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Começa a "nova" F1 com Schumacher e muita mudança

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Ricardo Acampora | 2010-03-12, 10:00

Finalmente aconteceu nesta sexta a volta oficial do alemão Michael Schumacher ao volante de um carro de Fórmula 1.

Com 41 anos, 7 vezes campeão mundial e 91 vitórias em GPs, Schumacher voltou depois de três anos de inatividade, guiando um Mercedes no circuito de Bahrein. Nos primeiros treinos livres da manhã, ele só conseguiu o 10º melhor tempo, melhorando no segundo para fechar o dia com o terceiro melhor tempo, atrás de seu colega de equipe Nico Rosberg e do inglês Lewis Hamilton.

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Para aplacar a expectativa dos fãs, Schumacher já tinha avisado que o carro não está no nível de McLarens, Ferraris ou Red Bulls e vai ter muito trabalho pela frente para reviver as glórias do passado.

Mas a volta do alemão não é a única nem a maior novidade desta temporada da F1.

Tentando recuperar a credibilidade em parte perdida pela série de escândalos dos últimos anos, as autoridades da F1 resolveram mudar quase tudo na categoria e prometem um dos campeonatos mais emocionantes que já se teve notícia.

Confiram as 10 principais alterações:

. Calendário mais longo: O número de corridas passou de 17 para 19 com a volta do GP do Canadá, em Montreal, e com a introdução do GP da Coreia do Sul, em Yeongam, 320 km ao sul da capital Seul. Curiosamente apenas 8 GPs serão disputados na Europa, berço da categoria e sede da grande maioria das equipes.

. Número de equipes: foi aumentado para 12, com a chegada da Virgin Racing e da HTR e o retorno da tradicional Lotus. A Toyota e a BMW abandonaram, sendo que a montadora alemã manteve o nome na F1 com uma associação com a suíça Sauber que volta ao grid. No mais, os mesmos do ano passado com Ferrari, McLaren, Red Bull, Williams, Renault, Force India e Toro Rosso. Completa o grid a Mercedes que comprou a atual campeã Brawn GP.

. Pontuação: Esse ano o vencedor leva 25 pontos, sete a mais do que o segundo colocado. Na última temporada o ganhador ficava com 10 pontos, apenas dois a mais do que o segundo. A mudança quer estimular a briga pela vitória, acabando com a acomodação que os oito pontos de um segundo lugar garantia. Este ano os dez primeiros pontuam: 25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1.

. Treinos: O maior número de equipes levou a uma mudança nas regras do treino final de sábado que determina o grid de largada. Agora sete carros serão eliminados na primeira sessão (Q1) e outros sete não passarão da segunda (Q2). A fase final de classificação (Q3) continua sendo feita pelos 10 carros restantes. Isso torna a primeira sessão mais congestionada e portanto mais difícil.

. Acabam as paradas para reabastecimento: Agora, os carros que antes largavam com cerca de 50 kg de combustível, passam a levar 150 kg. Se por um lado o peso extra reduz a velocidade dos carros na pista, por outro vai torná-los mais difícil de guiar, principalmente na freada para a primeira curva após a largada.

. Pit-stop: Ficam restritos à mudanças para pneus e troca de componentes avariados. O reabastecimento, que já decidiu tantas corridas, fica proibido.

. Redesenho: Com o tanque de combustível ocupando quase o dobro do espaço que ocupava nos carros da temporada anterior, os projetistas tiveram que redistribuir os componentes internos para manter o equilíbrio perfeito no design.

. Freios e Pneus: talvez os dois componentes mais afetados pela carga extra de combustível. Carros mais pesados representam uma sobrecarga nos freios e pneus. Atenção especial para os pneus na decisão de GPs. Grande parte da estratégia das equipes vai estar baseada no uso e troca de pneus. Agora os 10 primeiros pilotos no grid terão que largar com os penus usados no Q3, enquanto que os demais poderão optar, o que em alguns circuitos poderá dar uma enorme vantagem ao décimo-primeiro colocado no grid, por exemplo.

. Motores: Os oito motores permitidos para cada carro agora terão que durar 19 corridas e não mais 17. Além disso, o grande desafio para os engenheiros é tentar conciliar potência e economia, combinação vital para o sucesso desta temporada.

. Pilotos: Além de Schumacher, o grid tem um monte caras novas menos expressivas, incluindo o brasileiro Bruno Senna, sobrinho do grande campeão Ayrton. Lucas di Grassi, no comando de um dos carros da Virgin Racing, eleva para 4 o número total de brasileiros.

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Com tantas alterações e promessas de maior equilíbrio, seis pilotos dividem o favoritismo nas casas de apostas londrinas para o título deste ano: O atual campeão Jenson Button, os ex-campeões Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Michael Schumacher, o brasileiro Felipe Massa e o alemão Sebastian Vettel.

Quem arrisca um palpite?

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 11:18 PM em 12 mar 2010, Tuninho Caetano escreveu:

    Posso arriscar depois de 3 provas?
    Mas acho que neste ano o Massa chega lá.
    Tenho dito.

  • 2. às 01:45 PM em 16 mar 2010, Tito Marcos Martini escreveu:

    A primeira corrida já deu o tom sobre a Ferrari, quando esta determinou ao Felipe Massa que "acelerasse menos para não forçar o motor", ora o motor dele e do Alonso não são os mesmos,e porque não determinaram ao Alonso que acelerasse menos também, ora lebrem do Rubens Barriquelo e do Schumaquer, quantas veses teve que quase parar o carro para deixar o Schumaquer vencer?O que falta a Ferrari? Avaliem e respondam!

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