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Ministério das Cidades é o mais afetado com cortes no orçamento

Mariana Della Barba | 22:15, segunda-feira, 28 fevereiro 2011

Ministros da gestão Dilma Rousseff detalharam nesta segunda-feira como se dará o corte de R$ 50 bilhões nas despesas do governo federal no orçamento de 2011, anunciado no dia 9.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, explicaram que do valor total, R$ 32 bilhões equivalem a despesas de custeio e R$ 18 bilhões são referentes basicamente a investimentos previstos em emendas parlamentares.

Em termos nominais, o maior corte de despesas discricionárias foi no Ministério das Cidades, com redução de R$ 8,57 bilhões no Orçamento.

Segundo a ministra, o corte afetará o Programa Minha Casa Minha Vida, mas ressaltou que o programa terá R$ 1 bilhão a mais do que em 2010, totalizando R$ 7,6 bilhões.

O segundo maior corte ocorreu no ministério da Defesa, com R$ 4,38 bilhões, seguido pelo ministério da Educação, cuja verba foi reduzida em R$ 3,10 bilhões.

No caso das despesas obrigatórias, a maior redução será no valor total de subsídios, subvenções e Proagro (seguro agrícola) pagos pelo governo, com corte de R$ 8,92 bilhões.

Segundo Guido Mantega, em 2010, o governo gastou R$ 5 bilhões em subsídios, lembrando que a programação orçamentária inicial para esse ano previa R$ 14 bilhões em subsídios. “Existe margem para reduzir para R$ 7 bilhões”, disse.

O ministro afirmou ainda que não há previsão para gastos com a compra de caças em 2011. “Não temos recursos disponíveis este ano para a compra de caças, não temos espaço fiscal.”

Alagoas é 1º Estado no ranking da violência no Brasil, diz estudo

Rafael Spuldar | 15:30, quinta-feira, 24 fevereiro 2011

Um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça aponta que Alagoas lidera o ranking dos Estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.

A pesquisa Mapa da Violência aponta o Espírito Santo em segundo lugar na lista dos mais violentos, com 56,4 homicídios por 100 mil habitantes, seguido por Pernambuco, com uma taxa de 50,7 por 100 mil.

Ainda segundo o estudo, o Piauí é o Estado com menor número de homicídios, com 12,4 casos para cada 100 mil habitantes. A pesquisa foi elaborada com dados de 2008.

Os números representam um salto de Alagoas no ranking da violência: em 1998, o Estado nordestino era o 11º colocado.

A queda mais significativa ficou com São Paulo, que passou do quinto para o 25º lugar em dez anos, com uma taxa de 14,9 homicídios por 100 mil habitantes.

Já o Rio de Janeiro, que era terceiro na lista em 1998, caiu para sétimo em 2008, com 34 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Em dez anos, a maior alta na taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes ocorreu no Maranhão, com 297% de aumento. Na Bahia, a alta foi de 237,5%, enquanto no Pará foi de 193,8%.

A maior queda ocorreu em São Paulo, que registrou um decréscimo de 62,4% na taxa de homicídios. Considerando as 27 Unidades da Federação, 16 tiveram aumento nas suas taxas, enquanto houve recuo em 11.

O total de homicídios registrados no Brasil em 2008 foi de 50.113, contra 47.707 no ano anterior. Em 1998, o número foi de 41.950, o que representa alta de 17,8% em dez anos - aumento levemente superior ao da população do mesmo período, que ficou em 17,2%.

Brancos e negros

Segundo o Mapa da Violência, a tendência no Brasil é de queda no número de homicídios na população branca e de aumento na população negra. Em 2008, de acordo com o estudo, morreram 103,4% mais negros do que brancos vítimas de homicídio. Em 2005, esta taxa foi de 67,1%.

Em 2008, a Paraíba registrou 1.083% mais mortes de negros por homicídio do que de brancos, sendo este o Estado com o pior resultado neste critério. Em segundo, fica Alagoas, com 974,8%. Já no Paraná, morrem 34,7% menos negros devido a homicídios do que brancos.

