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Jornalistas da BBC revelam pontos fortes de nove seleções da Copa

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Daniel Gallas | 2010-05-19, 20:16

Já passamos boa parte do nosso tempo neste blog discutindo o que o Brasil levará para a África do Sul e as opções do técnico Dunga. Mas e o que as outras seleções vão fazer? O que elas terão de bom para mostrar? Qual é a expectativa dos seus torcedores?

Aproveitando que toda a BBC está começando a entrar no clima de Copa do Mundo, resolvi consultar alguns colegas no nosso prédio aqui em Londres sobre as suas respectivas seleções.

Ouvi nove jornalistas da BBC, todos de nacionalidades diferentes, e todos falando sobre os segredos e pontos fortes de suas equipes, a expectativa dos torcedores e os favoritos para ganhar a Copa. Confira no vídeo o que eles disseram.

  • Argentina. O jornalista argentino Marcelo Justo, do serviço da BBC em espanhol, acredita que sua seleção tem muitos talentos individuais - não só Messi, mas também Di Maria, Mascherano, Higuain e Tevez. A qualidade individual desses jogadores pode salvar a Argentina, já que, para o jornalista, Maradona não encontrou a melhor forma de usar esses talentos. Marcelo Justo fala que o técnico argentino tenta repetir a fórmula vencedora de 1986, com todo o time jogando em função de um grande craque - desta vez Leonel Messi, no lugar que foi do próprio Diego Maradona.
  • França. O jornalista francês Emmanuel Coste, que cobriu a França em outras Copas e estará na África do Sul, diz que a seleção não tem um líder, como havia entre 1998 e 2006 com Zidane. O candidato natural Yoann Gourcuff, seria jovem demais para a função, apesar de seu talento. Como o jornalista argentino, Coste aponta os talentos individuais - como Anelka e o goleiro Lloris - como ponto forte da França.
  • Espanha. O jornalista espanhol Abraham Zamorano confia que sua seleção pode ganhar a Copa. Aliás, a Espanha foi a única seleção que esteve na lista de favoritos de todos os nove jornalistas que ouvi. A principal qualidade da equipe, na sua opinião, é rapidez na troca de passes. Mas o mais importante seria uma mudança de mentalidade entre os espanhóis. Após a conquista da Eurocopa 2008, a Espanha finalmente acredita que pode ganhar algum torneio.
  • Portugal: O jornalista Gonçalo de Carvalho, que cobriu Portugal em Copas e também estará na África do Sul, diz que o técnico Carlos Queiroz vê sua seleção com capacidade para ir às semifinais. "É um pouco ambicioso, mas com sorte pode chegar lá", diz Carvalho. Ele discorda que o mau desempenho de Portugal nas Eliminatórias foi resultado de pouco tempo do treinador no cargo. Ele acha que o talento de Cristiano Ronaldo e Nani serão vitais para esta equipe.
  • Inglaterra: O coordenador da cobertura de Copa do Serviço Mundial da BBC, Jim Frank, compartilha de uma opinião comum aqui na Inglaterra: o sucesso da sua seleção depende quase que exclusivamente do desempenho de Wayne Rooney. O ponto fraco dos ingleses é definitivamente a defesa, sobretudo a ausência de um bom goleiro. Outros jogadores que poderiam ajudar a Inglaterra a ir longe - como Steve Gerrard - tiveram temporadas muito ruins. Ou seja, a responsabilidade será mesmo toda de Rooney.
  • Uruguai: Assim como os ingleses, o jornalista uruguaio Juan Paullier vê o sucesso do Uruguai nos pés de um jogador: Diego Forlan. Muitos dos jornalistas falaram da importância de talentos individuais, mas Paullier acredita que o ponto forte do Uruguai é o oposto: a coletividade e a garra. Ele acha que se o Uruguai chegar às quartas-de-final, já terá sido uma grande campanha da Celeste.
  • Sérvia: O jornalista sérvio Dejan Calovski acredita que sua seleção tem dois pontos fortes: a defesa e o técnico. Ivanovic e Vidic, que atuam no futebol inglês, são os destaques na zaga. O meia Krasic, do CSKA Moscou, e o grandalhão Nikola Zigic, do Valencia, completam o ataque. A disciplina e organização da equipe são creditadas a Radomir Antic, o experiente técnico sérvio.
  • Chile: O jornalista José Pinochet revela um fato que talvez poucos tenham percebido. O Chile não vence uma partida de Copa do Mundo desde 1962, ano em que sediou o campeonato. Em 1998, o Chile avançou para as oitavas, onde foi derrotado pelo Brasil, tendo empatado seus jogos na primeira rodada. Como a Espanha, o jornalista também vê uma mudança de mentalidade grande da seleção sob o comando de Marcelo Bielsa. A equipe tem confiança para jogar e ganhar, o que não acontecia no passado, mesmo sem a presença de um grande craque. A maior esperança é Aléxis Sánchez, atacante da Udinese, mas é a coletividade que fará a diferença.
  • México: David Cuen destaca as laterais e o goleiro Ochoa como pontos fortes da equipe. Ele acredita que o México avançará no seu grupo, que tem Uruguai, França e África do Sul, e também acredita que a seleção pode ir às quartas-de-final, mas teme um encontro com a Argentina nesta rodada.


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