« Anterior | Principal | Próximo »

A imprensa longe de Gaza

Categorias dos posts:

Rogério Simões | 2009-01-09, 18:19

gazaescombros.jpgHá poucos jornalistas hoje na Faixa de Gaza. Duas semanas depois de Israel lançar uma ampla campanha militar contra o território palestino, com bombardeios aéreos e invasão terrestre, com o declarado objetivo de interromper lançamentos de misseis do grupo Hamas, a imprensa estrangeira segue vetada. BBC, CNN, ITV, ABC, NBC, CBS, The New York Times, The Times, The Guardian, Le Monde, El Pais, a imprensa brasileira, argentina, japonesa etc, as agências internacionais, enfim, os grandes veículos de mídia estão limitados ao trabalho dos seus poucos correspondentes locais já baseados em Gaza.

Israel alega proibir a entrada de jornalistas estrangeiros por uma questão de segurança. Mas, quanto mais complexos tornam-se os eventos dentro do território, maior a necessidade de que jornalistas tenham acesso aos fatos, em um conflito que dia-a-dia desafia a política e a diplomacia. Acusações são feitas, pontos de vista conflitantes são apresentados, e a imprensa não pode cumprir o seu papel de tentar mostrar ao mundo o que realmente acontece no campo de batalha.

Nas mais recentes polêmicas, aparece, de um lado, o governo israelense. Do outro, as Nações Unidas, a Cruz Vermelha Internacional e outras entidades humanitárias, como a Oxfam. A ONU abandonou a assistência a civis palestinos, alegando que funcionários seus foram mortos pelas forças israelenses enquanto tentavam fazer seu trabalho. No mesmo dia, a Cruz Vermelha acusou Israel de não cumprir sua responsabilidade de ajudar civis sobreviventes de confrontos, depois que crianças palestinas foram encontradas junto aos corpos de suas mães, mortas em um ataque. Bombardeios mataram dezenas de civis ao atingir duas escolas da Organização das Nações Unidas, que também acusa Israel de bombardear um abrigo de refugiados, matando outras 30 pessoas, depois de tê-los evacuado de suas casa e os dirigido para o local. A Anistia Internacional acusou os dois lados de abusos contra a população civil palestina.

O governo israelense tem rebatido as acusações, mas promete investigá-las. Israel diz ainda que o Hamas tem usado civis palestinos como escudos humanos e que membros do grupo, ou pessoas ligadas a ele, têm interesse em associar o país a supostos crimes de guerra. Israel não chega a acusar a ONU ou a Cruz Vermelha de associação com o Hamas, mas sabe-se que os organismos internacionais de ajuda são vistos com suspeita pelo governo israelense. E a imprensa internacional? Continua proibida de entrar na Faixa da Gaza, limitada a um pequeno número de bravos repórteres locais, sem recursos suficientes para verificar o que realmente acontece no território.

Toda grande potência militar tenta, durante uma guerra, controlar o fluxo de informação nas áreas que domina. Na Guerra da Bósnia (1992-1995), os sérvios impediam a entrada de jornalistas ocidentais a leste de Sarajevo. No Iraque, os Estados Unidos praticamente exigiram que repórteres estivessem com suas tropas para poder trabalhar. Quem agisse de forma independente corria o risco de ser morto, como aconteceu com o britânico Terry Lloyd. Mas nesses conflitos, como em muitos outros, jornalistas seguiam fazendo o possível para cobrir os conflitos, circulando por áreas de combate, mesmo sabendo que poderiam perder a vida.

