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Obama, a ressurreição dos EUA

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Rogério Simões | 2008-11-05, 7:00

obamapresidente.jpgAs palavras mais associadas à candidatura, e agora vitória, de Barack Obama são "mudança" e "esperança". Mas, mantendo o espírito bíblico que o senador democrata tanto gosta de usar em seus emocionantes discursos, é possível falar também em "ressurreição". Ressurreição de uma nação, a mais poderosa do planeta, que ao longo dos últimos oito anos perdeu o rumo e a confiança em si mesma.

Analistas têm dito, e repetirão nos próximos dias, que a crise econômica americana foi decisiva na vitória histórica de Obama. No dia 15 de setembro, os americanos acordaram com a notícia da quebra do banco Lehman Brothers e do resgate financeiro do Merrill Lynch. Dias depois, Obama superava John McCain nas pesquisas de opinião. A crise não era nova, mas o desastre de grandes instituições significou o auge da desintegração do espírito americano e deu forças ao candidato da oposição. Assim como o anúncio oficial de que não havia armas de destruição em massa no Iraque ou a incompetência do governo federal em lidar com a tragédia do furacão Katrina, a crise financeira fez os americanos acordarem para um fato incontestável: do jeito que o país estava não era possível continuar.

Barack Obama venceu a disputa presidencial porque representava, mais do que ninguém, a necessidade de mudança. Os Estados Unidos estavam derrotados, na sua política externa, na sua economia e até mesmo na sua infra-estrutura. Justin Webb, repórter da BBC em Washington, falou em seu blog sobre pontes na Pennsylvania praticamente caindo aos pedaços. Como escreveu o influente jornalista americano Thomas Friedman, no New York Times: "Nós não somos mais tão poderosos como éramos". A grande América estava de joelhos, sem armas ou estratégia para vencer suas guerras e sem dinheiro para salvar seus bancos e endividados proprietários de imóveis.

Obama simboliza uma nova era e não poderia ser mais diferente do que o atual chefe de governo. George W. Bush, filho de um ex-presidente, chegou à Casa Branca com um projeto decidido entre quatro paredes, construído pelo estrategista político Karl Rove e associado a interesses empresariais texanos. A candidatura de Obama obteve apoio e dinheiro na internet, de jovens que se organizaram nos quatro cantos dos Estados Unidos, e transformou-se num movimento político avassalador. Ele decidiu enfrentar a favorita Hillary Clinton quando muitos lhe diziam para que esperasse sua vez. Ousou alterar o roteiro pré-definido pela liderança política do seu próprio partido. O senador de Illinois acreditou ser o político certo na hora certa, e o histórico 4 de novembro de 2008 não deixou dúvidas disso.

Quanto a John McCain, ele mais uma vez merece elogios pela elegância de seu discurso em que aceitou a derrota. Como já havia feito na campanha, teve de pedir que seus seguidores se calassem quando sua referência a Obama foi recebida com vaias. O candidato derrotado mostrou respeito e admiração por seu adversário e disse que a vitória democrata era motivo de orgulho para a população negra americana. McCain certamente deve pensar que seu tempo, na verdade, já havia passado. No fundo ele deve imaginar como teria sido se tivesse conseguido derrotar George Bush na disputa pela indicação republicana em 2000. Talvez oito anos atrás, contra Al Gore, ele tivesse chegado à Casa Branca. Mas contra um jovem senador negro de Chicago, de cuja boca só saem palavras de esperança e transformação, McCain não teve chances. A América parecia morta, e Barack Obama promete a ressurreição.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 10:11 AM em 05 nov 2008, KLEITON G MACIEL escreveu:

    A crise econômica mundial tem a meu ver uma grande relação com o atentado aos EUA, em 11 de Setembro de 2001. Bush caiu na armadilha de Osama Bin Ladem, ao gastar Trilhões de doláres para tentar uma vingança, e a conta veio cara demais. Agora com a vitória de Obama as tropas Americanas vão voltar para casa? pra diminuir a conta ou vai continuar gastando bilhões para nada. E deixar a conta cair no bolso do mundo.

  • 2. às 11:44 AM em 05 nov 2008, Elenice escreveu:

    Com crise ou sem ela Barack Obama tem brilho,carisma e talento político, ele revolucionou a América, monoplizou atenções, despertou o mundo para um novo tempo, e derrubou todos os recordes estabelecidos: A maior participação de jovens nas eleições, a maior mobilização de mídia, a maior arrecadação financeira, derrotou durante a campanha dois adversários Hilary e Bill Clinton, o maior numero de eleitores desde 1908, há 40 anos os democratas não venciam, uniu negros e brancos entre sorrisos e lágrimas, a esposa foi parte da campanha com competência.
    Barack venceria também sem crise.Ele é Obama, é abençoado e tem a seu lado uma esposa política que quando convocada manteve o nível da campanha.Foi a presença da mulher negra na política. É a mudança.O mundo compartilha esta vitória.Talvez nem Obama previu que sua vitória fosse uma festa mundial.

