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Hitler e o Oriente Médio

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Rogério Simões | 2007-07-04, 15:27

Vários leitores enviaram mensagens à BBC Brasil para protestar contra uma reportagem publicada no nosso site. Sob o título "Hitler pode ter lançado holocausto 'por ter pegado sífilis de prostituta judia'", o texto noticiava que um estudo apresentado pelo psiquiatra Bassem Habeeb, em um congresso na Escócia, levantava a hipótese de que o anti-semitismo do ditador alemão devia-se à sua suposta experiência com a doença.

Daniel Benjamin Barenbein chamou o texto de "atrocidade". Mario Fuchs manifestou sua "repulsa" pelo que considerou uma "imBBCilidade jornalística". Para Waldir Palacio a reportagem era um "material racista", e Roberto Mansur Szerman disse que "a matéria publicada é podre" e "carece de verdade". Algumas mensagens usaram termos agressivos, alguns impublicáveis.

Tecnicamente falando, a reportagem estava correta, apesar de problemas de forma que deveriam ter sido evitados, como um título que aparentemente "comprava" a tese do pesquisador (em nosso arquivo, a notícia tem agora o título "Estudo liga anti-semitismo de Hitler a doença"). Mas o texto em si apenas noticiava que uma pesquisa havia sido apresentada em uma conferência de profissionais da área da psiquiatria e deixava claro, logo no início, que se tratava de uma "teoria". Em nenhum momento a BBC apoiou as conclusões do estudo ou indicou que elas seriam definitivas.

O leitor espera encontrar na BBC reportagens que já sejam, por si só, uma seleção criteriosa do que mais de interessante e relevante esteja ocorrendo no mundo. No caso em questão, poderíamos ter abandonado a pauta, já que se tratava de apenas uma teoria, não apoiada por fatos concretos ou outros estudos. No dia da publicação, entretanto, avaliou-se que o estudo explorava um aspecto importante, o psicológico, de um personagem marcante da história (Hitler) e, por isso, merecia ser registrado. Posteriormente à publicação, diferentes pontos de vista surgiram entre membros da equipe da BBC Brasil, a favor e contra a validade da reportagem.

Algumas das mensagens enviadas à nossa redação ampliaram a crítica e sugeriram que a BBC seja tendenciosa contra judeus ou o Estado de Israel. Daniel Barenbein disse que "não é a primeira, nem a centésima vez que a BBC publica material tendencioso contra Israel e/ou judeus". Nesse ponto, é preciso rebater a crítica de forma veemente. A BBC noticia e analisa o que ocorre no mundo com isenção, distanciamento e imparcialidade. A BBC não tem nenhum posicionamento contrário a ou a favor de nenhum grupo religioso ou étnico, como muçulmanos, judeus, cristãos, curdos etc. Também não tem nenhuma posição a favor ou contra nenhum país ou entidade.

No caso específico do Oriente Médio, a BBC já foi criticada tanto por aqueles que a consideram pró-Israel como pelos que acreditam haver uma tendência favorável aos palestinos. Para tirar isso a limpo, no ano passado o órgão que controla a BBC, na época chamado de Board of Governors, encomendou um estudo independente sobre a cobertura que a corporação faz do assunto para a Grã-Bretanha. O relatório concluiu que a BBC demonstrava em suas reportagens um compromisso de ser "justa, precisa e imparcial", apesar de algumas vezes apresentar um quadro "incompleto" do problema na região.

A BBC Brasil tem, sim, um compromisso diário com a imparcialidade, a correção e o pluralismo. Podemos vir a cometer erros e agradecemos aos leitores que os apontarem. Mas tais erros, caso aconteçam, nunca serão motivados por alguma tendência contra ou a favor de alguém.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 07:41 PM em 04 jul 2007, Eliseu Corrêa escreveu:

    A mídia em Geral é tendênciosa,Anti-Semita e covarde, é muito facíl críticar o estado Judaíco, eles não teem homens bombas, não plantan bombas em nossos caminhos. Cadê a crítica os palestinos, só fazem isso nas entrelinhas, onde está as notícias em letras garrafais quando os foguetes lançados da faixa de Gaza atingem as residências em Israel ? TODOS ESTÃO APAVORADOS C/ ISLÂ , MORREM DE MEDO DE SEREM ASSASSINADOS OU SEQUESTRADOS, viramos refén de uma religião cheia de melindres e muito.. muito... perigosa., todos falam de todos , mas do ISLÃ NÃO... SÃO OS INTOCAVÉIS.