A diferença em Gaza é que se trata de uma área mínima, cercada pelo mar, por Israel e pelo Egito, que não quer problemas em seu território e mantém suas portas fechadas. Neste conflito, Israel define quem entra e quem sai. A população civil não sai. Jornalistas não entram. Israel fechou a Faixa de Gaza para jornalistas porque pode fazê-lo, porque seu controle sobre o território lhe permite esse poder sobre a informação. Outros países provavelmente fariam o mesmo, porque controlar a informação é vital em uma guerra. Pode definir seu resultado. Vence com isso a lógica militar, mas perdem a opinião pública, os feridos e as famílias dos mortos, que gostariam que as acusações de atrocidades, possíveis crimes de guerra e supostos erros cometidos em Gaza fossem devidamente, e rapidamente, esclarecidos.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 07:36 PM em 09 jan 2009, paula escreveu:

    Resoluções da ONU não valem para Estados Unidos e Israel e assim eles vão cada vez empurrando mais a cerca e com a desculpa do Holocausto se permitem repetir as barbáries sofridas na Segunda Guerra... pelo jeito nada mudou. O desejo de vigança ainda arde. Século 21 só começou, esperamos que o mundo não continue de braços cruzados, deixando com que as atrocidades corram soltas pelo mundo afora. Isso não é uma guerra, é um massacre.

  • 2. às 08:14 PM em 09 jan 2009, Ivo bitencourt escreveu:

    Porque a imprensa não faz a cobertura do lado Palestino?

  • 3. às 08:38 PM em 09 jan 2009, Flávio Oliveira escreveu:

    É notório o esvaziamento da ONU com a intransigência de governos e lideranças, mantendo suas estratégias de guerra e massacrando os civis. A Organização perde, com isso, sua eventual credibilidade/autoridade internacional. Infelizmente, ao que parece na atualidade os crimes de guerra são praticados para que todo o mundo veja que o mais forte pode e ninguém é capaz de detê-lo em situações adversas. Barbárie.
    Os exércitos, por sua vez, praticam o que se chama de Operações Psicológicas, sufocando o inimigo - e a população civil - com ataques subjetivos, visando o enfraquecimento como parte de suas estratégias/táticas.
    Numa crise deflagrada, a população civil não passa de expectadora e coadjuvante da morte, que vem junto a forte aparato tecnológico e muita covardia!

  • 4. às 10:24 PM em 09 jan 2009, Alex Mendes escreveu:

    A finalização do artigo é lamentável. Justifica a censura.

    Os genocisdas agradecem!

  • 5. às 11:07 PM em 09 jan 2009, Luiz Monteiro de Barros escreveu:

    O que acrescentar? Nada mais a não ser que Israel está a criar o segundo holocausto. A opinião pública do mundo representada pela ONU está estarrecida e alguns passam a odiar Israel. Combato esse sentimento em mim e imploro pela vida dos palestinos. Dos palestinos e dos iraquianos que tambem estão sendo mortos pelo EUA em uma guerra desproporcional tambem e baseada em um Mentira divulgada pela mídia na época. Tanto os EUA com Israel não me respeitam, como a todos nos e só atende aos interesses e sentimentos incofessáveis dos que apoiam a guerra. Essa guerra começou em l948 quando Israel não se limitou ao que a própria ONU lhe concedeu. Em certos blogs lí o que Ben Gurion disse. Se for verdade então Israel representa a
    o aguilhão da humanidade. Por favor não se vinguem de Hitler que causou uma vergonha ao povo alemão.

  • 6. às 11:44 PM em 09 jan 2009, Leonardo Spohr escreveu:

    Israel está imputando sobre os palestinos política semelhante àquela que horrorizou a humanidade e possibilitou a criação de seu próprio território. Fez-se, sob alegações que de nenhum modo justificariam esta ação, um campo de extermínio em massa em Gaza. Vê-se que o ódio de Israel é contra todo e qualquer palestino e não apenas uma ação contra o Hamas. A comunidade internacional deveria intervir de maneira enérgica, aplicar sanções econômicas a Israel e julgar as atrocidades cometidas pelos seus dirigentes na Corte de Haia. É preciso dar fim ao protecionismo mundial a Israel, que às suas ações desumanas alega justiça; é preciso ainda reconhecer o estado palestino como território político legítimo, para dar fim a estes banhos de sangue. Israel envergonha a humanidade pois repete com sua política de guerra a monstruosidade cometida contra os judeus pelos nazistas.