Ainda segundo a pesquisa, em 2008, morreram no Brasil 127,6% mais jovens negros vítimas de homicídios do que jovens brancos. Em 2005, a proporção era de 77,8%.

Janeiro tem menor desemprego para o mês desde 2003, diz IBGE

Rafael Spuldar | 12:27, quinta-feira, 24 fevereiro 2011

A taxa de desemprego em janeiro ficou em 6,1%, segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o menor índice registrado no primeiro mês do ano desde 2003.

O índice de janeiro representa alta de 0,8 ponto percentual em relação a dezembro, quando foi de 5,3%, mas apresentou queda de 1,1 ponto percentual se comparada com janeiro de 2010 (7,2%).

A população desocupada nas seis capitais pesquisadas pelo IBGE foi de 1,423 milhão, representando alta de 13,7% em relação a dezembro e uma queda de 15,6% na comparação com janeiro do ano passado.

Já a população ocupada (22,08 milhões) recuou 1,6% em relação a dezembro e cresceu 2,2% se comparada a janeiro de 2010.

A região metropolitana com a maior taxa de desocupação em janeiro foi Salvador, com 10,7%. A menor foi registrada em Porto Alegre, com 4,2%.

Geração de empregos

Pouco depois da divulgação do índice de desemprego pelo IBGE, o Ministério do Trabalho e Emprego anunciou os novos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números apontam a criação de152.091 novas vagas em janeiro de 2011 - alta de 0,42% em relação a dezembro.

De acordo com o ministério, o mês passado registrou o segundo melhor número da série histórica iniciada em 1992, perdendo apenas para janeiro de 2010, quando foram criadas mais de 184 mil vagas.

Nos últimos 12 meses, 2.107.619 postos de trabalho formais foram criados - uma expansão de 6,23% em relação aos 12 meses anteriores.

As informações do Caged indicam que dois setores da atividade econômica tiveram geração recorde de empregos em janeiro: serviços e extrativa mineral. Já comércio e administração pública tiveram queda - segundo o ministério, por razões sazonais.

* Atualizado às 13h16

Senado aprova salário mínimo de R$ 545

Mariana Della Barba | 23:19, quarta-feira, 23 fevereiro 2011

 O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira o aumento do salário mínimo de R$ 540 para R$ 545. A proposta, que já havia passado por votação na Câmara dos Deputados, começa a valer em 1º de março.

Com a decisão do Senado, o projeto agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. Segundo o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), ela deve assiná-lo até o fim deste mês.

Durante a votação, foram rejeitadas três propostas de emendas: duas que alteravam o valor para R$ 600 e R$ 560 e uma terceira determinando a retirada do artigo sobre reajustes futuros do mínimo.

Assim, ficou estabelecido que até 2015 o valor do salário mínimo será reajustado apenas via decreto presidencial.

Críticas

O valor de R$ 545, proposto pelo governo, havia sido criticado pelas centrais sindicais e pela oposição antes de ser aprovado na Câmara, na última quarta-feira (16).

A aprovação do novo mínimo ocorre em um momento no qual integrantes do governo, sob orientação da presidente  têm sido pressionados a conter gastos e equilibrar as contas públicas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no início de fevereiro o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União para 2011. A maior parte da redução de gastos ocorrerá no custeio do setor público. Também foram suspensas a realização de concursos e as nomeações de servidores concursados.

O economista Felipe Salto, analista da Tendências Consultoria, avalia que cada R$ 1 dado de reajuste no mínimo representa um aumento de cerca de R$ 280 milhões nas contas do governo federal.

Leia também: Para analistas, corte de gastos abriria espaço para mínimo maior

Empresários brasileiros sinalizam queda no otimismo

Paula Adamo Idoeta | 13:11, quinta-feira, 17 fevereiro 2011

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira sinaliza que os empresários brasileiros da indústria estão menos otimistas do que há um ano.

