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Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no Orçamento

Paula Adamo Idoeta | 2011-02-09, 19:03

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira um corte de R$ 50 bilhões nas despesas previstas pelo Orçamento Geral da União para este ano.

O corte é mais do dobro do montante bloqueado no Orçamento do ano passado – R$ 21,8 bilhões –, que havia sido o maior contingenciamento feito em oito anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A redução é anunciada num momento em que a inflação preocupa o governo. Na última terça, o IBGE anunciou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro subiu 0,83%, maior aumento desde abril de 2005.

O Orçamento, aprovado pelo Congresso no ano passado, previa R$ 2,073 trilhões para 2011. Com o corte, o valor cai para R$ 2,023 trilhões, segundo a Agência Brasil.

O ministro da Fazenda disse que os cortes almejam manter a “solidez fiscal”, a redução do deficit nominal do país e a redução da dívida líquida, para garantir a expansão do investimento público e privado e permitir uma futura redução na taxa de juros.

O Orçamento foi calculado com base em uma previsão do PIB de R$ 4,5 trilhões e de um salário mínimo de R$ 545.

 Mantega disse que serão retirados os “estímulos, desonerações e subsídios” estabelecidos após a crise econômica global de 2008.

Segundo o ministro, todos os ministérios serão afetados pelas reduções, mas os programas sociais do governo não sofrerão cortes.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que fez o anúncio ao lado de Mantega, disse que “a eficiência dos gastos públicos será um mantra, uma tarefa permanente do governo”.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 3:42 em 2011-02-10, Emanuela escreveu:

    A gente só não vê cortes nos salários e benefícios dos senadores, deputados e vereadores... Não é à toa que não sobre verba para as coisas que realmente são importantes. Deus tenha misericórdia de nós!

  • 2. às 12:12 em 2011-02-15, Márcio Carvalho da Silva escreveu:

    Essas medidas (se forem seguidas à risca) torna-se fundamental para o país que pretende se projetar num cenário econômico de uma nação desenvolvida. Para tanto, é condição sine qua non que os principais afetados por tais medidas entendam que isso representa um passo para uma futura transição da economia desse pais em desenvolvimento para um pais que se mostra potencialmente em condições de ascender o status de desenvolvido. E conseguir essa compreensão será de fato um feito desse governo no qual acredito ser possível.

  • 3. às 23:07 em 2011-02-16, Rodrigo dos Santos Godoy escreveu:

    Dilma esta correta, não podemos deixar a inflação disparar.

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