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O poder da imprensa hoje

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Rogério Simões | 2007-09-19, 23:22

calheiros.jpg
Há cerca de dez dias estou no Brasil, onde acompanhei com atenção as reações de jornais e revistas à vitória do senador Renan Calheiros (PMDB) na batalha por sua cassação. A revista Veja decorou sua reportagem com capas de jornais de vários cantos do país que falavam da "vergonha" que representava a decisão do Senado. Inúmeras colunas e editoriais condenaram o resultado em favor de Calheiros (prefiro chamá-lo pelo sobrenome, como manda a tradição, já que "Renan" é para mim um ídolo do vôlei brasileiro dos anos 80). Muitos textos disseram que o episódio mostrava a necessidade de se acabar de vez com o Senado.

A imprensa, em períodos de liberdade de expressão, sempre questionou e pressionou a classe política. No início dos anos 50, Carlos Lacerda e sua Tribuna da Imprensa conseguiram abalar o governo de Getúlio Vargas, numa crise que culminou com o atentado contra o jornalista/político e o conseqüente suicídio do presidente. O regime militar pós-64 manteve os jornais sob censura porque acreditava que sua ação livre era um risco à nova ordem autoritária. A imprensa não venceu na luta por Diretas-Já em 1984, mas seu engajamento na campanha garantiu que a eleição de Tancredo e Sarney no ano seguinte fosse a última no Colégio Eleitoral. A queda de Fernando Collor de Mello se deveu, em muito, à atuação de jornais e revistas que expuseram atos de corrupção em seu governo.

Mas e hoje? Quem da classe política realmente se importa com o que diz o chamado Quarto Poder? O senador peemedebista pareceu não se abalar com a revolta exposta pela imprensa nacional. Tampouco o governo federal se viu obrigado a exigir que ele pelo menos se afastasse da Presidência da Casa. Em seu primeiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva manteve ministros cujas cabeças eram pedidas por jornais durante meses e reelegeu-se presidente mesmo encurralado por grande parte da mídia. A pressão da imprensa parece não surtir grandes efeitos sobre os caminhos da política brasileira.

Tiragens reduzidas, fragmentação do mercado de mídia, distanciamento entre veículos e público, são várias as razões para o enfraquecimento do poder da imprensa tradicional, fato que não ocorre apenas no Brasil. Em julho, o The New York Times publicou um editorial defendendo a saída das tropas americanas do Iraque. Mas, como disse Paul Harris dias depois no britânico The Observer, o impacto do editorial foi mínimo, como se governo e sociedade americanos pouco ligassem hoje para o que pensa o mais importante jornal do país. "O poder dos jornais de influenciar políticas de governo é muito menor numa era em que pressões políticas parecem vir de canais de notícias de TV a cabo e da internet, via blogs ou o YouTube", escreveu Harris. Nesta semana, os senadores republicanos reafirmaram apoio à política de George W. Bush no Iraque, e o editorial do NYT segue no esquecimento.

Na Grã-Bretanha, a imprensa popular (os chamados "tablóides") ainda goza de influência significativa. Muitos creditam parte do sucesso de Tony Blair em seus dez anos como premiê ao apoio do conservador The Sun, de Rupert Murdoch. Mas o The Sun, com seus 3 milhões de cópias diárias, pode ser visto como exceção. A força de títulos da chamada "imprensa de qualidade" é muito limitada, como bem sabe Blair, que sobreviveu a pressões em vários momentos.

Com a imprensa mais fraca e o leitor cada vez mais cético em relação à política, governantes podem se achar imunes a ataques. Mas é bom lembrar que jornalismo e informação são maiores do que os veículos que os transmitem e sempre serão capazes de influenciar políticas públicas, em qualquer país. Se o poder de pressão não está mais nas mãos dos jornais e revistas, isso não significa que ele desapareceu. Blogs pessoais? Salas de discussão na internet? Não importa. Esse poder estará sempre vivo onde for gerado debate, onde houver questionamento e onde estiver a informação.

ComentáriosDeixe seu comentário

  • 1. às 10:21 PM em 20 set 2007, AFBESSA escreveu:

    Mas é lógico, que a IMPRENSA, não faz
    mais a cabeça de ninguém. Cada segmento da mesma, procura por seus
    unicos e exclusivos interesses. Aquilo que condenam num governo, que
    não é de sua simpatia, omitem ou fazem vistas grossas, quando é praticado, por aqueles, a quem seguem. Acreditar, sem procurar por
    um filtro, é muita tolice, de quem quer que seja. Enfim, a IMPRENSA,
    escrita, falada e televisada, estão
    no PURGATÓRIO.