  • 2. às 08:13 PM em 04 jul 2007, Alvimar Eidam escreveu:

    Acredito na imparcialidade da BBC, porém noto já há décadas que os povos de origem judaica sempre se defendem veementemente contra qualquer fato que se relate deles. Você não vê isto em relação a nenhuma outra raça. Algum Psiquiatra saberia explicar isto com mais profundidade. Acho e sempre achei, que a imprenssa no geral dá muito mais espaço para uma perda de Israel do que uma de outros povos envolvidos com eles.

  • 3. às 08:46 AM em 05 jul 2007, Renato escreveu:

    Eu pessoalment entendi logo no inicio que se tratava de um estudo, e pra mim foi bastante interessante. Analisar a questao Hitler por um outro angulo.
    Eu nao vi, nem li, nem entendi em momento algum preconceito, descriminacao contra ninguem.
    O problema e que as pessaoas confundem a questao "Falar de mim" e mal ou bem?
    Quando alguem escuta seu nome citado, e essa pessoa ou problem ou culpa, ela se torna defensiva e nao escuta o contexto ou entendo, so escuta o nome sendo mencionado e interpreta que e ruim oque esta sendo falado.
    Eu ja me senti muito defensivo por muitas vezes, mas eu acho escutar e procurar abrir a mente pro que se escuta e a melhor coisa.
    Eu achei o texto legal e comentei no mesmo dia com minha esposa, eu sou brasileiro e ela e inglesa.
    Nao sao religioso, nao tenho ligacao com fanatismo nem nada.
    Li, entendi e vi que como um estudo tem certas coisas que poderiam ser verdades, pq se trata de uma doenca que afeta ou muda a cabeca ao longo ou estagio que a doenca esta...
    Eu achei interessante e pra ser cinsero nao me surpreenderia se fosse verdade, pois esplica o desenvolvimento da susposta loucura de Hitler.
    Ninguem ta dizendo ou consagrando Hitler pelo que ele fez, ou dando desculpas, eu nao entendi desse jeito...

    O mundo vai melhorar bastante quando todos nos podermos escutar as coisas, interpretar, e poder ter uma conversa sem agredir um ao outro... O que aconteceu no passado, aconteceu, nao se pode mudar, o que se pode fazer e tentar entender, e nao deixar que se repita.

  • 4. às 12:55 PM em 05 jul 2007, Nicolaus Sallay escreveu:

    -de certa forma eu admiro o povo de
    Israel pela sua tenacidade e persistencia,mas na realidade e marcante o complexo de inferioridade do povo judaico.Sempre que surge um assunto/artigo sobre uma questao passada envolvendo de uma forma ou outra algo relacionado com Hitler e holocausto tem alguem que se sente humilhado e ou ofendido.Ja se passaram mais de sessenta anos, o mundo e outro,as prioridades sao outras, a vida continua.A BBC publicou um estudo e mais nada, nao atacou ninguem nem destratou ninguem.
    SDS
    Nicolau

  • 5. às 02:15 PM em 05 jul 2007, Erlon Pinheiro escreveu:

    Não vi nada demais na reportagem ou em seu título. Já passou da hora dos judeus pararem de se apresentar como vítimas.

  • 6. às 03:08 PM em 05 jul 2007, Gildcley Luiz escreveu:

    Esses estudos geralmente não levam a nenhuma conclusão mais veemente e sempre caem em lugares comuns. Realmente não acho que Hitler exterminou milhões de judeus por causa da sífilis contraída com uma prostituta. Só falta estes "estudiosos" falarem que a causa do Osama ter jogado aviões em NY foi qualquer doença contraída por algum vírus americano. Quanto a BBC sempre a vi noticiar as crise do oriente médio tomando parte para os dois lados, tanto para o judeu quanto para o palestino, deixando até confuso este leitor diante sua posição em relação as conflitos, porém não sei como ficará agora a BBC após ter tido um reportér solto após ter passado quase 3 meses em posse dos palestino, o normal é que tomase uma atitude mais radical em relação aos árabes. Acompanhemos os próximos passos da BBC diante este este assunto.

  • 7. às 03:17 PM em 05 jul 2007, janaina escreveu:

    Acredito que o problema quanto à matérias similares à teoria da doença de Hitler é que os leitores (não a grande maioria, mas alguns desaviados sim) esperam encontrar notícias que lhes dê informações que não necessitam ser pensadas.
    "Todos os fatos na mesa, com todas as conclusões e pronto! Fizemos o seu trabalho!"

