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Para aliados de Dilma, onda evangélica contribuiu para queda

Fabricia Peixoto | 2010-10-04, 1:17

Enquanto o comitê de campanha de Dilma Rousseff ainda digeria a ideia de um 2º turno, alguns interlocutores mais próximos já apostavam em uma das possíveis explicações para a perda de pontos na reta final: o poder do movimento evangélico no país.

A avaliação é de que a campanha da candidata petista teria "demorado demais" em dar uma resposta à onda de comentários na internet apresentando a ex-ministra como uma candidata pouco religiosa e a favor do aborto.

O que a princípio parecia um "boato passageiro", na opinião do comitê, acabou dominando os sites de relacionamento pessoal nos últimos dias, gerando um movimento "em massa" de evangélicos desconfiados sobre o posicionamento religioso da candidata.

Não à toa esse foi o principal tema do último programa de Dilma na TV e no rádio, na quinta-feira, quando a candidata usou seu tempo para reiterar sua posição contrária ao aborto e garantir que "respeitará todas as religiões", se eleita.

"O tom da resposta até veio à altura. Mas talvez tenha demorado um pouco demais", disse um interlocutor.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 14:22 em 2010-10-04, Micky Oliver /MG escreveu:

    Até parece que os evangélicos estão acima de qualquer suspeita! Muitos ali são EX-alguma coisa! O eleitor que votou na Marina em grande parte o fez pelo fato dela também ser evangélica,mas mostra-nos também que se todos eles tivessem votado nela,ela teria vencido ou pelo menos ido ao 2º turno.

  • 2. às 15:51 em 2010-10-04, marcelo escreveu:

    Olha Fabrício, não são "comentários" como você colocou. O que circula na internet é um vídeo em que a Dilma se diz favorável ao aborto. Procure no Youtube por "Dilma defende o aborto em sabatina na Folha"

  • 3. às 16:06 em 2010-10-04, marcelo escreveu:

    Olha, não sei bem por que meu comentário não foi publicado. "A onda de comentários" a que o texto se refere, na verdade foi um vídeo em que a próprida Dilma aparece defendendo o aborto. Ele está na internet como "Dilma defende o aborte em sabatina da Folha"

  • 4. às 17:55 em 2010-10-04, Roberto Küll Júnior escreveu:

    Carta Magna - Capítulo V (ART. 220 a 224) Da Comunicação Social

    Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
    § 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV .

    § 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

    § 3º - Compete à lei federal:

    I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao poder público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;

    II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

    § 4º - A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.


    Fabrícia Peixoto todos nós temos o direito de defendermos nossas bandeiras ideológicas. Não fabrico notícias, não desrespeito ninguém e nem tenho a presunção de ser dono da verdade. Defendo quem acredito ser bom e íntegro. Defendo também, o direito a liberdade de expressão.

    Fico chateado com alguns políticos que estão querendo suprimir esse direito. Eles estão investindo pesado contra os blogs que não os agradam. Pergunto-me, o por quê dessa violência de tirar os blogs do ar?

    Isso é uma violência e para mim, a violência denota dúvida de si próprio e de seus ideais. Denota fraqueza de caráter. É por isso, que concordo com a matéria que a VEJA publicou sob a Ed.2184 - ano 43 - nº38 de 29 de setembro de 2010, que traz na capa esse mesmo artigo supracitado da Constituição e sob o título de: "A LIBERDADE SOB ATAQUE".

    Já pensou você sem liberdade de escrever uma matéria?
    Recorda-se da censura?

    Voltaire também criticou no seu tempo os ataques a liberdade e os abusos, dizendo: "...Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."

    A impressa brasileira defende esse estandarte. A BBC BRASIL defende esse estandarte, assim creio.

    Por fim, devemos sempre ser respeitoso uns com os outros.
    Com o meu comentário anterior, ainda não publicado, não pretendi ser desrespeitoso e nem tive a pretensão de o sê-lo.
    Alguns erros denotam apenas o furto da minha paz interior.
    Um abraço.

  • 5. às 23:27 em 2010-10-04, lúcio asfora escreveu:

    A campanha do Serra invadiu, afoita, o 2o. turno, anunciando que o candidato está pronto para herdar os votos da Marina, boa parte dos quais migrados da Dilma durante a razia contra ela. Difícil encontrar alguém que não saiba dessa transferência, como pode até tê-la vivido. Aí mora o perigo, para os serristas, que se recusam a considerar, ou apenas fingem, que os arrependidos em nenhum momento cogitaram de optar por Serra; por uma singela razão: eles nunca pretenderam - não naquele momento - votar CONTRA Dilma, mas NÃO VOTAR NELA. Com Serra, nem para ir ao céu, conforme se depreende de escolha idêntica dos evangélicos. A aritmética das urnas comprova que só os números dele salvaram a reputação dos institutos de pesquisa. "Ninguém se perde no caminho de volta", dizem, e se assim é, os votos desgarrados permanencem a prudente distância do PSDB. Podem, sim, juntar-se aos brancos ou nulos, num percentual de causar arrepios a uma e a outro, tanto ou mais do que provocou o "efeito Marina". É principalmente sobre o contingente, ainda considerável, dos votos próprios desta que se atirarão os dois sobreviventes. Vista da perspectiva do dia seguinte, a derradeira etapa da campanha pode se tornar tão ou mais complicada do que o primeiro turno, para José Serra.
    Rio/RJ.

  • 6. às 2:46 em 2010-10-05, Márcio Mendonça escreveu:

    Eu não diria que é uma 'onda', não. Nós, evangélicos não somos uma onda. O fato é que estamos, aos poucos, tomando consciência de que podemos mudar o rumo da nossa história. Muito raramente somos mencionados, a menos que alguma novela resolva retratar o 'crente' como um louco fanático. Essa é a hora que podemos nos impor como parte ativa desta nação. Não somos uma ceita escondida, somos a segunda maior religião deste país. E se os católicos estão conosco, somos muito mais.
    O fato meus caros, não é preocupação com a religiosidade de Dilma: "O que a princípio parecia um "boato passageiro", na opinião do comitê, acabou dominando os sites de relacionamento pessoal nos últimos dias, gerando um movimento "em massa" de evangélicos desconfiados sobre o posicionamento religioso da candidata." - Não estamos 'desconfiados' sobre o posicionamento religioso de Dilma, mas estamos desconfiados do seu posicionamento ético mediante temas mais do que polêmicos como aborto, PNDH3, a lei que dá mais direitos aos homossexuais, e por aí vai.

  • 7. às 18:54 em 2010-10-06, Evandro Lima escreveu:

    Na minha opinião quem deveria decidir sobre o aborto é a sociedade através de um plebiscito.
    O estado é laico, e por isso o governante que foi escolhido pela sociedade não deve deixar que sua religião atrapalhe suas decisões.
    Não confundam estado com nação, que são coisas diferentes.

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