  • 2. às 10:50 PM em 20 set 2007, Rui Daher escreveu:

    A sua abordagem do caso brasileiro, alegando fatos concretos que relativizam o poder da imprensa tradicional, apesar de correta não é suficiente. No que diz respeito ao governo Lula, sobretudo. Na sua reeleição, não houve qualquer canal de mídia, hoje altamente fragmentada, que não chegasse ao paroxismo na ânsia de evitar o segundo mandato. Poucos se mostraram, e aí abertamente, favoráveis à reeleição. O alcance das TVs, Rede Globo à frente, é praticamente total, e sua exposição dos casos de corrupção e de outras mazelas do governo foi intensa, o que anula o fator inacessibilidade à informação. Não seria o mesmo em relação a Calheiros. Apenas, aqui, um grupo de senadores, corporificados em um melado de interesses, os mais espúrios, votavam, em sessão e votos secretos. Deu no que deu. O povo não votava. Quando votou, e o fez em Lula, muito provavelmente achou por bem isolá-lo da corrupção e valorizar os benefícios de medidas governamentais que diretamente chegavam até ele. A imprensa errou no caminho que escolheu para ganhar notoriedade.

  • 3. às 10:56 PM em 20 set 2007, Lucas Fernando escreveu:

    Rogério Simões... sempre nos trazendo esses posts de qualidade e de inteligência únicas.
    Mais uma vez, concordo com tudo o que você disse.
    Penso que o poder do jornalismo tenha apenas migrado, mas não se transferido totalmente para blogs e sites pois os jornais, revistas semanais e televisão ainda exercem certo poder na opinião pública (brasileira pelo menos!) e não será tão cedo que deixarão de carregar essa influência que têm.

  • 4. às 12:21 AM em 21 set 2007, JR escreveu:

    Boa noite,
    Tenho acompanhado, lido, ouvido, muita coisa sôbre o " Partido da Imprensa ". Essa nossa imprensa escrita, falada e vista.
    Imprensa totalmente partidarizada.
    Exemplo, só interessa ao partido da imprensa, divulgar os fatos supostamente ou de ouvir falar,etc, contra o Governo Lula.
    Qualquer assunto contra o Governo Federal, merece destaque nas primeiras páginas, nos jornais da televisão desde a manhã, até a noite, nos canais pagos ,de hora emhora, nas rádios de meia em meia hora,portanto,um assunto por exemplo do Vavá, dos tais dois paus,viraram por quinze dias incansáveis reportagens, etc...
    Agora quando o T.C.U., divulga ( boletim informativo 354 ) que as obras do Rodoanel tem um superfaturamento de 79%, a imprensa divulga uma notinha, na página central do jornal, num canto perdido junto a propaganda das Casas Bahia.
    Os desmandos aqui em Sampa, engavetados 1500 processos, etc...não merecem destaque, apesar de São Paulo ser o coraçãodo País.
    Não adianta.
    Infelizmente a imprensa está a serviço de quem não sei.
    O tal deputado Jungmann, responde a processo no STF,por desvio de R$ 30 milhões no INCRA, quando o mesmo era Ministro do FHC,e nem por isso a imprensa oquestiona, quando êle vem a público com ar moralizador defender, a cassação do Calheiros.
    Enfim..
    O País tem a imprensa que merece.
    Ainda bem que temos a internet e seus arquivos,para esclarecer muito as "distorções "publicadas"pelas " FAMIGLIAS " que mantéo domínio da mídia neste País.

  • 5. às 12:22 AM em 21 set 2007, Paulo Pacheco escreveu:

    Infelizmente, para a maioria do povo brasileiro, mídia significa notícias de crimes, catástrofes, onde, no jargão popular, "o sangue pinga do jornal".
    Só uma pequena minoria se interessa por notícias de importância política.
    Até porque, a grande maioria do povo brasileiro, não se interessa por política.
    Daí, que os veículos de informação que passam as ocorrências (leia-se escândalos) no âmbito político, não conseguem penetrar esta massa popular, completamente ignorante politicamente.
    Como exemplo, vemos grandes veículos de comunicação (jornais, principalmente) criarem os seus veículos paralelos de circulação nas classes menos favorecidas (O Globo cria o Extra; etc.).

  • 6. às 02:37 AM em 21 set 2007, Danilo Lima de Souza escreveu:

    Caro Rogério Simões,

    me parece que a sua abordagem no tema é no mínimo equivocada. Primeiro o seu artigo coloca a mídia como vítima e a população, que quer e deve ser bem informada, como a vilã da matéria. Segundo, o seu estudo sobre o papel da mídia (principalmente a brasileira) é simplório e polarizado.

    A população como um todo não aguenta mais ser massa de manobra. A classe média, principal consumidora de informação, vem aceitando um papel passivo na formação da sociedade que não lhe cabe, em grande parte como resultado de um péssimo serviço ofertado pelos canais de comunicação.

    Por fim, a sua citação da revista Veja mostra a qualidade das referências as quais você se baseou para tirar essas conclusões.

    Quanto as casos dos jornais internacionais, são definitivamente resultados de fenômenos da mesma natureza, anos de subestimação da capacidade intelectual das pessoas. Junte-se a tudo isso a "democratização" da informação, ou pelos menos do direito de opinar e criar conteúdo, com auxílio da internet e temos centenas de impérios de comunicação tendo de rever seus conceitos para esse século que se inicia.

