O choro de Rubinho
Num desabafo pouco comum nestes dias de declarações empasteladas cuidadosamente por assessores de imprensa para não desagradar patrocinadores, Rubinho Barrichello soltou o verbo no domingo depois do GP da Alemanha e culpou a sua equipe, a Brawn GP, pela perda da corrida e pelo inexpressivo sexto lugar.

Com cuidado para não acusar a equipe de ter favorecido o companheiro/rival Jenson Button, Rubinho disse que a Brawn desperdiçou todo o esforço que fez ao tomar a ponta na largada e por lá ficar até a primeira parada para abastecimento e troca de pneus.
Na volta à pista Rubinho se viu preso atrás da Ferrari de Felipe Massa, dando a Mark Weber, da Red Bull, a oportunidade que precisava para anular a vantagem que o brasileiro tinha conseguido abrir e acabar vencendo a corrida.
Um problema técnico na mangueira de abastecimento durante o segundo pit stop fez Rubens perder segundos valiosos no box e levou a equipe a colocar menos combustível do que programado, forçando uma terceira parada.

Ao entrar novamente no box, Barrichello já tinha Jenson Button colado no seu escapamento e o carro do brasileiro era nitidamente mais lento que do que o do companheiro. Ao voltar à pista as posições se inverteram e Rubinho passou o resto da corrida atrás de Button.
Saiu do carro furioso e ainda de cabeça quente detonou a equipe. Disse que a Brawn deu uma ótima demonstração de como perder uma corrida e que se continuassem assim iriam acabar perdendo os dois títulos.
O dono e chefão da equipe de Rubinho, Ross Brawn, disse que é muito difícil acreditar que um piloto ganhe fazendo apenas o décimo-primeiro melhor tempo do GP.

Ross Brawn foi o chefe de estratégia da Ferrari durante os vários campeonatos conquistados por Michael Schumacher, e que tiveram Rubens Barrichello como mero e comportado coadjuvante, sem demonstrar nenhuma ambição ao título.
Será que Brawn ainda espera de Rubinho o mesmo comportamento conformado e acomodado de antes?


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