No índice calculado pela confederação, a confiança do empresariado caiu 6 pontos em fevereiro deste ano em relação ao mesmo mês em 2010 (de 67,8 pontos para 61,8).

A queda foi observada em todos os portes de empresa, principalmente na região Sul do país.
Para o economista Marcelo Azevedo, da CNI, o resultado é motivado pelo esfriamento da atividade econômica nos últimos meses.

“Em fevereiro do ano passado, a indústria estava em um momento muito bom”, disse o economista, segundo comunicado divulgado pela entidade.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) oscila entre zero e cem pontos, sendo que percepções acima de 50 pontos indicam que os empresários estão confiantes. Ou seja, apesar da queda em fevereiro, a pesquisa mostra que o empresariado continua confiante.

Segundo a CNI, o índice de 61,8 também está 2,1 pontos acima da média histórica.

A pesquisa foi feita entre 31 de janeiro e 14 de fevereiro, com 1.839 empresas, de pequeno, médio e grande porte.

Sucesso em energia limpa requer mais investimentos, diz Ipea

Paula Adamo Idoeta | 14:22, terça-feira, 15 fevereiro 2011

O Brasil tem “potencial” para alcançar um modelo energético menos poluente e economicamente viável se houver mais pesquisas e investimentos do Estado, diz estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça.

O estudo, chamado “Energia e Meio Ambiente no Brasil”, conclui que, para ser bem-sucedido nesse modelo, o Brasil precisa investir em pesquisa, distribuir melhor seus recursos e promover incentivos à produção de energia renovável.

O texto afirma que “muito mais do que um sacrifício para a economia nacional, a sustentabilidade ambiental deve ser vista como uma oportunidade para o desenvolvimento sócio-econômico. Esse raciocínio segue a tendência mundial, talvez irreversível, de uso de energias alternativas com responsabilidade social e ambiental”.

O desafio em relação aos biocombustíveis, para os autores da pesquisa, é se tornarem competitivos frente aos derivados de petróleo. O estudo pede mecanismos “capazes de remunerar o esforço da produção sustentável em toda a cadeia (produtiva)”, incluindo subsídios e renúncia fiscal por parte do governo.

No caso do etanol, o consumo, que foi de 25 bilhões de litros em 2009, deve chegar a 60 bilhões em 2017, segundo projeções.

A produção de energia eólica também tende a crescer – o setor ganhou mais 41 usinas nos últimos anos –, e o mercado de resíduos sólidos também oferece oportunidades para a geração de energia, mas “ainda carece de políticas de incentivo no Brasil”, segundo o Ipea.

Para o instituto, esses setores necessitam da interferência do Estado para crescerem em importância. “É necessário debater alternativas de compensação financeira – para municípios ou para a agricultura – para atividades de produção de energia renovável, (de forma) semelhante aos royalties do petróleo.”

Petróleo

Apesar disso, as atuais projeções apontem para uma maior dependência de combustíveis fósseis.


Atualmente, o consumo anual de petróleo no Brasil é estimado em 1,34 tonelada equivalente (tep) por habitante, média inferior à mundial (1,78 tep por habitante). Mas a tendência é que o consumo aumente significativamente no Brasil até 2030, segundo dados do Ministério de Minas e Energia citados pelo Ipea. Essa tendência de crescimento já era observada antes mesmo das descobertas do pré-sal.

Vendas do varejo têm maior crescimento anual desde 2001, diz IBGE

Rafael Spuldar | 13:06, terça-feira, 15 fevereiro 2011

As vendas no varejo fecharam 2010 com crescimento de 10,9%, o maior valor acumulado desde 2001, segundo informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com levantamento do IBGE, o volume de vendas em dezembro do ano passado não teve variação em relação ao mês anterior, mas teve alta de 10,1% na comparação com dezembro de 2009.