  • 7. às 03:12 AM em 21 set 2007, Gunna escreveu:

    Não poderia ser diferente. A imprensa brasileira está por demais comprometida com esse governo corrupto. A dependência das propagandas do governo é imensa nos orçamentos, principalmente das televisões. Fica, ou sai, da televisão quem o governo quer. Temos casos e casos: Franklin Martins, Boris Casoi, Carlos Chagas, são alguns exemplos. A Globo vive um faz-de-conta. Ao mesmo tempo que fala mal, fala bem. Vive um momento de mentira. Quando a imprensa é séria, e quer; não tem governo que resista.

  • 8. às 03:17 AM em 21 set 2007, marta schon escreveu:

    Quero parabenizar aos jornalistas, pelo esforço de concientizar-nos da "pre ditadura" de informaçõesa qual estamos passando. Meu sogro era redator politico, na epoca do golpe de 64.Não so por ser cunhado do Jango ,(quando estudante, em 48 foi fichado pelo Dops como comunista).Exercia grande infuencia politica com suas materias em diversos jornais do pais como Correio Paulistano e Diario de Noticias(Sul) Bem, o nome dele era João Luis Moura Valle durante o golpe foi proibido de escrever e exilado com a familia no Uruguai.
    Tenho varias materias ou melhor recortes de jornais da epoca, que, acho que poderia interessar para voces jornalistas, inclusive uma delas falando mal do Lacerda. Se interessar, e so entrar em contato que envio.

  • 9. às 03:59 AM em 21 set 2007, Karla Sant'Anna de Moura Coutinho escreveu:

    Não creio exatamente em diminuição do poder da mídia, escrita ou áudio-visual, senão decadência de valores somada ao apodrecimento a olhos vistos de certos tecidos sociais (certamente o caso brasileiro), deterioração esta respaldada por um sistema "legal" que privilegia a impunidade. É onde vicejam excrescências como o famigerado foro privilegiado, decretado por FHC ao apagar das luzes de seu principado. Criado como está um congresso que serve como abrigo a processados/acusados pelos mais variados crimes, mesmo hediondos, e sem que passe pela mente desses "cidadãos" a possibilidade de punição, fica igualmente respaldada a hipocrisia como "modus vivendi", e prisioneira a sociedade dos homens de bem de um punhado de desqualificados. Foi decretado o estado de marginalidade, e pt, saudações.
    A alternativa, tanto para a imprensa como para a sociedade civil, é uma campanha incessante contra o sistema de direito penal vigente, pelo fim da impunidade.

  • 10. às 11:09 AM em 21 set 2007, Thiago Rodrigues escreveu:

    O "poder" de persuasão da impresa, sobretudo, dos jornais e rádios, está diminuíndo, pois, os leitores que, antes, teorizavam as suas idéias com base nas informações daqueles, com o passar dos tempos e crescimento da democracia da informação,perceberam que, muitas vezes, os veículos de informação seguem idéias (e ideáis) pessoais. Interesses pessoais que, muitas vezes, envolve questões econômicas e políticas. O povo está cansando de ser enganado por informações errôneas e manipuladoras. A fragmentação da imprensa também contribuiu para esse processo. A verdadeira democratização da informação está se concretizando no país.

  • 11. às 12:47 PM em 21 set 2007, Ary escreveu:

    Indo ao assunto linguagem incorreta, pois o povo usa outra linguage, aqual nossos meios de comunicação só sabe verbalizar, quando é para vender (pago por alguém), eles sabem como fazer o povão acreditar que o produto é bom a exemplo a releição do Sr.Lula o que ninguém pode negar foi um exelente trabalho.
    Pelos fatos nos temos memória curta cabe aos meios de comunicação manter a notícia em foco até que o assunto seja resolvido. Uma das coisa que ajudaria é melhorar o nivel, são as rádios, pois é sistema que atinge a maior parte da população, oque poderia ser usado para ir educando o povo conforme esta sendo feito apesar que a os assuntos abordados por nossos meios de comunicação não são nossos essim da imprensa internacional é só observar problemas ventilados por ela são de outros países e acham que o povão é burro e não enxerga o fato exemplo foi o desarmamento da população ficando a mercer dos marginais, e o Sr. Renan como um homem de coragem isso o povo gosta ta vendo o caminho...........

  • 12. às 01:13 PM em 21 set 2007, paulo ferreira escreveu:

    bom texto.

  • 13. às 01:38 PM em 21 set 2007, Bel Portões escreveu:

    A imprensa, falando da grande imprensa brasileira, tem cometido diversos erros. Além disto, quanto ao seus objetivos, esqueceu-se de um: o de informar.
    Hoje ela quer opinar, definir, julgar e, principalmente, conduzir. Menos informar. Adora a má notícia e, quando convém, ignora as boas. Às vezes muitas.
    Notem que as pessoas que hoje têm o maior horror ao atual Presidente são das grandes cidades, classe média e leem apenas a Veja, manchetes de um grande jornal e assistem ao JN. Não sabem nada a respeito de mais nada que aconteça. A opinião desta turma - que é a minoria, pelo bem da nação - é a opinião do famoso cronista da revista. Nada de opinião própria, nada de avaliação fria, nada de inteligência.
    Quem lembra do Notícias Populares? Pois é, hoje, a criação das manchetes dos nossos grandes jornais segue a mesma linha.