  • 3. às 12:09 PM em 05 nov 2008, Fabiano Leite escreveu:

    ObamaMania, ou seria ObamaFebrite? O Povo Americano com seus afro decendentes e latinos, se uniram em cima de um único nome. O interior Rural e conservador sucumbiu ao admirado e carismático Democrata. Uma nação em peso, às vistas de uma grande crise, não poderia querer outra coisa senão a mudança, pouca é verdade, pois atadas são as mãos de quem pretende levantar uma batuta contra o poder econômico. Quando vemos bancos quebrarem, mesmo após a SOX, vem a pergunta, cadê o controle externo X controle internos nas corporações? O buraco está mais em baixo. o sistema financeiro e empresarial Americano está frágil, acostumado com estabilidade, e decisões prototipadas academicamente. Confiantes demais na moral e no rigor dos Auditores, que não tem demonstrado mérito junto as minorias. O American Dream, se desfaz em corrupção, adulteração de ativos/passivo, exagero de consumo, protecionismo, pela falta de diálogo e notória confiança na supremacia. Quem perde e quem ganha são expectadores de uma mesma realidade e os atores, desta emaranhada e caótica situação, deram um basta ao modus operandii, esperando uma ressurreição, uma mudança ou artifício milagroso que acabe com a pandemia mirabolante distorcedora do nova ordem mundial. Todas as nações democráticas vinham sofrendo crises após crises, poucas ficaram à margem desta nova forma de ver o mundo. Agora é a vez dos Americanos. Como Brasileiro, e ainda, como cidadão contemporâneo de um mundo uni-potencial, desejo toda sorte a Obama e ao Povo Americano, que o dever de casa seja feito e que o diálogo, referenciado pelo voto popular, seja soberano. Que Deus ajude a America e a todos nós.

  • 4. às 12:17 PM em 05 nov 2008, Alberto escreveu:

    My congratulations by your big win.When you come on the Casa Blanca to be yourself.You deserve this conquest!!!Barack Obama, the first black U.S. president.We Brazilians rooting much for you to reverse this crisis

  • 5. às 12:20 PM em 05 nov 2008, LUIS BODRA escreveu:

    Voce sabe o que é W.A.S.P. ? E wasp, voce sabe o que é??? Não direi, apenas reflitam comigo : OBAMA É O INSETICIDA QUE VARRE WASP!!!!

  • 6. às 12:25 PM em 05 nov 2008, Lisandro Staczuk escreveu:

    A América está em festa. O presidente George W. Bush já vai tarde, e o mundo festeja. Os americanos viveram um atraso irrecuperável de 8 anos. O pior de tudo é que as eleições que elegeram George W. Bush ainda estão envoltas em indícios de fraude. Os Estados Unidos, viram na figura de Bush, sua democracia e sua economia fracassarem. Agora com Obama vem o renascimento. Obama será o resgate de uma América que sempre lutou pela democracia e pela economia de mercado. Se Bush ficasse mais tempo, até o capitalismo seria prejudicado, com a estatizaçao de bancos.

  • 7. às 12:59 PM em 05 nov 2008, JOSE CASSIMIRO escreveu:

    A vitória de Barack Hussein Obama é cheia de significados. Traz a esperança de uma América moderna, sem ranços da Guerra Fria, que insistiram em retornar no discurso e na prática de George Bush. Traz a esperança de reconciliação desta grande nação com o mundo e traz a esperança de que o sonho de Martin Luther King Jr., o de que os homens possam ser julgados não pela cor da sua pele, mas pelo seu caráter.
    Além da crise econômica, da mobilização inédita de negros, latinos, jovens e mulheres, do carisma pessoal e das propostas mais consistentes, o eleitor americano escolheu Obama para por fim ao clima de "perseguição política" que se estabeleceu na sociedade dos EUA: milhões de cidadãos grampeados, prisoes sem acusações formais, supressão de direito a advogado e habeas corpus, tortura de prisioneiros de guerra entre outras barbaridades que se dizia acontecer somente em outros países. O cidadão americano moderno buscou restabelecer em seu próprio país os fundamentos da democracia, tão desprezada pelos neocons.
    As expectativas em torno do governo Obama são muitas, mas creio estar ele a altura do desafio. Ontem vimos a História acontecer.
    Oxalá nosso mundo possa experimentar dias melhores.