O maior impacto no resultado do comércio varejista em 2010 foi do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujas vendas tiveram alta de 9% em relação a 2009 - o que corresponde a 39,9% da taxa anual.

Segundo o IBGE, o desempenho reflete o aumento do poder de compra da população decorrente do aumento da massa de salário da economia, obtida pela melhora da renda e do emprego, e da expansão do crédito.

Das 27 Unidades da Federação, 16 tiveram alta nas vendas em dezembro na comparação com o mês anterior, enquanto 11 tiveram queda. Os melhores resultados ocorreram em Roraima (3,8%), Acre (3,7%) e Piauí (2%). As principais quedas foram no Amapá (-1,9%), Bahia (-1,4%), Alagoas e Paraná (-1,3% cada um).

A pesquisa é realizada com oito atividades do comércio: móveis e eletrodomésticos; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; combustíveis e lubrificantes; livros, jornais, revistas e papelaria; e outros artigos de uso pessoal e doméstico.

Operação da PF prende policiais acusados de corrupção no Rio

Rafael Spuldar | 14:21, sexta-feira, 11 fevereiro 2011

Uma operação da Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira 45 mandados de prisão no Rio de Janeiro contra suspeitos de corrupção e ligação com o tráfico de drogas. Entre eles, estão policiais civis e militares.

Batizada de Operação Guilhotina, a ação da PF mobiliza cerca de 600 agentes, entre policiais federais e das forças de segurança estaduais. Até o fim da manhã desta sexta-feira, 28 pessoas haviam sido detidas na operação.

Os policiais suspeitos - 11 agentes da Polícia Civil e 21 PMs - são acusados de trabalhar como informantes de chefes do tráfico de drogas e também são investigados por,envolvimento com a venda ilegal de armas, com a segurança de pontos de jogos clandestinos e com milícias.

Segundo a PF, os suspeitos seriam responsáveis pelo roubo de produtos apreendidos durante operações policiais, como ocorreu durante a ocupação do Complexo do Alemão.

A Polícia Federal diz ainda que as investigações começaram com o vazamento de informações durante outra operação, que pretendia prender o traficante conhecido como Rupinol, que atuava junto de Antonio Bonfim Lopes, o Nem, apontado como chefe do tráfico nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na zona sul do Rio.

Dois helicópteros e quatro lanchas das forças estaduais de segurança foram mobilizadas para ajudar na Operação Guilhotina.

Reservas internacionais chegam à marca de US$ 300 bilhões

Paula Adamo Idoeta | 17:02, quinta-feira, 10 fevereiro 2011

As reservas internacionais do Brasil, espécie de “seguro” financeiro que costuma auxiliar uma economia em momentos de crise, chegaram à marca de US$ 300 bilhões, segundo o Banco Central.

A posição das reservas na última quarta-feira – e divulgada nesta quinta no site do BC – é de US$ 300,271 bilhões.

Nos últimos três anos, o Brasil foi um dos países que mais turbinaram seu volume de reservas, considerando os dez maiores do ranking. Desde 2007, a cifra cresceu 65%, atrás da China (+ 73%) e Hong Kong (80%).

Na China, primeira do ranking, as reservas chegam a US$ 2,6 trilhões. Na Índia, até o mês passado, o volume era de US$ 299,3 bilhões.

A elevação das reservas brasileiras é reflexo das compras de dólar efetuadas pelo Banco Central, na tentativa de evitar uma valorização ainda mais forte da moeda brasileira.

Ao mesmo tempo em que funciona como um seguro em períodos de turbulência financeira, a manutenção das reservas também impõe um custo ao país, já que, ao adquirir a moeda americana, o governo brasileiro aumenta sua dívida em reais, que paga a maior taxa de juros do mundo (11,25% ao ano).

Como o Brasil continua sendo um dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo, a tendência é de que as reservas em dólar do país cresçam ainda mais.

Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no Orçamento

Paula Adamo Idoeta | 19:03, quarta-feira, 9 fevereiro 2011

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira um corte de R$ 50 bilhões nas despesas previstas pelo Orçamento Geral da União para este ano.

O corte é mais do dobro do montante bloqueado no Orçamento do ano passado – R$ 21,8 bilhões –, que havia sido o maior contingenciamento feito em oito anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A redução é anunciada num momento em que a inflação preocupa o governo. Na última terça, o IBGE anunciou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro subiu 0,83%, maior aumento desde abril de 2005.

O Orçamento, aprovado pelo Congresso no ano passado, previa R$ 2,073 trilhões para 2011. Com o corte, o valor cai para R$ 2,023 trilhões, segundo a Agência Brasil.

O ministro da Fazenda disse que os cortes almejam manter a “solidez fiscal”, a redução do deficit nominal do país e a redução da dívida líquida, para garantir a expansão do investimento público e privado e permitir uma futura redução na taxa de juros.

O Orçamento foi calculado com base em uma previsão do PIB de R$ 4,5 trilhões e de um salário mínimo de R$ 545.

 Mantega disse que serão retirados os “estímulos, desonerações e subsídios” estabelecidos após a crise econômica global de 2008.

Segundo o ministro, todos os ministérios serão afetados pelas reduções, mas os programas sociais do governo não sofrerão cortes.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que fez o anúncio ao lado de Mantega, disse que “a eficiência dos gastos públicos será um mantra, uma tarefa permanente do governo”.

Grupos indígenas entregam ao governo petição contra Belo Monte

Joao Fellet | 20:09, terça-feira, 8 fevereiro 2011

Representantes de comunidades ribeirinhas, de grupos indígenas e de ONGs que atuam na bacia do rio Xingu entregaram nesta terça-feira no Palácio do Planalto um documento pedindo a suspensão do licenciamento da usina de Belo Monte, no Pará.

Eles afirmam que a usina causará grande prejuízo ao meio-ambiente e à população que vive na região.

A comissão, integrada pela Aliança em Defesa dos Rios Amazônicos e pelo Movimento Xingu Vivo, foi recebida pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência em exercício, Rogério Sotilli, que substitui Gilberto Carvalho, em viagem ao Senegal.

O grupo entregou a Sotilli uma petição contrária à construção da usina assinada por 604 mil pessoas. Eles também reivindicaram maior participação da sociedade civil nos projetos energéticos nacionais.

Presente ao encontro, o cacique caiapó Raoni Metuktire pediu uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para tratar do tema.

Em nota, a Secretaria Geral da Presidência diz que Sottili se comprometeu a levar o documento à presidente Dilma Rousseff.

"Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo", ele afirmou.

Antes da reunião, os grupos contrários à construção da usina fizeram um protesto em frente ao Palácio do Planalto. Se erguida, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo.

IPCA sobe 0,83%, maior taxa desde abril de 2005

Paula Adamo Idoeta | 09:45, terça-feira, 8 fevereiro 2011

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – inflação oficial utilizada pelo governo - subiu 0,83% em janeiro de 2011, a maior taxa desde abril de 2005, quando foi de 0,87%, informou o IBGE nesta terça-feira.

Trata-se também de um aumento de 0,2 ponto percentual com relação a dezembro de 2010.

O índice foi puxado para cima principalmente pelos aumentos de preços em alimentos, bebidas e transportes.

O grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 1,16%, principalmente devido ao aumento de preços do tomate, da cenoura, de frutas e de hortaliças. O preço das carnes, que vinha em tendência de alta, apresentou leve queda em janeiro.

No grupo transportes, a alta de 1,55% refletiu o reajuste de preços nas tarifas de ônibus urbanos.

A inflação medida pelo IPCA é calculada pelo IBGE desde 1980, em nove regiões metropolitanas do país e em Brasília e Goiânia.

O índice de janeiro foi calculado pelos preços vigentes entre 29 de dezembro de 2010 e 28 de janeiro de 2011, em comparação com os 30 dias anteriores.