  • 14. às 01:46 PM em 21 set 2007, Alessandro Cavalcante escreveu:

    Onde estão os estudantes? Os caras pintadas? Todos sumiram...a midia sozinha não faz nada, precisa do apoio popular e esse apoio começa com a classe estudantil. Se não onde está a população. Acho que deveriamos parar este país ao invés de engolir o sinismo descabido do Sr. Renan Calheiros. A informação chega apenas a poucas pessoas instruidas. Quando um caso desse atinge a população que vive a margem estes acham que é normal, que talvez fizessem a mesma coisa. Sinceramente não adianta crescimento economico, bio combustivel se isto de fato não chegar a população em forma de beneficios. Enquanto ficarmos apenas na falacia nada resolverá. Continuaremos tendo este tipo de gente no poder, o que é lamentável. E a midia nada poderá fazer, apenas noticiar. O que também eu acho uma lástima...foi se o tempo que a midia tinha algum poder...Poder quem tem são esses politicos ao invés da população. Desculpem o desabafo. Abraços.

  • 15. às 02:07 PM em 21 set 2007, wanderley stagliano escreveu:

    Num pais onde a educação é colocada em segundo plano, não se pode esperar outra coisa a não ser a indiferença com relação ao que acontece na política nacional, acho dificil a grande maioria compreender o que aconteceu nos vários escandânlos do Governo Lula. Se fizerem um pesquisa entre a população ninguém sabe ao certo o que faz um Senador e um Deputado. O Brasil é um pais de pobres pessoas ignorântes. Os jornais e revista no Brasil tem influência sobre a classe média, nada além disso, a grande maioria da população pensa apenas no seu dia a dia. Pra complicar esta situação a imprensa brasileira depende do Governo para se manter viva, existem limites nessa autonomina de imprensa, não dá pra acreditar em tudo que se vê na imprensa.

  • 16. às 08:56 PM em 21 set 2007, andré escreveu:

    Concordo com tudo.
    Só não aceito que a imprensa opine mais que informe.
    Dizer que fulano disse, sem citar fonte, considerar o dito como verdadeiro antes que as denúncias sejam investigadas e basear-se nessas conclusões como verdades e dar a impressão de estar noticiando algo é no mínimo, anti-ético e com certeza, inadmissível como jornalismo que se diga não sensacionalista.
    Experimenta dizer pro Editor do Estadão ou da Folha que eles agem com um tablóide sensacionalista britânico pra ver o que eles dizem.
    Mas é o que são.

  • 17. às 11:23 PM em 21 set 2007, Roger Hoh escreveu:

    Nos novos tempos da globalização,o Brasil um país que tem,ainda, um pé e meio no século XIX e a imprensa, seja ela grande ou pequena, partidária ou apartidária,é um dos pilares de sua jovem democracia. Ora, a maior parte do povo brasileiro, nunca acreditou nem em políticos e nem em jornais.É a classe média quem lê jornais;a grande parte do nosso povo, mal entende um texto de conteúdo primário; o povo sempre soube que o sr. Calheiros é um trambiqueiro agindo em interêsse próprio e seria ajudado por quem também tem o "rabo prêso".
    O Lula só conseguiu se eleger presidente quando a Globo o apoiou, fizeram um acôrdo, provavelmente visando a TV digital que colocaria em cheque o monopólio da vênus platinada.
    Até quando a informação do povo brasileiro será a das novelas, Faustão, Xuxa, Galvão Bueno e todo esse lixo empurrado goela abaixo?

  • 18. às 12:44 AM em 22 set 2007, Gildcley Mendes escreveu:

    Como a imprensa pode influir no cenário político do país se está dominada pelos parlamentare? O próprio presidente do senado é dono de veículos de comunicação. O governo é o maior pauteiro dos jornais.Basta abrir os jornais e ver quantas notícias governamentais existem. Blogs são a salvação para a imprensa livre. A própria BBC noticiou o ocorre na Itália onde um humorista através de seu blog está colhendo assinaturas para mudar as leis no País. Onde um grande veículo de comunicação italiano proporia isto?
    (ficará meio piegas, pois coloquei já em um outro post) Salve os Blogs!!!