  • 8. às 01:59 PM em 05 nov 2008, Ligia escreveu:

    Acredito que Obama conseguirá reverter essa crise em que os EUA estão afundados, contudo duvido muito que voltem a ser uma nação hegemonica, o mundo é outro...., espero que ele consiga se adaptar a essa nova ordem mundial, caso contrário a queda será catastrófica.

  • 9. às 02:21 PM em 05 nov 2008, Susana Coninck escreveu:

    Só consigo pensar numa coisa neste momento. Mais crise do que todas as empresas Americanas enfrentarão, morrerá a indústria bélica pertencente a à famílias com sobrenomes Rockefeller, Busch,entre tantos outros. Também tem o Grupo Carlyle cuja família Laden (sim do BIn Laden) é acionista ! O mundo será um lugar bem mais pacífico a partir de hoje. Viva!

  • 10. às 03:28 PM em 05 nov 2008, Cristian - Estudante de teologia escreveu:

    O mundo, a partir de hoje, não enfrentará apenas mudanças econômicas. Enfrentará uma nova realidade Teosociológica também. A vitória de Obama representa também a vitória contra um fundamentalismo antagônico ao ideal democrático.
    Viva a teologia da libertação!

  • 11. às 03:57 PM em 05 nov 2008, Alessandro Rovêda escreveu:

    Sou um jornlista e um imigrante que vive nos Estados Unidos. Ontem nós estrangeiros que estamos na américa vencemos junto com Obama. Ele é o retrato do povo americano, uma população feita de imigrantes e que muitas vezes se mostra intolerante a esta constatação. Parabéns América. Salve Obama! Yes, we can!

  • 12. às 04:33 PM em 05 nov 2008, Lupércio de Campos Rodrigues escreveu:

    Barak Obama,não sei realmente se ele é a esperança dos E.U.A.Tenho minhas dúvidas.
    Quenem lula no Brasil,o que ele fez?
    Eu creio que Obama não é a esperança dos E.U.A,e sim mais uma tentativa de esperança.
    Ele mesmo sabe disso,sabe do que estou falando.Ele não é a verdadeira esperança.

  • 13. às 05:22 PM em 05 nov 2008, Tito escreveu:

    O senador John MacCain sinalizou com este discurso que ele aguardava o fim da apauração para declarar seu apoio a BaracK Obama e ao seu país. Mensagem correta e, emocionou no momento que não permitiu vaias a um adversário leal e competente, reconheceu e destacou que a vitória do democrata era motivo de orgulho para os negros
    Realmente além da América os negros no mundo estão orgulhosos de Obama, aliás o mundo está mais leve e mais alegre, estamos num tempo novo de oportunidades aos diferentes para que surjam soluções diferentes para os problemas atuais que afligem populações.O monopólio e a intolerância na política acabou.Barack Obama chegou em primeiro lugar.

  • 14. às 10:58 PM em 05 nov 2008, isabella abdalla escreveu:

    Pode até ser que a eleição do novo presidente Barak Obama represente, em termos futuros, uma ressurreição da América, porém - assim esperamos -, uma América mudada, mais madura, mais tolerante à diversidade. E o primeiro passo nessa direção foi dado: os cidadãos americanos elegeram democraticamente o primeiro presidente negro de sua história, uma história de fato incrível, ainda que tristemente maculada pela discriminação racial e pela intolerância a outros povos que professam credos e costumes diferentes aos seus. Oxalá o presidente eleito Barak Obama consiga reerguer os EUA, mas também, consciente do significado de sua posição diante do mundo, haja com justiça para com os povos que foram no passado - e ainda hoje o são - oprimidos e arruinados pela nação mais poderosa do mundo.

  • 15. às 12:14 PM em 06 nov 2008, Mauro escreveu:

    Desde Geoge Washington o objetivo é a nova ordem mundial. Desde a Revolução Francesa, passando pela história americana até 11 de Setembro e agora a quebra das bolsas, a politica mundial sempre foi em razão dessa nova ordem. Republicanos ou Democratas não interressa, ganha quem estiver alinhado com o prófetico governo Mundial. Obama e Bush são os lados da mesma moeda.

  • 16. às 12:33 PM em 07 nov 2008, José Vasconcellos Dias Jr. escreveu:

    Em um certo lugar elegeram um Walessa como fosse o salvador, enganaram-se, ele era (e é) exatamente o que deveria ser, um homem buscando o que considera o melhor para o seu país e os seus;

    Em outro elegeram um Lula como fosse o salvador, igual equívoco, ele era (e é) exatamente o que deve ser, um homem buscando aquilo que considera o melhor para seu País e os seus;

    Aqui perto elegeram um Evo como fosse o salvador, outro engano, ele era (e é) exatamente o que deveria ser, um homem buscando o que considera o melhor para o seu país e os seus;

    Então me digam, o que, realmente, podemos esperar de um presidente que tem um país politica e economicamente em frangalhos para gerir?