  • 7. às 12:36 AM em 10 jan 2009, André R. S. Silveira escreveu:

    Também não vejo motivos para uma nação impedir a entrada da imprensa internacional. Como foram as guerras anteriores entre israelitas e palestinos? A imprensa teve total acesso? Como estão se comportando o Egito e o Líbano? Estão dando acesso? Jornalistas infiltrados conseguem enviar matérias?

  • 8. às 10:04 AM em 10 jan 2009, Paulo Truglio escreveu:

    A legislação internacional é bem clara: houve crime de guerra por parte de Israel. Estado criminoso tem que ser parado, juntamente com seus aliados. Ocorre que o principal, incondicional, aliado de Israel são os Estados Unidos da América, estado belicista por tradição.
    Esta é uma boa oportunidade de a ONU se fazer sobressair no que tange ao poder de umas poucas nações que detém o poder de veto na Conselho de Segurança. A ONU, em tese, nos representa. Queremos ser representados e que não venha uma nação prepotente vetar nossas decisões.
    O Tribunal Penal Internacional, creio, está pronto a receber denúncias de genocídio e demais crimes de guerra.
    Está mais do que na hora de nós, humanos, continuarmos sendo humanos, com interferência mínima do estado e respeito máximo às determinações dos povos.

  • 9. às 11:10 AM em 10 jan 2009, Eduardo Galib escreveu:

    Ao mentiroso só interessa a sua versão. Quem é realmente Davi e Golias nesta disputa ? A quem interessa essas mortes? De onde vem o dinheiro para financiar este tiroteio? Os heróicos soldados Israelenses estão conseguindo vencer o poderoso exercito Palestino que recruta ate mães e crianças armado com as mais modernas armas.....Não se aprendeu nada com a segunda guerra mundial e o nazismo ? Realmente, "eles não sabem o que fazem."

  • 10. às 11:36 AM em 10 jan 2009, Alessandro escreveu:

    Rogério,

    Com certeza Israel tem seus motivos para não querer jornalistas no local; não querem que o mundo saiba do massacre que os lideres de Israel está promovendo. A cruz vermelha já deu o alerta e a ONU (que ultimamente não tem servido para absolutamente nada) também. É lamental toda essa situação, os jornalistas não podem investigar a verdade, saber o que realmente está acontecendo, apenas relatos de moradores palestinos, além como já mencionado, alguns poucos da Cruz Vermelha que estiveram e foram testemunhas oculares de algumas atrocidades.
    Até que ponto a auto defesa justifica tal massacre?
    O Hamas tem usado pessoas inocentes como escudo humano e isto é um fato que não pode ser ignorado.
    Diante das perspectivas de que esta guerra irá fazer mais vitimas o mundo todo assiste de braço cruzado um lugar sitiado, como na segunda guerra, o gueto de Varsóvia onde milhares de judeus foram assassinados.
    Não pense que esta guerra irá terminar, perpetuará por decadas e o ódio só irá aumentar contra o povo judeu.
    Dente por dente, olho por olho resultado: todo mundo banguelo e cego.
    Acho também que os jornalistas do mundo tem de se mobilizar e realizar algum tipo de protesto ou até mesmo entrar com algum tipo de representação contra Israel.
    Lamentável tudo isso.
    Forte abraço.

  • 11. às 12:41 PM em 10 jan 2009, Ivo Bitencourt escreveu:

    Creio que Israel está impedindo o trabalho da imprensa, porque está cometendo crime de guerra, isso da para perseber mesmo sem a cobertura da imprensa.