  • 19. às 02:13 AM em 22 set 2007, Mig uel Lenz escreveu:

    É àquela velha história: Noticia sensacionalista demais acaba se tornando banal, a tal ponto que quase ninguém dá mais bola. Arendt fala da “banalidade da violência”, como ocorria nos campos de concentração Nazistas, onde a violência era parte integrante de soldados, torturadores, funcionários, pessoal administrativo, guardas, prisioneiros, etc., que se tornou uma “segunda natureza” neste universo humano, não espantando mais ninguém .O mesmo ocorre com a profusão de escândalos noticiados pela imprensa brasileira: se tornaram tão comuns que fazem parte de nossa vida diária l, portanto, não causam espanto a mais ninguém

    A imprensa nacional está bebendo o veneno que sempre destilou: Acusou tanto, mas tanto!(E às vezes sem provas)... que essas acusações viraram matéria para piadas e comentários ligeiros, numa população que esta mais preocupada com o Romário e o Ronaldinho Gaúcho do que saber detalhes da vida sexual do Senador Calheiros.E o pior de tudo, esse enfraquecimento da Imprensa em virtude do tal de “JORNALISMO INVESTIGATIVO” acaba por estimular mais desmandos, mais corrupção, mais crimes, mais impunidade, em razão de que tudo que a imprensa anda afirmando, têm altas taxas de descrédito junto ao público leitor por serem informações mais preocupadas com o sensacionalismo do que o referendar da verdade.

    Goebels deve estar rindo à toa em seu túmulo!

  • 20. às 02:39 AM em 22 set 2007, Mig uel Lenz escreveu:

    Para mim, o problema maior de certos setores da imprensa brasileira é a ânsia de “acusar para vender”, assim não respeitam nem um parâmetro de reflexão crítica e análise mais profunda do fenômeno a ser noticiado. Ora, isso causa uma espécie de “saturação de expectativas” no leitor nacional, banalizando o fato e diminuindo seu valor
    Durante a II Guerra Mundial, a BBC era tida como um “portal da liberdade” pelos povos dominados pelos alemães, mas também o veiculo de informação mais confiável. Dizem que até o alto comando de Hitler se baseava nas informações da BBC para estabelecer estratégias e verificar como a guerra estava se desenvolvendo, pois o noticiaria da imprensa escrita e falada de Goebels, além de mentiroso, extrapolava a um falso otimismo e no falseamento dos fatos..Porque a BBC tinha essa aceitação? Porque sabia ponderar em relação aos fatos, não se apegando unicamente aqueles que interessavam aos Aliados, mas noticiando também erros estratégicos de ingleses e americanos, inclusive criticando muitas dessas ações.

    A Revista Veja, por exemplo, além de muitas contribuições que tem dado à democracia nacional e também ajudado no combate de corrupção de nossos governantes, está se especializando em transformar tudo “em escândalo”, mesmo que muito desses foram fabricados a sabor de interesses sectários ou ideológicos.Resultado: Apesar das denúncias serem bombásticas, estão se tornando corriqueiras e perdem a graça como novidade, situando-se no patamar do hilariante e da coisa sem valor no imaginário popular

    Parafraseando Marx no l8 Brumário: “Os fatos sensacionalistas, quando repetidos muitas vezes, acabam se transformando em farsa e piada “

  • 21. às 05:48 AM em 22 set 2007, Antonio Fouto Dias escreveu:

    A imprensa brasileira desenvolve um
    papel fundamental, principalmente no
    jornalismo investigativo. Foi através da imprensa, que foram desvendados muitos fatos, entretanto, não se pode achar que a
    imprensa está com essa "bola toda" de quarto poder. A imprensa escrita, por exemplo, sente a redução de assinantes e consequentemente de leitores, em virtude do achatamento do poder aquisitivo da classe média.
    Outra coisa é a extinção gradativa dos desinformados. Ultimamente você conversa com pessoas humildes e tem um retorno muitas vezes surpreendente; e isso faz com que haja mais dificuldade de persuasão
    ou até mesmo de manipulação. Os blogs
    atraíram muita gente, pela facilidade de comunicação, pela interatividade e principalmente pela
    oportunicade de se expressar logo após a leitura de uma matéria.

  • 22. às 10:29 AM em 22 set 2007, Dandolo Bagetti escreveu:

    A Imprensa Brasileira ?
    É o que temos de melhor nesse país.
    Se inibirmos a nossa imprensa, a omissão, corrupção e a impunidade, que já são astronômicas,irá transformar essa nação no Inferno de Dante.

  • 23. às 04:16 PM em 22 set 2007, haroldo azevedo escreveu:

    A Impressa Fascista Brasileira já era, ela acha que pode fazer o que quizer, isso e coisa do passado. Não tem credibilidade nenhuma.

  • 24. às 09:53 PM em 22 set 2007, adson santos escreveu:

    A imprensa no brasil é a responsável por várias revoluções, em sua maioria estas são em defesa de interesses próprios, e alguns populares(que fazem os mesmos cairem nas mãos do povo e adiquirir audiência). Contudo, essa imprensa está presa aos interesses de grandes grupos que arrastam os populares para apoiarem seus objetivos e candidatos políticos, formulam estilos de vida onde o consumismo é o segredo do negócio, a desvalorização moral é o principal carro chefe do momento, é triste que tanta informação não tenha empenho franco pelo socio-cultural.