    Se soubessem, então, de outras teorias envolvendo a sexualidade de Hitler - baseadas em seus diários - aí sim é que os tais "leitores desavisados" entrariam em pânico de vez!

  • 8. às 03:22 PM em 05 jul 2007, renatodepaulo escreveu:

    Prezado Rogerio,

    Antes de mais nada parabens pela politica de correcao e pluraridade da BBC. Todavia, nao vi nenhuma ofensa ao povo judeu na referida materia.

    Depois do Holocausto (que eu entendo ser uma barbaridade sem justificativa), toda a ponderacao ou citacao que mencione o povo Judeu ou no caso da materia; noticiar uma teoria...vira anti-semitismo. Virou moda misturar anti-semitismo com anti-ssionismo.

    Só me cabe cantarolar a versao que um amigo fez para a musica de Sinead O'connor no blog www.nocaso.org

    PS: estou em Londres e nao tenho teclado em portugues.

  • 9. às 05:29 PM em 05 jul 2007, Luiz Trindade escreveu:

    A BBC publicou uma reportagem de historiador de uma maneira imparcial. Eles tem este direito, agora se quem lê concorda, ou não, não é da responsabilidade da BBC!

    Agora eu não entendo o que os judeus e o estado de Israel, em pleno século XXI, tanto reclamam quando o tema é a segunda guerra mundial ou holocausto?!? Foi no século XX, já houve pedido de desculpas e reparações pelos Estados envolvidos, foi concedido pela ONU um Estado (país) de direito no mesmo local que era antes. Antes de reclamarem, tinha que ver que seus vizinhos árabes sofrem com sua ganância desenfreada por terra, água, direitos, etc. Tanto reclamam do holocausto, mas chegam perto quando se tratam dos palestinos. Eles (Israel) já devolveram as terras ocupadas na guerra dos seis dias? Eles respeitam as mesquitas quando tratam de obras públicas?
    É muito fácil criticar o passado sem ver o presente, principalmente dos outros!

  • 10. às 08:42 PM em 05 jul 2007, Valéria Borborema escreveu:

    O problema não foi o título e sequer o conteúdo da matéria. Creio que devemos, em primeiro lugar, analisar o contexto atual de um mundo politicamente correto, onde as minorias têm voz e vez. Uma conquista e tanto para a civilização humana, diga-se de passagem. Só que devemos assumir posição crítica para não deixar que o radicalismo às avessas - o mesmo destempero que oprime judeus, muçulmanos, homossexuais... - invadir as redações. Cabe à imprensa noticiar com isenção - não acredito em imparcialidade - os fatos merecedores de atenção, independentemente das características que o delineiam. Certa vez li no livro "A última guerra européia", de John Lukacs, que a história, de quando em quando, redime personagens polêmicos. Foi esse o caso de Napoleão Bonaparte, por exemplo. Quanto a Hitler, explicou o afamado escritor e pesquisador, a lembrança pavorosa do holocausto jamais permitirá que o Füeher, em algum momento revisionista, seja visto com outros olhos que não os da condenação eterna.

  • 11. às 11:57 PM em 05 jul 2007, Carlos Neves escreveu:

    A reportagem que vocês publicaram sobre um estudo efetuado por um historador, está absoluta e éticamente correto. Se è um fato histórico sobre um politico mentalmente desiquilibrado que declarou guerra contra tudo e todos, deve-se dar a conhecer esse estudo. Aliás, apanhar sífilis de uma prostituta judia quando poderia oerfeitamente ter apanhado também sífilis de uma prostituta alemã, já que ele pagava para ter sexo, não è desculpa para perseguir os judeus e muito menos tentar exterminá-los. Ele já era mentalmente desiquilibrado, e isso deveu-se à sua infeliz infância. A sífilis piorou o seu raciocinio delerante.

  • 12. às 01:17 AM em 06 jul 2007, Sara Dante escreveu:

    Não acredito em imparcialidade do BBC e nem em qualquer outra imprensa! Cansei de ver o BBC defendendo o Estado de Israel e metendo pau nos árabes, muçulmanos , iranianos , enfim , não faz muito tempo q foi publicada no BBC Persian uma reportagem sobre o Israel , o reporter tentou de todas as maneiras possíveis e impossíveis de endeusar os judeus israelenses , que são uns coitados , vivendo sob a ameaça constante dos fuguetes do Hizbollah e que isso reduz a qualidade de vida dos israelenses ! Fiquei pensando naqueles refugiados palestinos , sem menor condição básica de uma vida digna , morrendo diariamente na faixa de Gazza !!! É rídiculo , e agora essa nova reportagem de doençinha do Hitler !!! Quem é o imbecil q acredita q isso realmente seja a verdadeira razão da matança dos judeus europeus pelo Hitler ???