  • 17. às 02:31 PM em 07 nov 2008, Alessandro - Sao Paulo escreveu:

    Diria que não é a ressurreição, mas sim a esperança. A ressurreição ainda irá ocorrer. Quem diria até o Iran parabenizou a vitoria de Barack Obama. Espero que algo mude na cabeça dos governantes americanos e consequentemente no mundo. Os EUA poderia exercer uma liderança no mundo sem precisar de armas bélicas, sem impor sua vontade, acredito que o mundo seria muito melhor.

  • 18. às 06:01 PM em 07 nov 2008, Olmiro Marcondes escreveu:

    O que se viu foi um grande circo. A papagaiada toda foi meio que uma versão norte americana de um certo ‘caçador de marajás’ que vivemos há uns anos atrás aqui ‘neztepaiz’. O que aconteceu nos EUA foi o surgimento de um herói fabricado em dois anos através de uma estratégia marqueteira sem precedentes, alimentada por milhões de dólares. Foi a vitória de um negro magro, alto, elegante, sorriso largo, gestos e palavras meticulosamente estudadas, dizendo o que o povão queria ouvir. Tendo como adversário um senhor já na terceira idade, com dificuldade para se expressar e até mesmo para andar, carregando sobre os ombros um vínculo indissociável do atual presidente, que por sua vez pegou o maior ‘rabo de foguete’ dos últimos tempos quando se reelegeu para o segundo mandato. O que acontece com os Estados Unidos é a mesma coisa que vem acontecendo com São Paulo em menor escala, onde os paulistanos praticamente já estão sendo minoria. O volume de imigrantes naquele país esta anulando as tradições, os costumes e impondo um novo conceito de vida que só tempo dirá se é melhor ou não. Só se consegue perceber por enquanto que a decadência é vertiginosa. Duvido com um ‘D’ bem maiúsculo que a freqüente ‘change’ que a tônica do então eleito irá acontecer. Por um lado não existe condições econômicas no planeta para tal e por outro duvido muito da sua competência. O que poderá acontecer é o mesmo que aqui no Brasil onde o presidente é um mero figurante que come pela mão do presidente do Banco Central. Esse sim é bom e tem história.

  • 19. às 06:24 PM em 07 nov 2008, Daniel de Souza Santos escreveu:

    Obama prometeu tranferir riquêza
    (ele não sabe produzir),criar nova
    matriz energética(depende da ciência
    não dele)
    A América está retrocedendo.Ouso
    pedir que lembrem os ideais já na co-
    lonização:construir um país onde todos fossem livres,e pudessem usu-
    fruir plenamente do seu(não dos ou-
    tros)trabalho.
    Perdoem os erros gramaticais,
    porém,em um mundo com Chaves,Morales,
    Lula,e,Obama,todos possuem o direito
    de se portarem como idiotas uma vêz
    ou outra,não é?

  • 20. às 11:57 PM em 09 nov 2008, Luiz Monteiro de Barros escreveu:

    O passado com os resultados estão ai. É só ter mente e principalmente sentimentos para analisar.Os Eua vivem o liberalismo ao extremo. A crença lá na "mão invisível" de A.Smith, turbinada por um consenso de direita com o império do mercado financeiro onde o se premia a vagabundagem dos especuladores gerou o desastre econômico e social ao planeta pelo dogma da globalização. Declarar uma guerra unilateralmente sem aprovação da ONU baseada numa mentira que escondia escusos interesses de Bush e seus asseclas por petróleo e água potável dos rios da antiga Mesopotâmia, foi um crime de LESA-HUMANIDADE! O Capitalismo sem regulamentação como única alternativa ao processo produtivo de riqueza só produz aquecimento global e destruição da humanidade. Barack,Lula,Evo,Chaves e outros representam uma NOVA ERA, um freio à selvageria do pensamento único do Mercado. Quando será que todos nós teremos coragem de assinalar os erros dessa ideologia tanto quanto criticavam o Comunismo com os seus crimes? Salvar corruptos do mercado financeiro não é crime também? Eu estou feliz porque a mentira da direita acabou! Não há mais perigo é só a humanidade dar mais atenção ao Desenvolvimento Sustentável. A Terra não suporta que os EUA representando 6% da população mundial consuma 45% da energia produzida. Todos nos precisamos ajudar Obama questionando o nosso consumo na base do "pensar global e agir local"

  • 21. às 12:46 AM em 10 nov 2008, MARCO ANTONIO escreveu:

    Belo texto, Rogerio. Parabéns.

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