação, por outro lado, são a de Impostos e Saúde, ambas com 53% de desaprovação.

Ainda segundo a pesquisa, 56% dos eleitores entrevistados consideram o governo Dilma “ótimo” ou “bom” e apenas 5% “ruim” ou “péssimo”. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outro levantamento, divulgado pelo instituto Datafolha no último dia 20 de março, apontava que 47% dos brasileiros consideram o governo Dilma “ótimo” ou “bom”.

Produção industrial tem a maior alta desde março de 2010

Paula Adamo Idoeta | 10:03, sexta-feira, 1 abril 2011

A produção industrial cresceu 1,9% em fevereiro em relação a janeiro, a maior alta mensal desde março de 2010 - quando a taxa foi de 3,5% - de acordo com dados divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE.

A taxa já desconta influências sazonais.

Em comparação com fevereiro do ano passado, o aumento da produção industrial foi de 6,9%, ritmo mais intenso que o observado na mesma comparação nos dois meses anteriores.

O IBGE, no entanto, ressalta que o resultado pode ter sido influenciado pelo fato de fevereiro deste ano ter tido dois dias úteis a mais que o mesmo mês do ano passado.

Nos últimos 12 meses, o índice acumula aumento de 8,6%.

Segundo o IBGE, a elevação do ritmo da atividade industrial foi observada em 17 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para os setores de alimentos (aumento de 6,7%) e de veículos automotores (4,7%).

Em contrapartida, puxaram o índice para baixo as quedas dos setores de materiais eletrônicos e equipamentos de comunicação (-5,7%), edição e impressão (-4%) e produtor químicos (-3,7%).

No acumulado do ano, sob a ótica das categorias de uso, os maiores aumentos da indústria vêm dos setores de bens de consumo duráveis (carros e eletrodomésticos, por exemplo) e de bens de capital (maquinários e equipamentos, por exemplo).

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