  • 13. às 02:11 AM em 06 jul 2007, Lilian Ap. Gomes Pereira escreveu:

    Acho um absurdo essas críticas que estão sendo direcionadas à BBC pela reportagem sobre a teoria apresentada sobre o Hitler e o anti-semitismo.Esse tipo de manifestação pretende "impor" à imprensa uma mordaça, quando antes de tudo ela tem que ser livre e soberana para informar sem sectarismos. Hitler é um personagem de relevância histórica exatamente porque registrou um dos períodos mais negros do seculo XX. Gengis Khan,Alexandre O grande, Mao, Lênin, foram líderes que massacraram milhões de pessoas e nem por isso foram banidos dos livros de história. Exatamente porque precisamos entender os mecanismos que criam em nós a receptividade à aceitação da perversidade. E isso é de interesse de todos. Toda teoria é bem vinda para a compreensão de nós mesmos como civilização humana.As pessoas que fizeram comentários agressivos quanto à reportagem só demonstram ignorância. Ninguém tem o monopolio da história! Ela pertence à todos nós!E não nos esqueçamos que milhares de poloneses não judeus, homossexuais, ciganos,europeus e outras pequenas etnias foram também massacradas na época. Toda vez que algo assim acontece devemos chorar pelo Holocausto da Humanidade inteira. E infelizmente o que ainda vemos é que a crueldade da limpeza étnica continua através de muitas maneiras: tanto de genocídios (Ruanda, Kosovo,etc), ou "as guerras preventivas(!) do Sr. Bush no Iraque e no Afeganistão", como pelo desprezo a outros povos impondo-lhes miséria e indignidade (palestinos, indianos,africanos, paquistaneses, afegãos, latinos americanos, etc.)Daí a importância de tentar entender a nossa crueldade contra "todos"os nossos semelhantes.Lilian Pereira.

  • 14. às 10:31 AM em 06 jul 2007, Alessandro Cavalcante escreveu:

    Vocês não cometeram nenhum crime ou foram preconceituosos. Pelo contrário achei a matéria muito interessante e sempre procurei compreender a mente diabólica e cruel deste ditador agregando mais ingredientes para reflexão. Mas sinceramente não acredito que fosse por uma prostituta ou alguma doença que os crimes barbaros seriam cometidos. O mentor desse extermínio chama-se Josef Goebbels, ou seja sem Hitler, Goebbels faria a mesma coisa já que a idéia de campos de exterminio surgiu de um tal Eichmann junta-se a isto o projeto T4. Penso que as pessoas ficaram ofendidas pela teoria em sí que coloca a culpa numa doença e não a mente diabólica deste ser inescrupuloso. Agora mencionar que a BBC foi preconceituosa é errado. A matéria trazia apenas uma teoria com o nome do autor que a fez.
    Eu fiquei mais surpreso ainda em saber da história; não sabia que existiam prostitutas judias naquela época e não com a doença em sí (sobre essa teoria). Achei uma matéria reveladora. Vocês foram imparciais. Se quiserem reclamem com o autor da teoria e não com a BBC.

  • 15. às 12:52 PM em 06 jul 2007, Paulo Bandarra escreveu:

    Realmente, nem mesmo teoria a "tese" do psiquiatra merece o nome, e a BBC caiu como um patinho! Tanta coisa melhor para dar luz e divulgar uma bobagem destas! Pena!

  • 16. às 01:38 PM em 06 jul 2007, Alessandro Souza escreveu:

    Como são maniqueístas...

    Tratar a questão palestina de forma justa é ser anti-semita.

    Até quando essa farsa vai continuar?

    E pro falar nisso, nem me acusem de anti-semita.

    Além de ter ancestrais judaicos, amigos palestinos e israelenses, estudei ciência política e posso discutir tecnicamente a questão.

  • 17. às 02:52 PM em 06 jul 2007, ricardo buch escreveu:

    Concordo plenamente com o primeiro, acho um absurdo o modo que a bbc comenta o o estado no oriente medio.
    Morei la durante dois anos, estive tmb, na guerra que hove no Libano, de um certa forma, parecia que a bbc ate concordava e protegia os grupos Islamicos...