Falha em sistema de proteção teria causado apagão no NE, diz Lobão

Rafael Spuldar | 12:50, sexta-feira, 4 fevereiro 2011

O apagão registrado em sete Estados do Nordeste na madrugada desta sexta-feira teve como provável causa a pane de um equipamento em uma subestação de energia localizada em Pernambuco, segundo informou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

O blecaute atingiu Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O defeito teria ocorrido na subestação Luiz Gonzaga, no município pernambucano de Jatobá (próximo à divisa com a Bahia). A falha, segundo Lobão, teria sido no sistema de proteção do local, o que desligou uma linha de transmissão de 500 kV.

Depois disto, à 0h25 desta sexta-feira, mais seis linhas de transmissão foram desativadas, ativando o sistema de proteção da rede. Isto levou ao desligamento de três usinas: Xingó, Paulo Afonso e Luiz Gonzaga.

Para evitar que o blecaute atingisse o país, o Operador Nacional do Sistema (ONS) isolou imediatamente toda a região Nordeste.

O trabalho de religamento da energia na região começou à 1h e só terminou por volta de 6h, segundo a ONS. O Estado que ficou mais tempo sem energia foi o Rio Grande do Norte, onde o serviço foi restabelecido às 4h (horário de Brasília).

O ministro disse que o apagão não é motivo para preocupação. "O nosso sistema funciona muito bem", afirmou Lobão. "Tem falhas em todos os países do mundo".

Na próxima segunda-feira, uma reunião entre o ministro, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a ONS irá discutir as causas do apagão.

Ao Congresso, Dilma promete combate à inflação e 'rigor' nos gastos

Fabricia Peixoto | 19:58, quarta-feira, 2 fevereiro 2011

Em mensagem ao Congresso Nacional nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff voltou a ressaltar o combate à inflação como “prioridade” de seu governo, acrescentando ainda que os gastos públicos serão realizados com “rigor”.

“Manteremos a estabilidade econômica como valor absoluto. Defendemos ações firmes no combate à inflação e rigor no uso do dinheiro do contribuinte”, disse a presidente, em discurso que marcou o início dos trabalhos no Legislativo.

Sobre o reajuste do salário, cuja votação no Câmara está prevista para o próximo mês, Dilma não falou em valores, mas disse que defende a regulamentação de uma política de reajuste sempre acima da inflação.

Ao mesmo tempo, a presidente indicou que esse valor deve ser “compatível” com a capacidade fiscal do governo.

O assunto tem sido motivo de intensa negociação entre governo, centrais sindicais e parlamentares.

“A manutenção de regras estáveis (para o reajuste) é um pacto deste governo com os trabalhadores, que terão reajustes acima da inflação e compatíveis com a capacidade financeira do Estado brasileiro”, disse.

Dirigindo-se aos parlamentares, Dilma sugeriu ainda um “pacto social”, capaz de eliminar a pobreza extrema no país, uma das principais bandeiras de seu governo.

“É vergonhoso que um país capaz de produzir 149 milhões de toneladas de grãos ainda tenha cidadãos passando fome”, disse.

Indústria cresce 10,5% em 2010, maior expansão desde 1986

Rafael Spuldar | 12:23, quarta-feira, 2 fevereiro 2011

O crescimento da produção industrial brasileira em 2010 foi de 10,5%, a maior expansão anual do setor desde 1986, segundo informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isto, a indústria nacional reverteu a queda de 7,4% ocorrida em 2009. No entanto, o número fica abaixo do crescimento médio dos onze meses anteriores, de 11,2%.

Em dezembro de 2010, o setor apresentou recuo de 0,7% em relação ao mês anterior, mas avançou 2,7% na comparação com dezembro de 2009.

