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Republicanos e russos: bons vencedores

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Rogério Simões | 2008-09-15, 21:05

palin.jpgNão é simples dizer quem fez a melhor convenção partidária nos Estados Unidos, se democratas ou republicanos. O senador Barack Obama levou um estádio inteiro e boa parte do mundo à loucura com um discurso histórico, de quase levar às lágrimas (houve quem chorou mesmo). Tudo para seu colega de Parlamento John McCain estragar a festa pouco depois, anunciando Sarah Palin (foto) como sua vice. Na convenção republicana, a senhora pitbull fez um discurso de levantar defuntos e tornou-se a grande novidade da campanha presidencial americana. Então, afinal, quem venceu?

A pergunta valeria também para Rússia e as lideranças ocidentais no conflito na Geórgia, em que tanto russos como americanos cantaram vitória. E, como no embate presidencial americano, a resposta seria parecida. Venceu aquele que acredita na vitória e a abraça em público, sem medo, sem vergonha, para o mundo todo ver. A Rússia pode até ter perdido pontos práticos no jogo político internacional, sendo congelada em importantes organismos e negociações, sob risco de isolamento. Mas o presidente Dmitry Medvedev aparece em público como um super campeão dos pesos pesados, um lutador que ergue os braços no ringue independentemente da decisão dos juízes. Deu entrevistas e fez pronunciamentos como se fosse Bolt ou Phelps, supremo em uma consagração olímpica. Dominou a mídia com desenvoltura, vendeu seu peixe muito bem vendido. Subiu no pódio mesmo antes de anunciado o resultado final da prova, mas não importa. Apareceu bem na foto.

O mesmo pode ser dito sobre os republicanos. Mestres na arte de vencer eleições, eles aproveitaram o momento da entrada de Sarah Palin na equação eleitoral e ergueram os braços dizendo aos americanos terem vencido a batalha das convenções. Souberam dobrar a resistência anterior da mídia, que via em Obama a única pauta interessante, e dominaram os espaços de TV e jornais. Assumiram a liderança da disputa no grito. Como disse nosso grande Lucas Mendes, os democratas ficaram congelados depois do furação Sarah Palin. Obama sentiu o golpe, não conseguiu ir às ruas e posar de vencedor, convencer os americanos de que é ainda mais forte do que a fortalecida campanha adversária. As recentes pesquisas de opinião indicam uma disputa extremamente acirrada apesar das palavras reveladoras do senador democrata, dignas de um messias. O veredicto final da disputa americana será apenas em 4 de novembro, e nem Rússia nem Estados Unidos sabem exatamente qual o resultado do conflito na Geórgia no longo prazo. Mas russos e republicanos mostraram que sabem cantar vitória. Como política não é uma ciência exata, seus adversários que se cuidem.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 08:56 PM em 17 set 2008, saul escreveu:

    nada haver q vc dizem pois as pequisa esta ai pra vc ver quem e melhor.Quem sao os republicanos para intimidar obama

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