  • 18. às 10:26 PM em 06 jul 2007, Rodrigo Boga escreveu:

    Essa teoria de Hitler ter pego sífilis com uma prostituta judia, e a mágoa daí advinda ser parte da motivação para a solução final do III Reich, não é novidade. Assombro-me que tenha vindo à tona novamente. Nos anos setenta/oitenta foi lançada, no Brasil pela Editora Três, uma coleção com biografias de várias personalidades da história mundial e o volume dedicado a Hitler já falava dessa teoria.
    Nenhum relato de imprensa pode ser tomado como verdade absoluta por quem se considera inteligente, pois sempre haverá o ponto de vista de alguém incutido, mesmo que involuntariamente.
    Já tivemos vários exemplos de notícias tendenciosas no Brasil, e essa não amarra nem a chuteira do que já li por aí em veículo dito "de primeira linha".

  • 19. às 12:27 AM em 07 jul 2007, Casio escreveu:

    Não entendo o que tem a ver o estado do Oriente Médio com a matéria em questão. As coisas parecem tratar do mesmo tema, mas não tratam. A pesquisa do médico é a teoria e pronto!

  • 20. às 01:56 AM em 07 jul 2007, Rodrigo escreveu:

    Considero o jornalismo da BBC um dos melhores disponíveis. Concordo com a opinião de que as matérias são razoavelmente equilibradas. No caso em pauta acredito que a materia pecou apenas por tentar dar uma manchete mais espetacular, mas mesmo que hitler tivesse pego uma doença por causa de uma prostituta judia isso não justificaria sua loucura. Agora, em determinadas situações a BBC Brasil tem sim, estimulado polemicas estéreis com no caso do Brasil X Venezuela. Creio que existe um rancor forte na mídia em relação a Chaves que a torna passional demais

  • 21. às 01:44 PM em 07 jul 2007, Rogerio Estves escreveu:

    Não observei nenhuma marca de anti-semitismo na reportagem em causa.Aliás achei interessante a abordagem do assunto sob outro foco.
    O problema é que qualquer reportagem que possa ser entendida como tendo algo muito tênue que seja contra os judeus, merece da imprensa uma resposta ágil e espalhafatosa.
    Não tenho nada contra,inclusive com muita honra varios judeus são meus
    amigos, é apenas uma contatação.

    Rogerio Esteves

  • 22. às 05:17 PM em 07 jul 2007, Guilherme S Filho escreveu:

    A imprensa pra vender material, aceita e inventa tudo o que pode, sem responsabilidade nenhuma; Não que eu seja a favor de alguma atitude nazista, mas eu pergunto:
    Os Estados Unidos jogaram duas bombas atômicas em duas cidades japonesas cheias de velhos e crianças num espaço de uma semana...ou seja..tiveram tempo pra refletir e fizeram o horror novamente...quem é pior? Hitler , os nazistas ou os americanos, russos, judeus e tudo mais? São todos hipócritas e sanguinários e quem perde a guerra leva toda a culpa sem defesa.

  • 23. às 08:03 PM em 07 jul 2007, José Pedro escreveu:

    É mais que óbvio que a BBC está sendo totalmente parcial na questão sobre o povo judeu, sempre apoiando os "pobres palestinos" que na verdade são os perpretadores de sua própria miséria, mas isso é claro, pq isso tudo, o pq é simples, dinheiro, midia corrompida e mais a arabisação do Reino unido, que triste o mundo está ficando.

  • 24. às 08:58 PM em 07 jul 2007, Nilton C. Porphirio escreveu:

    Quando leio alguns comentários sinto que as vezes querem machucar meu intelecto. Logo logo vão também culpar a BBC pelos carros bombas e até pela tentativa de assassinar o papa. A noticia foi excelente e leva-la ao conhecimento dos leitores mostra que a preocupação é informar. O mundo não precisa mais de inquisidores Torquemadas, o mundo precisa de informação.

  • 25. às 10:51 PM em 08 jul 2007, José Carlos escreveu:

    Não sou conhecedor de assunto do Oriente Médio como muitos participantes dos comentários aqui.

    Mas não vejo nenhuma reportagem tendenciosa.

    Até quando o assunto Holocausto será pano de funto para que alguns sitam tanta "perseguição"? Porque a Rússia não se faz de vítima quando o número de seus cidadão vitimados na 2ª guerra mundial passou em muito os 6 milhões?