  • 25. às 01:46 PM em 23 set 2007, Reinaldo escreveu:

    Os petistas acusam a imprensa livre brasileira de ser facciosa e tendenciosa. A imprensa alcança mais as pessoas instruídas que tem discernimento para concordarem ou não com as matérias publicadas, do que os assistidos pelo programa Bolsa Família. Que acham que o dinheiro que recebem sai do bolso do Lula.
    Os petistas compraram o silêncio da CUT,MST e entidades estudantis, aparelharam o Estado, sempre fizeram oposição destrutiva e agora vem o Lula dizer que antes era contra a CPMF e agora é a favor. São tão corruptos como os demais políticos. A diferença é que são corruptos de esquerda. O Lula não é muito diferente do que foi o ACM.

  • 26. às 04:34 PM em 23 set 2007, Elenice escreveu:

    Dez dias, o senhor considera um bom período para fazer a análise de um momento político de um país?Hoje a população está consciente de que as emissoras de tv, os jornais, revista enfim todo o sistema de informação tem donos, e como no mundo todo, prevalece os interesses dos donos na divulgação de notícias, e no Brasil por ser um país de dimensões continentais este fato tem proporções que conduzem o pensar (de acordo com interesses)sobre temas e situações do país.E todos sabemos disso os cidadãos e a imprensa.
    A internet foi um ótimo veículo porque desconcentra a informação e possibilita a pluralidade.
    O caso Renan, teve enfoques diversos em revistas, jornais, televisão e Internet, o leitor para entender o que acontecia, o jogo de poder envolvido além do noticiado, precisava reunir todas as informações para formar sua própria opinião.O leitor para estar bem informado ter sua própria opinião,após buscar a notícia (infelizmente é minoria), mas é uma minoria que busca a informação e até constata com fatos históricos para entender o que é notícia e imprensa.Por ex. o caso Renan, se buscarmos a história da política do país desde o tempo da escravidão teremos uma análise ampla do momento atual.

  • 27. às 08:52 PM em 23 set 2007, Rimundo Correia escreveu:

    A questão básica chama-se credibilidade. No caso específico do Brasil a credibilidade da grande mídia é muito questionável, em função da sua imparcialidade e do sensacionalismo praticado com tanta evidência. O regime militar foi amplamente apoiado pela grande mídia, que certos momentos manifesta até um certo saudosismo. As organizações Globo, por exemplo, nunca se soube ter passado por qualquer tipo de censura, por aquele regime, tão pouco em momento algum entrou na luta pelas diretas-ja, ao contrário, sempre procurou esconder os efeitos desta luta, se empenhou sistematicamente para a eleição do Sr. Fernando Collor de Mello, entretanto mantem-se sempre com o poder de manipular a opinião pública, sempre na busca dos próprios interresses e das elites que esta representa. Portanto a pergunta é a seguite: onde está a luz da verdade?

  • 28. às 09:22 PM em 23 set 2007, Anuar Oliveira Júnior escreveu:

    É absolutamente real esta tentativa circunstancial, demagoga e repetitiva de expurgar um governo que não lhe parece simpático. A midia foi a grande perdedora neste embate. Os probelmas do Brasil não se restringe a Renan Calheiros; não obstante, a imprensa golpista e fraudulenta está fadada ao descredito!

  • 29. às 10:20 PM em 23 set 2007, JFrocha escreveu:

    Na minha opinião a imprensa cada dia fica mais desmolarizada, principalmente a investigativa, entretanto continua suberviente ao governo federal.

  • 30. às 09:59 AM em 24 set 2007, Rodrigo escreveu:

    Infelizmente o "Calheiros" como tantos outros, também é empresário das telecomunicações. Durma com um barulho destes.

  • 31. às 02:33 PM em 24 set 2007, Jorge escreveu:

    A grande questão hoje é que a imprensa percebeu que está perdendo credibilidade. Como acreditar na imparcialidade se não há pluralidade e diversidade no quadro dos que "trabalham" com a noticia e programas que são veiculados na mídia.A imprensa não deve existir para exercer poder sobre ninguém, sua função é informar.Os leitores, são livres e não admitem manipulação.Quem utiliza esta pratica já é apontado publicamente como imprensa manipuladora, golpista e não tem o devido respeito dos cidadãos.

  • 32. às 06:13 PM em 25 set 2007, marcelo andreo escreveu:

    A partidarização da imprensa (ao lado dos partidos de direita) e sua opção pelo capital financeiro internacional são algumas das causas de sua falta de credibilidade. Veja o exemplo do relatório da PF que indicou o Mensalão do PSDB, que na imprensa é chamado de mensalinho ou de mensalão mineiro, numa clara tentativa de omitir a sigla do PSDB e do pré-candidato á presidência em 2010, Aécio Néves. O leitor já consegue perceber esses truques.

  • 33. às 07:12 PM em 25 set 2007, Ana Carla Calvet escreveu:

    Mesmo aparentemente não surtindo efeito, a pressão da mídia continua tendo grande importância no trabalho do Ministério Público. Se o político em questão não se altera com o grande foque que a mídia determina, a população se importa. Denúncias, alarmes e discussões fazem parte da função da imprensa. A população agradece? Talvez. O que se sabe é que a imprensa dando atençao para um determinado fato, faz com que a população dê atenção. Portanto, alguns casos não se resolveriam se não fosse a imprensa com a população.