  • 12. às 02:15 PM em 10 jan 2009, Miguel Bonifácio escreveu:

    Nesta guerra interminável todas as loucuras humanas são representadas pelos dois lados. Mas, é obvio que o apoio incondicional dos EUA a Israel prejudica os palestinos, a quem são vedados ter direitos, como se todos fossem ativistas. O que me impressiona é não se notar que cada vez mais os palestinos são empurrados para uma vingança sangrenta e infinita em nome dos mortos. Essa briga de "família" não vai acabar nunca.

  • 13. às 03:21 PM em 10 jan 2009, Milton Coradi escreveu:

    A imprensa deve mesmo ficar de fora.
    Principalmente porque não pretende ela publicar os fatos e sim ser uma espécie de porta voz do Hamas!

    Milton.

  • 14. às 04:58 PM em 10 jan 2009, Nélio Rêges Gonsalves escreveu:

    Acho que Israel impõe uma censura de guerra a imprensa internacional sim. Na minha opinião um povo que sofreu tanto no Holocausto deveria ser mais pacifico!

  • 15. às 03:17 AM em 11 jan 2009, Eros escreveu:

    As autoridades israelenses tem que ser julgadas, pelos crimes que Israel esta sendo acusado, pois são acusados por organizações como a ONU e a Cruz Vermelha, e se o Tribunal Penal Internacional de Haia, não tiver coragem de fazer isso, eles irão mostrar que provar o que muitos dizem, que ele existe para julgar e condenar os inimigos dos EUA, e se for assim, deixe os que estão sendo julgados lá, serem julgado e condenado em guantanamo.

  • 16. às 04:50 PM em 11 jan 2009, Isidoro Maldonado escreveu:

    Não só estou revoltado pela actitude do goberno de Israel, se não pela campanha de silencio que certos medias occidentais tem tomado nesta violação flagrante del estado judio.Me pregunto, por que ?. Não serã que realmente teve seu efecto perniciosso a de presentar ao povo judio como victimas do nazismo. Esquecendo-se os grandes propietarios, que não só "o povo elegido" se não também outras minorias como os ziganos foram victimas. Hojé é claro e as consequências estão a vista. Na ONU, só os americanos estão ficando sozinhos em seu apoio a seus agentes no meio oriente.Por que esse quasi-silencio complice; ou a morte de uma criança no campo de refugiados não será suficiente para denunciar aos que pretendem com as armas e a superioridade militar uma "solução final" (ironia)ao problema.

  • 17. às 11:12 PM em 11 jan 2009, Luiz Monteiro de Barros escreveu:

    O fórum único, inquestionável, necessário, aglutinante, solidário, político maior, desarmado, insubstituível é a ONU. No linha do tempo ali foram tomadas as mais sabias decisões. Foi ali, que após o término da 2ª guerra foi decidido na correlação de poder militar e econômico, maiores naquela época do que o social e intelectual atual, a criação dos Estados de Israel (e Palestino ou não?). Tal qual nas Constituições de cada Estado são preservadas as garantias individuais contra os excessos cometidos pela sociedade (o Todo, o mais de um individuo) pelo exercício do poder dos agentes públicos ou privados; governantes políticos ou estruturas organizadas, assim também o Estado de Israel como em todos, representado bem ou mal pela escolha consciente de sua população pode não aceitar o que a ONU decide. Sabemos que a democracia verdadeira está sendo construída agora em 2009 de forma mais autêntica. Na minha intuição (reflexão e sentimento) os dogmas de livre mercado, globalização, guerra como solução, educação e produção competitivas, conceitos inadequados do consumir produzindo doenças e devastação ambiental foram erroneamente disseminados na sociedade favorecendo um conceito de riqueza para poucos.
    São miríades de aspectos postados nos blogs e sites da Internet, no entanto qual é a somatória para a solução da guerra.
    Reflito que Israel não acatou a resolução inicial da ONU e expandiu seus territórios. .No blog do Azenha do dia 31/12 consultem os mapas em “É a terra....”, e as palavras sinistras de Ben Gurion em l947, para entender o principal. Como a ONU é um poder da coletividade que justamente não podendo possuir a força coatora das armas é o fórum mundial único que tem força ética e moral para resolver hoje e para todo o sempre os conflitos. Para mim quando um Estado toma uma inicitiva própria, tal qual um individuo livre, contra as decisões do conjunto dos Estados (ONU) se coloca contra o mundo todo a não ser que comparecesse a esse mesmo fórum e explicasse o a sua ação.
    Como avalio que a ONU é a única capaz de resolver o conflito, apelemos que Israel se dirija a ONU e se explique para o mundo. Até lá não há como se compreender a sua ação militar sob qualquer argumentação e estar criando essa animosidade toda considerada por mim como crime de lesa humanidade. Minha identidade como ser humano não me permite considerar que Israel seja mais sábio que qualquer outro Estado do planeta e na medida em que não acata as resoluções da ONU se coloca contra a evolução natural da raça humana.
    Como há um prenuncio de nova era no ar da humanidade, onde a esperança de maior compreensão, solidariedade, justiça, amor e sabedoria se fazem mais presentes não há como não saudar a existência e atuação da ONU. Não posso conceber que os EUA, tal qual um individuo em qualquer sociedade, possa ter resolvido invadir o Iraque, contra a opinião do resto do mundo, exceto Inglaterra e alguns poucos outros. O governo brasileiro se dispunha enviar força militar, caso a ONU tivesse aprovado, o que jamais teria acontecido. A solução dos conflitos entre os Estados não pode mais ser através da guerra. Aliás a guerra nunca foi feita para resolver conflitos de nível intelectual, sentimental, alimentar ou até mesmo religioso mas sim ÚNICA EXCLUSIVAMENTE POR QUESTÕES ECONOMICAS LIGADAS A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA.

  • 18. às 01:24 AM em 12 jan 2009, André Gibran escreveu:


    Todo país que vem deferir uma guerra se auto justifica de ações limitadoras de informação com o intuito de seus objetivos vitais serem firmados sem a gerencia ou em visão própria ingerência estrangeira. Convém saber que ações de nações que limitam a informação de fluir estão legitimizando ao fato que se escondem algo que não pode ser revelado, e também por ser este algo passivo de extremas criticas aterradoras, dotadas mesmo de acusações de crimes contra humanidade.

    Abrimos os livros de história e vemos fatos que existiram ou passaram a serem expostos por força de vontade e coragem de pessoas que lutaram para tais verdades fossem expostas. O próprio holocausto Nazista é exemplo disso e pessoas corajosas conseguiram na época passar pelas fortes forças repressoras do regime Nazista. Agora temos por ironia as vitimas do passado que tanto dependiam que suas verdades fossem expostas sobre seu pregresso cativeiro nos campos de extermínio Nazistas, estas mesmas vitimas de outrora se transformaram nas forçar repressoras e manipuladoras da informação. Para agora escondem arduamente seus possíveis atos condenáveis.

    Quem anseia agora que as verdades sejam expostas são o povo palestino na faixa de Gaza. Estes rezam para que pessoas corajosas (Jornalistas opu não) transpassem as forças israelenses e estas revelem ao mundo as reais ações e intenções israelenses, que possivelmente pode explanar atrocidades terríveis que estão acontecendo e que mancharam mais uma vez a História da humanidade de sangue e sangue inocente das crianças.

  • 19. às 08:38 PM em 12 jan 2009, Roberto Jorge Ramalho cavalcanti escreveu:

    De que Israel está realmente como medo? Do grupo Islãmico Hamas com quem trava uma guerra feroz ou contra a imprensa livre internacional? Como Jornalista que sou vejo essa atitude de cerceamento da liberdade de imprensa na referida guerra um absurdo! Isso é inaceitável vindo se um país que teve seu povo massacrado pelos nazistas e isso foi graças a imprensa da época bastante veiculado. Que o governo Israelense mude sua atitude injusta e absurda com aimprensa internacional. Talvez seja o fato de Israel estar exterminando, também, o sofrido povo palestino de Gaza que nada tem a ver com essa guerra.