  • 26. às 10:58 PM em 09 jul 2007, Leonardo Caire escreveu:

    Como cita José Carlos no comentario acima, acredito que alguns ainda se sintam "perseguidos" em relação a tudo que ocorreu no Holocausto. E realmente é curioso o fato de que ninguém da tanto importância pra questão Russa e seu contingente de mortos na 2ª Guerra Mundial também. Estranho também como vemos produções, aos montes, em sua maioria americanas, que retratam a questão do holocausto e somente do holocausto como o ocorrido do século XX (se esquecem também de Hiroshima? E de todas as somas de guerras por motivos infundados?). Curioso como Hitler virou um "bicho papão", sendo que houveram muitos que mataram tanto quanto ele. É necessário acabar com toda a mistificação (como já diz Joachim Fest no seu livro 'Hitler'). A BBC só tomou parte da divulgação de uma dos montes de teorias que sempre estarão a volta desses seres polêmicos da história da humanidade. Não há porque de alarde.

  • 27. às 11:12 PM em 09 jul 2007, Murilo Peretz escreveu:

    A BBC está de parabéns. Apresenta suas matérias da maneira mais plausível. E também não é anti-semita.
    O mesmo não pode ser dito de muitos comentários de leitores que demonstram uma visão preconceituosa e ccheia de ressentimento contra os judeus.

  • 28. às 07:08 AM em 10 jul 2007, edgard loepert escreveu:

    Interessante esse estudo.
    Perguntei ao meu avo ha muitos anos atras porque Hither odiava tanto os judeus, ele que eh judeu foi prisioneiro em campo de concentracao e la torturado e humilhado me deu uma resposta semelhante a essa em pauta. Ele comentou que existiam duas historias, a primeira que Hither em sua juventude pegou sifilis de uma prostituta judia e parece que foi mal tratada trazendo serias consequencia para sua saude, fisica e mental este um motivo.
    A segunda historia eh a seguinte, que Hitler em sua adolescencia se apaixonou por um garoto de familia de judeus ortodoxos, durante um tempo foram amigos,Hitler tentou um relacionamento mais intimo, o garoto contou isso para seu irmao e este para o pai que chamou Hitler e a familia a sua presenca, depois de uma severa bronca proibiu a amizade entre os dois.(Parace que depois desse fato dessa humilhacao a familia de Hitler ate mudou de cidade).
    Meu avo, acreditava que por causa disso Hitler frequentava prostibulos e procurava prostitutas judias, tendo com elas um relacionamento de amor e odio. E esse odio ele estendeu para todo povo judeu.

  • 29. às 04:22 PM em 10 jul 2007, Luís Carlos Carpein escreveu:

    Li a matéria que está em foco e não vejo razão para melindres. A BBC apenas divulgou um estudo. Criticar um veículo de comunicação, só porque ele fala do que existe, é puro ranço. Obviamente, o estudo é questionável. É até plausível a tese de que Hitler fosse nazista por causa da sua sífilis, mas isso é insuficiente para explicar o fenômeno do totalitarismo. Faltaria sífilis para preencher as biografias de tantos "führer" que o mundo já produziu. Importante é ressaltar que matérias sobre esse tema, mesmo quando baseadas em estudos de duvidosa cientificidade, cumprem uma função transcendental: a de nos alertar da necessidade de repudiar os ditadores, sejam eles sifilíticos ou não.

  • 30. às 07:59 PM em 10 jul 2007, Silvio José de Castro Pinto escreveu:

    Nunca é demais falar de Hitler, do que aconteceu com a Europa sob o nazismo, das terríveis atrocidades.Quanto mais se falar melhor.Aquilo jamais poderá ser esquecido, para não ter o perigo de se repetir.
    Prossiga BBC.

  • 31. às 09:31 PM em 10 jul 2007, Juliana B. escreveu:

    Vocês não foram imparciais ou preconceituosos porque apenas noticiam uma "teoria" que está sendo lançada. O problema deve-se ao fato de que toda vez que judeus são conectados com algo negativo eles reagem ferozmente, usando o holocausto para que sejam vistos como as eternas vítimas do mundo. Isso não se passa com outros grupos religiosos ou étnicos que também sofre(ram) grandes atrocidades ao longo da história. Claro, que como qualquer grupo humano, os judeus merecem respeito, mas fazem muito alvoroço por nada.

  • 32. às 04:41 PM em 12 jul 2007, Felipe de Oliveira escreveu:

    Sinceramente, não compreendi o motivo de reações tão nervosas e inflamadas com a notícia do estudo. Era pelo fato de colocar o termo "prostituta judia" no título? Qual o problema de as duas palavras virem juntas? Acho que tudo foi um grande exagero.

    Quanto ao primeiro comentário colocado nessa lista, as coisas são diferentes quando se faz terrorismo ilegal e quando se faz terrorismo de Estado. Qual dos dois é mais aceitável? Nenhum. Mas fica evidente a discrepância de poder e capacidade.