De acordo com o IBGE, a produção no último trimestre de 2010 foi 3,3% superior à do quarto trimestre de 2009, mas ficou praticamente estável (-0,1%) na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Já o crescimento da indústria no segundo semestre de 2010 foi de 5,6% em relação ao mesmo período de 2009, bem inferior ao avanço registrado no primeiro semestre (16,2%), quando comparado com os seis primeiros meses do ano anterior.

O setor de bens de capital teve o maior crescimento acumulado no ano, com 20,8%. O pior resultado foi dos bens de consumo semiduráveis e não-duráveis, com 5,2%.

Dos 27 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, 25 tiveram variação positiva no acumulado do ano. Os melhores desempenhos foram de veículos automotores (24,2%) e máquinas e equipamentos (24,3%).

Os setores de produtos do fumo (-8,0%) e de outros equipamentos de transporte (-0,1%) foram os únicos que recuaram em 2010.

Candidato de Dilma, Marco Maia é eleito presidente da Câmara

Mariana Della Barba | 23:00, terça-feira, 1 fevereiro 2011

Candidato do governo Dilma Rousseff à Presidência da Câmara, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) foi eleito para o cargo nesta terça-feira, horas depois da posse da atual legislatura.

Maia conquistou 375 votos, enquanto Sandro Mabel, em 2º lugar na disputa, ficou com a preferência de 106 deputados.

Chico Alencar (PSOL-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), que registraram suas candidaturas nesta terça-feira, ficaram com 16 e 9 votos respectivamente. Três deputados votaram em branco.

Para se eleger sem a necessidade de um segundo turno, Maia precisava de maioria simples: pelo menos metade dos votos mais um, ou seja, 255.

Pela tradição da Câmara, os partidos de maior representatividade na casa têm a prerrogativa de ocupar a Presidência. PT e PMDB chegaram a um acordo que prevê o rodízio do cargo a cada dois anos.

Assim como Maia, Mabel também é tido como um candidato da base governista, mas decidiu lançar sua candidatura mesmo sem o apoio de seu partido, na tentativa de conquistar os votos do chamado “baixo clero”.

Impacto

Muitos avaliam como “significativo” o grau de descontentamento de deputados nesse início de governo, principalmente em função dos cortes de gastos que vêm sendo defendidos pela presidente Dilma, com possível  impacto na liberação de verbas para emendas parlamentares.

Mesmo com a vitória de Maia, a diferença de votos entre os dois candidatos – que ficou abaixo do previsto – deverá acender o sinal amarelo no governo.

A avaliação corrente é de que o placar é apenas um dos primeiros sinais das dificuldades que o governo Dilma poderá enfrentar na Câmara – uma delas na votação sobre o salário mínimo, prevista para o mês que vem.

Sarney é reeleito para Presidência do Senado

Fabricia Peixoto | 14:21, terça-feira, 1 fevereiro 2011

O senador José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito nesta terça-feira para a Presidência do Senado Federal, cargo que ocupará pela 4ª vez em seus 35 anos na Casa. Dois desses mandatos foram cumpridos durante o governo Lula.

A votação abriu os trabalhos na Casa, que estava em recesso desde o final de dezembro. Sarney obteve 70 votos contra 8 de seu adversário na disputa, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Logo depois de eleito, Sarney lembrou sua trajetória no Legislativo, onde já atingiu 56 anos de mandato, sendo 35 deles no Senado. “Ultrapassei nosso patrono, Ruy Barbosa”, disse o presidente reeleito, emocionado.

Apoiado pelos partidos que integram a base da presidente Dilma Rousseff, Sarney assume um Senado com forte maioria governista: cerca de 59 dos 81 que compõe a Casa são aliados do novo governo.

Em 2009, a gestão de Sarney na presidência do Senado foi abalada pelo escândalo dos chamados atos secretos – decisões administrativas, envolvendo inclusive casos de nepotismo, que muitas vezes não eram tornadas públicas.

Sarney prometeu uma reforma administrativa, mas o assunto ainda está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

O presidente da Câmara dos Deputados também será definido em votação, no início da noite desta terça-feira.

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