  • 20. às 01:07 PM em 13 jan 2009, caio augusto bastos escreveu:

    Israel está certo.
    Qual a vantagem de liberar o acesso
    de uma imprensa,ávida em divulgar as
    imagens de crianças atingidas,forta
    lecendo a posição palestina,deixando
    de informar que as mesmas foram deli
    beradamente usadas como escudos huma
    nos.

  • 21. às 06:15 PM em 13 jan 2009, Eros escreveu:

    Os que defendem as barabaridades provocadas por Israel, tem como principal argumento que os que são contra, apoiam os terroristas, se tiver alguem que apoia o Hamas esse deveria esta preso, então saiam detraz dessa desculpa, e encare o fato que 40% das vitimas são civis e crianças, e são esses e NÃO TERRORISTAS, que as pessoas aqui defendem, ou vocês são tão burros para não perceber isso!?

    Eu admiro o povo Judeu, a minha biblia enaltece a historia de seus antepassados desde Abraão até Israel, pasando por Jose e outros grandes homens de Deus.

    Israel pensa que as armas irão resolver o problema que eles tem com a palestina, todo o resto do mundo sabe que não funcionara, mais Israel teima, eu me colocando na pele de um jovem palestino, sem pespectiva e nenhum futuro, tambem preferiria morrer como um martire, assim teria me vingado de um povo que me cercou, não deixou que me levassem alimentos, matou as crianças e mulheres de meu pais e ocupou sem pena nem piedade meu territorio.

    È facil critivar os jovens palestino, e chamalos de estupidos e ignorantes, o dificil é entender a sua vida e o seu sofrimento, o hamas tem 15 mil homens em suas fileiras, os palestino são 4,2 milhões, existe a velha frase, "Os inocentes pagam pelos pecadores", mas do jeito que esta logo não havera inocentes.

    Israel por ter sido um pais perseguido, poderiam ser exemplo em respeitar o direito dos outros, pois ja sentiram na pele o que é serem perseguidos e mortos, mas não, eles devem achar que por terem uma historia de perseguição tem o direito de impor a outros povos, o mesmo que lhes foram impostos, falta de liberdade, escasses de alimentos e campos de concetração, o povo de Deus poderia amar mais os seus proximos, enquanto a desculpa que é aniquilar o hamas, acho que com tanta tecnologia é possivel chegar a esse intento de atacar os terrostitas sem matar crianças e civis.

    Israel é acusado de usar armas poderosas em áreas civis; usar armas proibidas, como bombas incendiárias de fósforo; usar famílias palestinas como escudos humanos; atacar instalações médicas; e matar grandes números de policiais sem papel militar, e abrigar palestinos na Faixa de Gaza e depois atacar a casa, com mulheres e crianças.

    É a ONU que esta acusando, e não os terroristas do hamas nem o povo palestino, e tomara que alguns lideres israelensses apodreçam na cadeia.

  • 22. às 12:06 AM em 14 jan 2009, Antonio escreveu:

    Parece que Israel não é a única fronteira da Faixa de Gaza, daí indagar porque os jornalistas não utilizam, por exemplo, a fronteira com o Egito para entrarem na área em conflito?, porque somente por Israel?

  • 23. às 03:28 PM em 15 jan 2009, Alessandra Pacheco escreveu:

    O problema na Faixa de Gaza são vários, mas não pode se omitir que há vários motivos para Israel não permitir a entrada de ninguém na Faixa. Depois de tempos que o Hamas joga "bombinhas de são joão" no território israelense, tem um momento que satura, não? Eu apoio o fato de que deveria SIM haver jornalistas lá. Não para se arriscarem, mas para saber o que realmente está acontecendo lá, já que Israel é quem dá todas as diretrizes e informações que recebemos. Quem garante que é a verdade? Em relacionamentos, quando você vai ouvir uma história, tem que se levar em conta os dois lados. Sobre Israel e a Palestina, é o mesmo. Só que ainda é necessário a presença dos jornalistas para dar veracidade aos fatos. E de certa forma,Israel e Palestina, estão errados..