  • 34. às 08:21 PM em 25 set 2007, Milton Junior escreveu:

    Lamentável.

    Acredito que a situação em Brasília têm ficado cada vez mais complicada para os que prestam - poucos, contáveis em uma mão, se variar.

    Mas, a imprensa brasileira é meio "cachorra" neste sentido. Como outro amigo acima comentou, basta haverem interesses e um veículo de comunicação passa de competente, ágil e sério para um cachorrinho que deita, dá voltinhas e - de quebra - finge-se de morto (ou, como dizem muito aqui na minha terra, "se finge de leitão para mamar deitado").

    O caso Lula é UM dos exemplos de que quando "não queremos" que tal candidato volte ao governo, "nós" tentamos. E, indo não muito longe, encontramos o nosso velho, RICO e bom Fernando Color, que descaradamente, apoiado e defendido por "nós" (nem que seja por meio de edição tosca), consegue se eleger e roubar de muitos que até hoje lutam para saber "adonde foi parar meu dinheiro".

    "Muito além do cidadão Caine" é o nome. Busque no Youtube e assista.

    Lamentável é o fato de termos emissoras que lucram e crescem encima de um público que se fragilizou com o tempo e hoje se faz vítima do mesmo.

    Para nossa sorte, existem blogs (como este), jornais impressos e até emissoras de tv que transmitem em idioma PT-BR e que não se rebaixam a tal ponto. Aqui exemplifico com a BBC Brasil; que graças à Raínha, fica bem longe de Calheiros e de Hélio Costa da vida.

  • 35. às 01:22 PM em 27 set 2007, jeronimo da costa escreveu:


    Vou falar em uma simples frase "Como um politico quer jugar uma pessoa politica se não tem a capacidade de se entender"

  • 36. às 03:53 PM em 27 set 2007, Julio Barbosa escreveu:

    Complicado.
    O artigo, além de conjuntural, baseia-se em quase nada, ao citar Veja e outros orgãos da imprensa internacional.
    O fato é que todos vimos o "comentarista" Casagrande, no mínimo, inebriado, ao ser socorrido depois do acidente.
    "Tomava tranquilizante e misturou 'uma' taça de vinho" . Ora, ora. E se fosse o Jorge Kajuru, do SBT, que também tem tomado tranquilizante e muito chopp em Ribeirão Preto? Qual seria a manchete da Globo???
    Sem contar o " mensalão mineiro", que só tem TUCANO, inclusive aquela frase do Azeredo...
    Não compreendo.
    De fato os aloprados do PT e cia são o ó do borogodó, mas e os outros?
    Cadê a equidade?

  • 37. às 05:16 PM em 28 set 2007, Antonio Carlos escreveu:

    Como mèdico, sou sempre cobrado do juramento de Hipocrates, e isto tem tudo a ver com a Imprensa nativa. O que vejo, apesar de todos terem um juramento semelhante ao meu, o mesmo por falta de cobranca, fica relegado ao Universo Perdido, dai o discredito e sua consequente falta depenetracão, que sera maior, quanto maior for o interesse pessoal ou grupal em relacão a verdade narrativa do fato.

  • 38. às 05:53 PM em 28 set 2007, Jacir Guimarães escreveu:

    Novos tempos:
    A CHANTAGEM ESTÁ PERDENDO SEU VALOR

    Será mesmo que a grande imprensa não atinge sempre seus objetivos com essas campanhas difamatórias?

    No caso do canal Futura, em que a Legião da Boa Vontade (LBV) apanhou tanto das Organizações Globo que acabou perdendo a concessão do canal de TV em São Paulo para a poderosa Rede Globo, parece que deu certo.

    Se observarmos bem, todas as vezes que toda a grande imprensa se move numa única direção é porque algo que ameaça este monopólio precisa ser removido.

    Será que existe tramitando no Congresso alguma matéria que ameace esse poder?

    As rádios e TV digitais têm tudo para se tornar meios de comunicação ao alcance de qualquer um, capazes de serem disseminadas como os sites na internet, mas o debate sobre sua implantação é sistematicamente boicotado. Se este acesso for democratizado com o sistema digital, permitindo o surgimento de milhares de rádios e canais de TV - a não ser que surja também um Google nas comunicações, açambarcando tudo -, o poder de pressão da grande imprensa vai para o ralo.

    Seria este o objetivo da acusação sem nenhuma prova ao Senador Renan Calheiros? Intimidar os parlamentares qua tratam da matéria no Congresso?

    Ou seria a discussão sobre o fim do exclusividade aos brasileiros natos da propriedade de meios de comunicação no Brasil, prevista no artigo 222 da nossa constituição?

    A Grande imprensa se considera responsável pelas eleições diretas e pela volta dos militares aos quartéis. Acredita também que foi ela a responsável pelo afastamento de um presidente da República e de um presidente da Câmara dos Deputados. Renan seria o terceiro poder da República por ela "derrubado". Intimidando os poderes da República, a grande imprensa acredita que os teria nas mãos.