  • 33. às 07:06 PM em 12 jul 2007, Leo escreveu:

    Não vi nada demais na reportagem, nem no título inicial. Trata-se da tese de um estudioso e pode sim ser divulgada, do contrário estaríamos falando de censura.

  • 34. às 01:22 AM em 19 jul 2007, Miguel Lenz escreveu:

    Na verdade, esta teoria não é nova e muito já se escreveu a respeito da associação do antissemitismo com o problema sifilitico de Hitler.Ora, qual é o erro da BBC? Afinal, não foi um judeu chamado Sigmund Freud que demonstrou que dentro de nós existe um abismo insondável pela lógica, denominado Inconsciente?

    Apesar de sua monstruosa personalidade e sua terrível tendência assassina, Hitler foi um individuo com dotes extraordinários para arrigimentar as massas, e através deles, manipulá-las a favor de suas idéias e suas tendências sádicas - paranóicas.

    Quem pode negar que no Inconsciente de Hitler não havia uma associação de seu mal com uma pobre doente, a mesma que o infecionou e que pertencia a determinada raça considerada "inferior" pelo status dominante austriaco e germânico da época?

  • 35. às 01:42 AM em 19 jul 2007, Miguel.Lenz escreveu:

    Muita gente não sabe que em Viena, onde Hitler passou sua infância, havia uma ambiguidade comportamental muito grande em seu contexto social: Os judeus eram acusados pela elite Austríaca, de origem germânica e aristocrática, como "parasitas sociais" e "extrangeiros asiáticos", referendando velhas idiossincrasias advindas da Idade Média, mas que tinham origem na divisão que se fazia presente no Império Austro Húngaro: De um lado, a realeza austríaca,conservadora, elitista e germânica pór natureza, e a Húngara, mais ligada a valores democráticos,populares e revolucionários.O resultado era a grande miscigenação judaica na Hungria e que formava sua casta intelectual e econômica. Quando os judeus visitavam, ou vinham morar em Viena, eram dados mais ao contexto socio cultural popular e assim, nos bares vienenses, nas suas casas noturnas e outros locais de lazer,haviam inúmeras prostitutas judias que tinham uma postura mais "democrática" perante o sexo, sendo desejadas pela juventude austriaca,repremida pela cultura de seus pais altamente conservadoraMas também era uma juventude que também as incriminava por "poluirem " a raça nórdica deste país.Foi assim que surgiu um antissimitismo ímpar na Europa: Judias que eram desejadas pelos germânicos ( austríacos ) mas condenadas pela influência da Igreja Católica ao status dominante-imperial austríaco, que as considerava como "pecadoras" e dissiminadoras de doenças como a Sífilis

    Hitler recebeu toda esta influência, assim, não é de duvidar que também pertenceu a uma juventude hávida pelos prazeres sexuais liberais dessas moças, mas também uma juventude que condenava-as como "causa da degeneração da raça germênica", assim como o faziam seus pais.

  • 36. às 03:47 PM em 19 jul 2007, Angela Bastos escreveu:

    Nada justifica a carnificina do passado, mas so Deus sabe os motivos que levam uma pessoa ao extremo.
    Portanto seria muito eficaz um estudo psico profundo de toda a trajetoria do Hitler, da infancia ao holocausto, assim entenderiamos o porque de muitas coisas. Ele nao esta aqui para se defender, enquanto suas vitimas sim... Esta na hora dos Judeus perdoarem e se mostrarem acima de tudo isto. A prova disto esta na filosofia de vida deste povo...Acredito nesta teoria, e em outras tambem...
    Algumas pessoas sao massacradas toda a vida e nunca reagem, outras reagem ao extremo... ai se tem uma resposta...

  • 37. às 03:49 PM em 20 jul 2007, Miguel Lenz escreveu:

    Outro detalhe interessante a respeito desse tema e que merece uma reflexão é o seguinte: Porque Hitler "deixou por último" a "solução final" na Hungria, sabendo-se que este país ficava ao lado de Auschwitz , quando poderia tê-la aplicada logo no início da ocupação da Polônia?Ora, na Hungria, segundo relatos da época, havia mais de l milhão de judeus e Hitler só foi se preocupar com eles em 1944, quando a Alemanha estava praticamente derrotada.Será que esta "preferência tardia" não tinha a ver com velhas recordações de sua infância, onde ainda habitava o fantasma dessa prostituta judia, provavelmente húngara, que o contaminou,provocando no ditador um misto de ódio e amor frustado, deixando-o em dúvidas a respeito da matança dos judeus magiares?Na verdade, a mente de Hitler quase sempre foi insondável pelos melhores analistas, pois ela era dúbia em ódio e preferências. Lacan nos fala sobre a "voz do pai", aquele momento que surge o Superego, ou a censura que filtra tendências ocultas do Inconciente. Será que o Superego Hitleriano não era influenciado pela judia doente, a tal ponto que dizia a seu Id: "Mate todos judeus, mas tenha cuidado com os judeus húgaros, teu amor ainda pode estar lá"?