  • 24. às 01:45 PM em 18 jan 2009, Marta escreveu:

    Normalmente, quando lemos os textos de história, ficamos estarrecidos com as atrocidades ocorridas no Império Romano, nas guerras medievais e nas invasões (ainda com a denominação de descobertas) feitas a partir da Idade Moderna. Somos então levados a pensar que os genocídios, carnificinas e a escravidão ocorridas no passado, foram cometidas porque os humanos daquelas eras não eram tão evoluídos e civilizados como somos agora. Grande engano! As guerras modernas são tão atrozes e selvagens quanto às antigas. A tentativa de impedir a imprensa é para evitar julgamentos e comparações: uma prova de que evolução social e civilização ainda são fatores incompletos ou inexistente. O que se modernizou ou evoluiu são os mecanismos de matança.

  • 25. às 02:17 AM em 19 jan 2009, Jose Miguel Arias Neto escreveu:

    Israel se diz um Estado Democrático aos moldes do Ocidente, mas se alguem tinha alguma dúvida, cairam todas as máscaras: pertence aquele modelo de estado que no passado se denominava de "despotismo oriental". However, este estado deve ser visto como mais proximo do nazista, pois, agora perpetram o holocausto palestino.

  • 26. às 05:25 PM em 19 jan 2009, Vitor Mango escreveu:

    Caros amigos
    Estou a escrever de Portugal e li com vivo interesse todos os vossos comentarios
    Estive 6 anos no Brasil e percorri parte do planeta em missoes de paz
    Sei que o lobby Judaico controla assustadoramente os media nos EUA
    Todos sabemos que por detras de todos os jornais há pressoes para se dizer o que se quer e o que nao se quer
    A america perdeu a guerra do vietname quando a TV mandou para a america o horror de uma guerra estupida que nunca ninguem soube para que servia ou serviu
    No Iraque a america teve o cuidado de fechar as portas á TV obrigando os jornalistas a dizerem o que o exercito achavam que deviam dizer
    mas...esqueceram-se de uma nova realidade
    A NET ...
    Em SEGUNDOS converso com os meus amigos no mundo inteiro que me enviam fotos e toda a carga de informaçoes e é aí que o Governo de Israel falhou
    Ao proibir a entrada aos jornalistas o que passou nas tvs , foram blogs e as fotografias que uma agencia local enviava para o exterior
    Se Israel grita por vitoria pelo numero de mortos que conseguiu e todas as estruturas deitadas abaixo num ja pauperrimo territorio ...o tiro saiu pela culatra
    O mundo pesem todas as pressoes dos grandes lobies ou interesses move-se hoje por movimentos globais
    Acabaram-se raças superiores ou o oposto
    Todos somos irmaos com a mesma origem no Universo ...que nao passa de um quintal (chacra )
    Jorge Amado escrevia
    ---------------
    Quanto mais regional mais universal
    ---------------
    O Imperio do Poder americano acabou
    Hoje a força poderosa da OPINIAO PUBLICA decide quem é quem ...e de nada vale gritar por vitorias onde elas nao existem
    Não é por acaso que hoje o Brasil surge como uma voz no dialogo das grandes potencias
    Porque ?
    Pelo que vi e sinto o Brasil resolveu o problema de raças e a religião amarrada ao Poder temporal ...pese embora alguns anacronismos
    Palestianos são todos os que nascerem na palestina e nascem nus e sem ferretes religiosos que o impeçam de serem Livres
    É para isso que TODOS temos que lutar
    Nascermos livres

    Vitor Mango

BBC navigation

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.