    De uma coisa tenho certeza: quando os grande conglomerados de comunicação se movem numa única direção é porque algo muito valioso para eles está em jogo.

  • 39. às 08:11 PM em 28 set 2007, Elenice escreveu:

    O poder da mídia está na idéia de que a mídia tem poder.Acreditaria no poder da mídia se políticos que roubam, após julgamento fossem punidos com prisão, se devolvessem o dinheiro aos cofres públicos, por pressão da imprensa.Se agente público que não cumprem com eficiência suas funções fossem responsabilizados por omissão.Por exemplo a questão da saúde pública, educação, desemprego, moradia, segurança, trânsito, exclusão- que são questões sociais que precisam ser atendidas, que deveriam ser manchete de imprensa todos os dias e não é.Então como poderá influir em adoção de políticas publicas de questões sociais que não tem o destaque de prioridade.As questões sociais são destaque na desgraça, no final, quando o cidadão é punido na sua dignidade pela ineficiência do serviço público básico.São as noticias de mortes violentas, assaltos, ocupação de terras, falência do ensino público, incêndio em barracos, desabamentos, prostituição infantil,fome, a seca do nordeste, etc.A prioridade da imprensa deve ser repensada.Como evitar que políticos que não fazem política sejam eleitos.Porque não existe uma página dedicada as questões de cidadania e direitos humanos.

  • 40. às 12:14 AM em 30 set 2007, renato teixeira escreveu:

    Acabou-se o jornalismo no Brasil. A nova classe age como Midas ao inverso: tudo de bom que toca, vira fezes. De uma década pra cá, o jornalista brasileiro focou sua atividade em escândalos, apenas escândalos. A verdade não interessa. Pode ser dada no dia seguinte numa nota de rodapé. Veja o resultado na queda abrupta de assinaturas de jornais e revistas em todo país (situação que não mais se reverterá, anotem). O leitor não é bobo. Sabe diferenciar a exploração de um fato (e até boato). A imprensa brasileira dá nojo. É, na minha opinião, a pior do mundo. Que todos dêem a resposta, cancelando cada vez mais as assinaturas dessa péssima mídia e péssimos profissionais. Esperar o que de faculdades que contratam professores que nunca pisaram numa redação, que não sabem o que é notícia?

  • 41. às 12:34 AM em 03 out 2007, Arthemísia Santiago escreveu:

    Concordo com o autor na análise sobre o recuo da influência da imprensa. Entretanto, para mim, isso é uma boa notícia. Imprensa não é representante de opinião pública, nem da vontade popular. Imprensa não tem que pressionar governos, tem que informar a sociedade para que esta pressione. Imprensa é interesse privado que, às vezes, coincide com interesse público. No caso brasileiro, essa coincidência raramente acontece, pois a mídia está sempre a defender os interesses de seus proprietários e colaboradores. A internet veio nos libertar da ditadura da imprensa controlada por meia dúzia de representantes da elite. Bem vinda internet e liberdade de expressão! Só mais um detalhe: a maioria da mídia só divulgou as Diretas Já quando este movimento já não tinha volta. Não é verdade que houve apoio da imprensa no Brasil ao processo de democratização.

  • 42. às 01:27 PM em 22 out 2007, Elenice escreveu:

    O poder de pressão hoje é exercido pelos Bancos, Latifundiários, Agências de Publicidade, Emissoras de TV, Políticos.

  • 43. às 05:50 PM em 22 out 2007, Rocha P Brito escreveu:

    Caro Simões,

    O ceticismo do público atual deriva da maturação da sociedade. Do acesso aos meios de comunicação. Essa geração nasceu e viveu ouvindo notícias na televisão ou no jornal. Principalmente a grande massa de baixa renda. Eles se "formarão" em serem críticos de notícias. Por isso eles não acreditam em qualquer conto de fadas que a mídia divulgue. No ínicio desse fenônemo da era do conhecimento, tudo era "fantástico", tudo era novo, eles acreditavam *inocentemente* na boa vontade das pessoas que fazem a televisão (o maior meio de comunicação, on-line, de massa do planeta). Hoje não, eles estão graduados e são muito mais exigentes com a verdade e os fatos. Graças a Deus!

  • 44. às 07:25 PM em 30 out 2007, Paulo escreveu:

    O fato principal que torna cada vez menos influente a mídia no Brasil, é uma questão de credibilidade.
    A mídia não observou mudanças nos receptores e mantém os métodos atrasados de informação.
    Com o advento da internet, a midia teve que conviver com o contraditório, e não consegue sobreviver ao contraditório.
    Embora não se trate ainda da maioria, mas grande parte da população com acesso a internet se contrapõe à grande mídia e a desmascara, com facilidade.
    Quem não sabe hoje no Brasil, que a Globo cresceu e se fortaleceu com a ditadura? Negou até o último minuto a luta pelo voto direto? Editou programas para derrubar o candidato do PT, elegendo e derrubando o Collor ao seu bel prazer?
    Este é apenas um pequeno exemplo, dos muitos, da grande mídia brasileira.
    Que credibilidade pode ter?

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