  • 38. às 11:00 PM em 20 jul 2007, miguel lenz escreveu:

    Se esta hipótese ( a da Sífilis transmitida por uma judia a Hitler ) parece fantasiosa, não devemos esquecer que tudo no Nazismo é fantástico, fantasioso, irracional, uma espécie de “realismo fantástico”, como bem acentuaram Bergier e Pauwles em seu “O Desperta dos Mágicos” (Edicel, l960)Não é possível uma análise da vida de Hitler, de suas idéias, de seus propósitos, de suas ações e seus fins, sem adentrarmos ao absurdo, ao ilógico, ao extraordinário, ao horrível, ao “ mitológico-infernal”, a um tipo de romantismo germânico que contemporizava a magia e espírito de aventura, recheado de conflitos, de idéias de superioridade racial, “Superiores Desconhecidos”entre outros. Portanto, ´pode ser bem factível que o antigo cabo austríaco incorporou em suas idiossincrasias pessoais um ódio patôgenico aos judeus em razão de velhas imagens de frustrações amorosas, sexuais, revolta por ter sido contaminado por uma doença que na época era considerada incurável e de conseqüências catastróficas para o indivíduo.

    “O que nos constrange, para admitir essa visão estranha de outra civilização estabelecida em tão pouco tempo para além do Reno, é que conservamos uma concepção infantil da distinção entre o “civilizado” e aquele que não o é...Seria mais fácil fazer um “civilizado” de um feiticeiro banto do que ligarmos Hitler ao nosso humanismo” (Bergier1960,pg 29l)

    O que o estudioso quer dizer é que Hitler e o Nazismo não podem ser compreendidos a partir do pensamento racional, humanista, civilizado.Eles foram antípodas de tudo isso, portanto, tudo que ocorreu na ´época só pode ser entendido a partir do absurdo, do pensamento mágico, do mitológico, do irracional. Se Hitler inventou o Holocausto para se vingar de uma prostituta judia que o contaminou, é algo que pode muito bem pertencer a o modo de pensar desse amplo contexto psicológico, político e com portamental que afetou a sociedade alemã na década de 30 do século passado.Sendo assim, não éimpossível que não tenha ocorrido.Assim, a BBC nada cometeu de irracional ao transmitir tal estudo. O fenômeno pode ser uma verdade que foje a nossa compreensão, mas pode ter ocorrido de maneira real, em determinado tempo, em determinada época e fazendo parte de uma personalidade psicótica

  • 39. às 02:21 AM em 24 jul 2007, miguel lenz escreveu:

    O absurdo Hitleriano não pode ser julgado a partir de uma análise racional. Por exemplo: Incluir onde a mente Hitleriana num contexto Psicanalítico? Complexo de Édipo mal resolvido?Frustação em determinado período de formação sexual, como “período anal sádico”?Narcisismo exagerado?,etc.O que conta no estudo do Hitlerismo não é a coerência da explicação, mas sim a destruição dos sistemas provenientes da lógica, das formas de pensamento racional; nele o que vale é o pensamento místico , a força explosiva da intuição.Aliás, Hitler ‘ se orgulhava de sua “intuição militar”, segundo o General Rauschnig.Esta “intuição” possibilitou o desastre de Stalingrado, mas viabilizou o reconhecimento da fraqueza francesa e a derrota d este país na Guerra de forma avassaladora.Tudo isso conflui para tornar possivelmente verossímil a história da prostituta judia num grau de acerto elevado, pois se os valores hitlerianos ultrapassavam os valores racionais, é bem possível que sua mente doentia planejou o massacre de milhões de pessoas para compensar uma simples frustração amorosa juvenil e ser o meio de vingança por ter sido contaminado nesta relação..

  • 40. às 08:19 AM em 30 jul 2007, Jose Roberto Alodio Silva escreveu:

    Pela historia que aprendi aqui no brasil é que HITLLER só começou a odiar o povo judeu porque seu pai era judeu e abandonou sua mãe austrica ainda gravida o que fez com ele passasse por necessidades.

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